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Confiança da indústria cai em junho mas segue em nível elevado, diz FGV

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas reduziu-se em 0,7% entre maio e junho de 2010, ao passar de 116,1 para 115,3 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal.

 

Apesar da redução em relação ao mês anterior, o índice mantém-se em patamar elevado, sinalizando sustentação do ritmo de atividade industrial. O ICI de junho retornou ao nível de abril deste ano, e está próximo ao de junho de 2008 (115,4 pontos), período em que a indústria brasileira ainda não havia sido afetada pela crise internacional.

 

O Índice da Situação Atual (ISA) ficou praticamente estável entre maio e junho, ao passar de 119,2 para 119,3 pontos. Com o resultado, a média de 119,5 pontos do segundo trimestre de 2010 é a mais alta desde o segundo trimestre de 2008, quando a média ficou nos mesmos 119,5 pontos. A maior média trimestral do ISA foi registrada no quarto trimestre de 2007: 120,3 pontos.

 

Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,5%, de 113,0 para 111,3 pontos, entre maio e junho. A média deste índice no segundo trimestre de 2010 ficou em 111,6 pontos, idêntica à registrada no último trimestre do ano passado e inferior aos 116,2 pontos (recorde histórico) do primeiro trimestre deste ano.

 

Dos quesitos integrantes do ICI relacionados ao momento presente, destaca-se em junho a evolução do indicador de nível atual de estoques: entre maio e junho, a parcela de empresas que apontam estar com estoques insuficientes aumentou de 6,1% para 6,2%; a proporção das que indicam estar com estoques excessivos diminuiu de 5,6% para 3,2%.

 

As expectativas empresariais em relação ao ambiente dos negócios nos seis meses seguintes tornaram-se menos otimistas: das 1.187 empresas consultadas, 54,8% esperam melhora da situação dos negócios no semestre junho-novembro e 2%, piora. Em maio, estes percentuais haviam sido de 64,5% e 4,2%, respectivamente.

 

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria (NUCI) aumentou de 84,9% para 85,5% entre maio e junho de 2010. Este é o nível mais elevado desde agosto de 2008 (86,1%), sendo superior à média do biênio 2007-2008 (85,1%), mas ainda inferior à média dos 12 meses anteriores à crise de setembro de 2008 (85,9%).



Fonte:Enfoque Informações Financeiras Ltda.

Recebido em:
30/06/2010 08:13:55

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