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Dólar recua para a menor cotação desde março

Escrito por: Redação em 8 de setembro de 2017

SÃO PAULO  –  O dólar terminou a sessão desta sexta-feira no menor nível desde março. A divisa americana acumula agora sete quedas consecutivas, que levaram a moeda abaixo do nível de R$ 3,10. O cenário eleitoral do ano que vem e as perspectivas para o avanço da agenda de reformas, um pouco mais positivos na avaliação do mercado, contribuem para o ambiente de negócios. Os investidores, entretanto, não dispensam a cautela.

Nesta sexta-feira, o dólar comercial terminou a sessão em baixa de 0,24%, cotado a R$ 3,0945. Este é o menor nível de fechamento desde 21 de março quando encerrou o dia em R$ 3,0896. Na semana, a baixa acumulada foi de 1,67%, a maior queda em dois meses, superada apenas pela baixa de 2,98% em meados de julho.

Numa lista de 33 divisas globais, o real ficou entre os 7 melhores desempenhos semanais. A valorização do câmbio doméstico foi mais acentuado que dos principais emergentes (peso mexicano, rublo russo, lira turca e rand sul-africano). Hoje, por causa do feriado do Dia da Independência, o mercado local também se ajustou à queda global da divisa americana na véspera.

Cabe destacar ainda que divisa americana soma por aqui sete baixas seguidas, período em que perdeu 2,15% para o real. Nos últimos meses, a baixa sequencial só é superada pela série de 10 quedas em meados de julho, quando caiu 5,28%.

O avanço da reforma da Previdência ainda é vista como tema delicado, mas aumenta gradualmente a expectativa de que parte da proposta ainda pode ser aprovada antes da chegada de um novo governo em 2019.

Parte dessa leitura é atribuída à diminuição da percepção de risco sobre uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. Isso porque as investigações da PGR sobre irregularidades no acordo de delação premiada com os empresários da JBS poderia afetar a credibilidade das provas usadas contra o peemedebista.

As ofensivas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerado contrário a reformas, vão na mesma direção. Nesse fronte, entram as informações oferecidas pelo ex-ministro Antonio Palocci e as iniciativas da PGR contra o petista. “Diminuiu a pressão sobre o governo Temer e aumentou no Lula. Para o mercado, isso significa que o cenário está mais favorável às reformas”, diz um operador de renda fixa.

Por ora, a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) deixa o mercado com “um pé atrás”, mas não gera alarmismo. “O Geddel já foi preso uma vez e o mercado soube digerir bem. Mesmo com eventos extremos, o Planalto manteve a governabilidade”, acrescenta.

O UBS ressalta que, entre os riscos para suas projeções, estão a crise política e o andamento das reformas. O banco suíço não trabalha com a aprovação da reforma da Previdência.

Por outro lado, os indicadores de atividade apontam para “uma retomada sólida da economia brasileira, maior estímulo por parte do banco central e potenciais surpresas no processo de reformas”. Agora, a previsão do banco para o dólar daqui a três meses passou de R$ 3,25 para R$ 3,10. Em seis meses, mudou de R$ 3,15 para R$ 3,00. E em 12 meses foi de R$ 3,05 para R$ 2,90.

Fonte: Valor Econômico

Redação

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