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O que esperar da economia brasileira em 2021?

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A economia brasileira em 2021 pode crescer. Isso foi mostrado em relatórios e pesquisas até dezembro de 2020. Mas, o último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) já começa a trazer uma nova realidade que pode ser vista no pé deste artigo.

Veja, a seguir, como era projetada a economia brasileira em 2021 antes da virada do ano.

De acordo com o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), Marcel Balassiano, não era vislumbrado um cenário positivo.

De acordo com o seu levantamento, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficará entre os 10 piores desempenhos entre 33 países pesquisados.

Balassiano fez uma comparação entre as projeções do mercado e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e constatou que o tombo da economia brasileira será grande em todos os casos.

Enquanto o FMI prevê retração de 9,1% no PIB brasileiro, o IBRE estima recuo de 6,4%. Para 2021, as projeções de crescimento são de, 3,6%, e de 2,5%, respectivamente.

O levantamento também levou em consideração a previsão da pesquisa semanal Focus, do Banco Central, de queda de 6,5%, em 2020 e, de crescimento de 3,5%, em 2021, e comparou o desempenho médio no biênio 2020 e 2021.

“O Brasil, assim como a maior parte do mundo, sofrerá uma forte redução da atividade econômica neste ano, em função da crise do coronavírus e seus impactos na economia. Somado á isso, o Brasil é um dos países do mundo cuja moeda mais se desvalorizou”, ressalta Marcel Balassiano.

Inflação pode ser o fantasma da economia brasileira

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2020 subiu de 4,35% para 4,39%. Esse é o maior patamar do ano para a projeção do importante indicador da economia brasileira.

Embora acima da meta deste ano, de 4%, o valor segue dentro da margem de de 1,5 ponto porcentual. Com a tolerância, a meta pode variar de 2,50% a 5,50%.

A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e, para persegui-la, o BC eleva ou reduz a taxa de juros básica, a Selic, atualmente na mínima histórica, a 2% ao ano.

O Relatório de Mercado Focus trouxe ainda as previsões para a Selic no próximo. A taxa básica do juros deve ser de 3% ao ano.

No caso de 2022, a projeção seguiu em 4,50% ao ano. Para 2023, seguiu em 6%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

Após recessão em 2020, economia brasileira deverá crescer 3,46%

A projeção dos economistas do Itaú Unibanco para a taxa Selic no fim de 2021 é de 3,5%. Os economistas do banco, inclusive, apontam para o risco de uma elevação do juro básico já no primeiro semestre.

Já os analistas do Credit Suisse preveem que a Selic deve terminar dezembro em 4,50%.

Como a cotação do dólar deve ficar em 2021?

Outro índice importante para a economia brasileira é a cotação do dólar. A moeda norte-americana que chegou aos R$5,97, em 2020, deve ter uma queda na sua cotação em 2021.

A projeção para 2021 do Boletim Focus é que o dólar esteja em R$5,10. Entretanto, apesar da tendência de queda, o cenário ainda é bastante nebuloso, externa e internamente.

Afinal, a insegurança fiscal no Brasil é grande. Isso impede que o real tenha uma valorização mais forte, mesmo diante das boas notícias que a vacina contra o coronavírus traz consigo.

Economia Brasileira em 2021 pode piorar em função da pandemia

Mesmo com uma expectativa de crescimento, como era em dezembro de 2020 – de acordo com o topo deste artigo -, a situação pode piorar. Isso muito em função da pandemia da Covid-19.

Por mais que especialistas sejam otimistas, a nova onda que chegou no primeiro trimestre, o colapso hospitalar e a vacinação lenta podem ser fatais.

Este combo influencia fortemente para uma análise mais negativa. E mais, essa análise inferior ao positivismo dado no topo deste artigo ainda pode se arrastar até 2022, de acordo com estudos e dados projetados para os próximos meses e trimestres.

Outros destaques são a cotação do dólar e taxa básica de juros (taxa Selic) – que registraram tendência de alta, além dos juros básicos.

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