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Qual o impacto do coronavírus em investimentos de baixo risco?

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O número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) subiu para 34 no Brasil, de acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira, 10. Mas você já parou para pensar no impacto da epidemia nos seus investimentos? E nos investimentos de baixo risco?

O vírus já soma mais de 4.500 pessoas contaminadas globalmente, sendo que cerca de 100 foram mortas pela doença na China. O avanço deve reduzir em até 15% o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no mundo.

O dado é de um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Somente se a Covid-19 for controlada no primeiro semestre deste ano, a queda no fluxo de investimento estrangeiro deve ficar em 5%.

Como o coronavírus impacta na economia

Antes de saber qual pode ser o impacto do coronavírus em investimentos de baixo risco, é importante analisar todo o contexto econômico e entender como o avanço da doença impacta o mercado financeiro.

+ Como o coronavírus pode afetar a economia?

A epidemia mundial abala os mercados globais e eleva as preocupações de investidores e governos. A propagação do vírus afeta as cadeias globais de suprimentos, lucros das empresas e, portanto, a atividade econômica global como um todo.

Na prática, o coronavírus já resultou em fechamento de fábricas, comércio e de serviços; na interrupção de produção; suspensão de aulas; cancelamentos de eventos.

Investimentos de baixo risco podem ser opção com insegurança do mercado

Os prejuízos já se espalham por todos os continentes. O impacto real na economia não é fácil de ser identificado, já que o vírus ainda está em expansão.

Mas na China, por exemplo, onde há maior incidência de casos e mais prejuízos, o PIB (Produto Interno Bruto) deverá crescer menos este ano e assim também acontecerá com a economia global.

Nos últimos dias a epidemia derrubou as principais bolsas do mundo. Na Europa e nos EUA elas, a última semana de fevereiro foi a pior desde a crise de 2008. As perdas foram estimadas em US$5 trilhões.

Segundo informações do portal de notícias G1, as ações mais afetadas estão as de companhias aéreas, empresas do setor de turismo, tecnologia, eletrônicos, automóveis e até alimentos.

Como ficam os investimentos de baixo risco

Apesar de não serem considerados um investimento de baixo risco, é válido mencionar as aplicações nas bolsas, que foram fortemente impactadas com a epidemia.

Nos últimos quatro anos, o Ibovespa, o principal índice do país, acumulou alta de quase 300%. Mas o Covid-19 está desestabilizando as bolsas mundiais.

As perdas com a crise financeira de 2008 já haviam deixado a bolsa com má fama para muitas pessoas. Mas a queda de juros nos últimos anos havia tornado a empurrar para o mercado de ações mais investidores que buscam bons rendimentos.

A taxa Selic foi reduzida pelo Banco Central de 14,25% ao ano para os atuais 4,25%. Com isso, também caiu o retorno de aplicações mais conservadoras, como a poupança e o Certificado de Depósito Bancário (CDB).

Com o coronavírus, não há grande alerta para quem vai apostar em investimentos de baixo risco. Na verdade, tendo em vista a situação da bolsa, esses podem ser a melhor opção, principalmente para iniciantes no assunto.

A epidemia trouxe mais volatilidade para a bolsa de valores. Por isso quem decidir apostar em aplicações mais arriscadas precisa saber muito bem o que está fazendo.

Se não é o seu caso, provavelmente o melhor é ficar com aplicações mais conservadoras. Alguns exemplos incluem o próprio CDB e o Tesouro Direto, fundos de renda fixa conservadora.

A poupança também é opção da maioria dos brasileiros, mas é menos recomendada pelos especialistas em finanças pessoais.

Como investir com o cenário de insegurança

Com a queda nas bolsas e o receito por conta do coronavírus, uma boa estratégia pode ser investir pensando no longo prazo. Neste momento as ações, por exemplo, estão mais baratas.

Mas podem tornar a se valorizar com o tempo. Isso, contudo, precisa ser feito com estratégia e conhecimento sobre o mercado de ações.

E, como já mencionado, a renda fixa é a melhor opção para os mais conservadores. Os melhores são os investimentos com rendimento acima da inflação e baixos custos de manutenção.

O IEV, Instituto de Especialização em Vendas, orienta investidores conservadores a evitarem os fundos de renda fixa com baixo risco que tenham taxas de administração acima de 1%.

Pode ser bom investir em títulos públicos, como Tesouro Direto, Letras de Crédito (LCA – Letra de Crédito Agropecuário e LCI – Letra de Crédito Imobiliário) ou títulos privados, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário).

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Investir em novos negócios é outra atitude também mais arriscada, que requer prudência. Mas, se fizer isso, invista em um negócio seguro.

Como, por exemplo, uma franquia, que pode apresentar vantagens se comparada a negócios independentes.

A palavra de ordem para fazer investimentos de baixo risco, ou mesmo os mais arriscados, neste momento de insegurança é: prudência. Conhecer o mercado também é fundamental para aplicar seu dinheiro no melhor lugar.

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