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Dono do banco Clássico chega a ganhar R$ 1 bi com elétricas

Escrito por: Redação em 24 de agosto de 2017

José João Abdalla Filho, conhecido Juca Abdalla, dono do banco Clássico, viu seu patrimônio aumentar em quase R$ 1 bilhão com a valorização de 50% das ações ordinárias da Eletrobras na terça-feira, diante do anúncio da ideia do governo de deixar investidores privados assumirem o controle da companhia. Com a queda de 11,8% das ações ontem, o ganho caiu a R$ 613 milhões.

Com parte da fortuna herdada do pai, o antigo industrial e político paulista J.J. Abdalla, o banqueiro é o maior minoritário da ainda estatal, com 12,5% do capital votante, possuindo ações por meio do banco e também via fundo Dinâmica Energia. A participação acionária relevante, que não é de hoje, permitiu a indicação de José Pais Rangel, executivo do Clássico, como representante de minoritários no conselho de administração da companhia. O Valor tentou contato com Rangel, mas ele não retornou as ligações.

O investimento de Juca Abdalla em ações da Eletrobras valia R$ 2,5 bilhões ontem. Além da estatal de energia, ele tem participações relevantes na Engie, antiga Tractebel (10% do capital), Ceg Rio (8,84%), entre outras participações. O empresário também investe em Cemig, Eneva e Equatorial.

Apesar da inexpressiva visibilidade do Clássico, seu proprietário ficou conhecido por causa das disputas judiciais envolvendo um terreno de 717 mil metros quadrados desapropriado em 1989 pelo então governador de São Paulo, Orestes Quércia. Hoje, está instalado na área o Parque Villa-Lobos. A Justiça decidiu que José João Abdalla Filho tinha direito a 70% do imóvel e Antônio João Abdalla Filho, a 30%. A indenização foi fixada em R$ 1,7 bilhão em valores da época. A indenização foi dividida em dez parcelas anuais, com valor atualizado de R$ 250 milhões cada.

Juca Abdalla é frequentador assíduo do Country Club do Rio, em Ipanema, um reduto da velha elite carioca, e é apaixonado pelos desfiles das escolas de samba.

O pai do empresário era uma figura polêmica. Foi deputado federal entre 1946 e 1948 (governo Dutra), quando comprou a companhia de cimento Portland de um grupo canadense. Depois da Portland, expandiu seu grupo para outros ramos da indústria, agronegócio e setor imobiliário.

O empresário respondeu a mais de 500 processos na Justiça, chegou a ser preso várias vezes e teve parte de seus bens confiscados pelo presidente Ernesto Geisel para saldar dívidas com os poderes públicos, segundo o Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. Ele não pagava impostos.

Entre os acionistas que se beneficiaram com alta dos papéis da Eletrobras nesta semana também está a gestora 3G Radar, que divulgou no passado um relatório dizendo que a Eletrobras destruiu R$ 228 bilhões em 15 anos com decisões equivocadas de investimento (considerando o resultado efetivo e custo de oportunidade). A 3G Radar viu sua participação (restrita a ações PN) se valorizar R$ 78 milhões na terça, mas o ganho diminuiu para R$ 49 milhões.

O banco americano J.P. Morgan também consta na lista de minoritários relevantes da Eletrobras, mas por conta do seu papel como agente depositário dos recibos de ações (ADRs) da companhia negociados em Nova York.

Dona de 63% do capital total da Eletrobras, a União foi a maior beneficiada com a alta das ações, com um ganho de quase R$ 3,8 bilhões. O valor da fatia acionária direta subiu R$ 2,5 bilhões, para R$ 10,3 bilhões. Já as ações do BNDES e fundos governamentais subiram R$ 1,3 bilhões, para R$ 5,7 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

Redação

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