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Copom reforça intenção de reduzir ritmo de corte de juro

BRASÍLIA  –  (Atualizada às 11h25) O Comitê de Política Monetária (Copom) comunicou com clareza sua intensão de promover uma redução no ritmo de corte da Selic no encontro de outubro e de conduzir um encerramento gradual do ciclo iniciado em outubro de 2016, mas optou por manter a flexibilidade explicitando custos e benefícios dessa estratégia bem como as condicionalidades impostas pelo cenário básico e balanço de riscos.

Na semana passada, o colegiado presidido por Ilan Goldfajn cortou a Selic em 1 ponto percentual, para 8,25% ao ano, e indicou como adequado, neste momento, uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária, o que levou a apostas de corte de 0,75 ponto na taxa básica de juros no próximo encontro.

Na ata divulgada nesta terça-feira pelo Banco Central (BC), os participantes do Copom argumentaram sobre a necessidade de manter a flexibilidade para a política monetária reagir a contento em caso de mudanças no cenário básico e no balanço de riscos.

Dentro desse contexto, os integrantes do comitê partiram para o debate sobre o ritmo de corte e eventual sinalização sobre o encerramento do ciclo. “De forma geral, os membros do Comitê concordaram que, tudo o mais constante, há benefícios em se promover encerramento gradual de ciclos monetários”, diz a ata.

Entre os benefícios listados estão a facilidade de comunicação e possibilidade de se acumular evidências sobre o comportamento da economia à época de encerramento do ciclo.

Por outro lado, o Copom ponderou que em alguns casos excepcionais a necessidade de antecipação tempestiva do ciclo pode trazer benefícios maiores que os de um encerramento gradual.

“Avaliando as circunstâncias atuais, o Copom julgou conveniente sinalizar que, caso o cenário básico evolua conforme esperado no momento, o Comitê antevê encerramento gradual do atual ciclo de flexibilização monetária”, diz a ata.

O colegiado avaliou ainda que a política monetária tem flexibilidade para reagir a riscos que existem no cenário para ambos os lados. Tanto ao risco de que efeitos secundários do choque de alimentos e propagação do nível corrente baixo de inflação venham a produzir inflação prospectiva abaixo do esperado. Quanto ao risco de um possível impacto inflacionário proveniente de um eventual revés do cenário internacional num contexto de frustração das expetativas com ajustes e reformas.

Dada a sua já conhecida preferência por apresentar condicionalidades sobre a evolução da política monetária, o Copom voltou a ressaltar que o processo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação.

Para o colegiado, a aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável, para o funcionamento pleno da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia.

A ata reforça o entendimento de que as atuais taxas de juros reais ex-ante já têm efeito estimulativo sobre a economia. O juro real, considerando o swap de juro de 360 dias descontado o IPCA projetado em 12 meses oscila ao redor de 3% a 3,5% ao ano.

Para o Copom, a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Isso decorre de expectativas de inflação ancoradas, medidas de inflação subjacente em níveis baixos, projeções de inflação ligeiramente abaixo da meta para 2018 e elevado grau de ociosidade na economia.

O BC também tem uma avaliação melhor sobre a atividade, afirmando que a economia deve seguir em trajetória de recuperação gradual, cujos primeiros sinais já são perceptíveis e que à medida que a recuperação avança, o crescimento do consumo deveria abrir espaço para a retomada do investimento. O Copom também falou que há sinais de recuperação do emprego.

A ata dedica alguns trechos à avaliação sobre os preços de alimentos, cujo comportamento favorável persiste até o momento, e explica que essa queda intensa constitui uma substancial surpresa desinflacionária, que responde por parcela relevante da diferença entre as projeções de inflação para 2017, que rondam os 3%, e a meta de 4,5% vigente para este ano.

O BC nota, no entanto, que tanto as projeções quanto as expectativas para 2018 embutem alguma normalização da inflação de alimentos. Mas que uma normalização mais lenta constitui risco baixista para essas projeções. A retomada da atividade também atua no sentido de gradualmente levar a inflação em direção à meta ao longo de 2018.

A avaliação sobre a conjuntura internacional é de que ela segue favorável com recuperação gradual da atividade, sem pressão sobre as condições financeiras nas economias avançadas. Também foi enfatizada a maior capacidade da economia brasileira em absorver eventual revés externo devido à situação robusta de seu balanço de pagamentos e ao ambiente com inflação baixa, expectativas ancoradas e perspectiva de recuperação econômica.

Inflação

O BC projeta que o IPCA ficará ao redor de 3,3% em 2017 e em aproximadamente 4,4% em 2018, conforme a ata do Copom.

Nesse cenário, a autoridade monetária leva em consideração as estimativas contidas na pesquisa Focus. A Selic considerada é de 7,25% no fim de 2017, de 7% durante boa parte de 2018 e de 7,5% no fim do ano que vem. Para o câmbio, a hipótese é de uma taxa de R$ 3,20 no fim deste ano e de R$ 3,35 no encerramento de 2018.

Para os preços administrados, o BC trabalha com uma alta de 7,5% neste calendário e de 5,2% no próximo ano.

Fonte: Valor Econômico

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