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Confiança de Serviços aponta quarta alta consecutiva

Escrito por: Redação em 30 de junho de 2016


São Paulo, 30/06 (Enfoque) –

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,9 ponto entre maio e junho, ao passar de 70,5 para 72,4 pontos¹. Após a quarta alta consecutiva, o índice atinge o maior nível desde junho do ano passado. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,2 ponto em junho,  a maior alta desde março de 2010.
 
“Ao final do primeiro semestre, ampliam-se os sinais de melhora na curva de confiança do setor de serviços, ainda que o  patamar médio dos indicadores continue muito baixo em termos históricos. A melhora tem sido sustentada pela contínua  redução do pessimismo em relação aos meses seguintes e tem um perfil disseminado entre  os diversos segmentos pesquisados, incluindo uma sinalização de arrefecimento no  ritmo  de cortes previstos para o quadro de trabalhadores”   avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.
 
Em junho, nove das 13 atividades pesquisadas registraram alta da confiança. A evolução do índice geral foi determinada pela combinação de altas no índice que mede o pulso do setor em relação ao momento atual e no que capta as expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 1,0 ponto, para 67,5, e o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,0 pontos, alcançando 78,0 pontos. Com o resultado, o IE-S abriu uma distância recorde de 10,5 pontos em relação ao ISA-S e apresentou a primeira variação interanual positiva (2,9 pontos) desde novembro de 2012.
 
A alta de 2,0 pontos do  indicador de Volume de Demanda Atual devolveu a queda de igual proporção no mês anterior e foi a maior contribuição para a saída do ISA-S do seu mínimo histórico. Pela ótica das expectativas (IE-S), houve alta  em seus dois compontentes, com   destaque  para o Indicador de Evolução dos Negócios durante os seis meses seguintes, que avançou 4,5 pontos, após subir 3,6 pontos no mês anterior.
 
Com o resultado de junho, o indicador que prevê a Evolução do Pessoal Ocupado  (PO) nos três meses seguintes  registra, no segundo trimestre,  a primeira alta em relação ao trimestre anterior desde o primeiro trimestre de 2012: 1,8 ponto, ao subir para 83,3 pontos. Este movimento é determinado principalmente pela migração de empresas que anteriormente previam diminuição de PO nos três meses seguintes e agora preveem estabilidade. “A moderação no ritmo de cortes de postos de trabalho num setor responsável por aproximadamente 60% da população ocupada pode vir a atenuar o quadro desfavorável do mercado de trabalho nos próximos meses”, analisa  Silvio Sales.

(por Oscar Brandtneris)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 30/06/2016 08:50:02

Redação

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