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Dólar tem mínima em um mês e pressiona juros futuros para baixo

SÃO PAULO  –  O dólar e os juros futuros começam a semana em queda, com a moeda americana tocando mínimas não vistas há um mês, movimento que acaba estimulando pressão vendedora de DIs na B3.

Às 10h33, o dólar comercial caía 0,75%, a R$ 3,2587. Na mínima, foi a R$ 3,2582, menor patamar intradia desde 9 de junho (R$ 3,2562).

No mercado futuro, o dólar para agosto cedia 0,62%, a R$ 3,2785.

O dólar sofre pressão pela perspectiva de que o Banco Central (BC) evite retirar liquidez do mercado de câmbio ao longo deste mês. Isso porque, na sexta-feira à noite, a autoridade monetária sinalizou rolagem integral dos US$ 6,181 bilhões em swaps cambiais tradicionais que expiram em agosto.

Entre 11h30 e 11h40 desta segunda-feira, o BC oferta até 8.300 contratos de swap. O resultado será divulgado a partir de 11h50.

Há um total de US$ 27,764 bilhões em swaps vendidos pelo BC ao mercado.

Investidores observam a descompressão de prêmios de risco no exterior e a aplicam às operações locais. No Brasil, a queda das expectativas para IPCA e PIB adicionam viés de baixa aos juros. O movimento é importante porque inflação e economia mais fracas são variáveis relevantes que compõem os modelos de política monetária do BC. Portanto, novas quedas nessas taxas indicam espaço para o BC cortar mais a Selic.

Já reflexo da queda das expectativas de inflação e atividade, o Focus divulgada nesta segunda-feira trouxe recuo nas estimativas para a Selic ao fim deste ano e do próximo. A mediana dos prognósticos de cerca de cem economistas consultados pelo BC indica Selic de 8,25% até o próximo mês de dezembro e de 8% ao fim de 2018.

Mas o foco dos agentes hoje é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, em que será apresentado nesta segunda-feira parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator do processo contra o presidente Michel Temer na comissão.

A leitura do parecer virá uma semana depois de ter aumentado a pressão sobre o governo, enquanto o nome de Rodrigo Maia (PMDB-RJ) – presidente da Câmara – se faz mais presentes em rodas de conversas tanto em Brasília quanto no mercado financeiro em São Paulo.

“O mercado vai operar na defensiva até uma resolução na CCJ. Mas se o câmbio continuar ajudando o caminho dos DIs é para baixo”, diz Luis Lauídiso, operador de renda fixa da Renascença.

O DI janeiro/2023 caía a 10,470% (10,560% no último ajuste). O DI janeiro/2021 recuava a 9,950% (10,010% no ajuste anterior). E o DI janeiro/2019 cedia a 8,730% (8,790% no último ajuste).

Fonte: Valor Econômico

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