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Eleições 2018: as propostas dos candidatos para a economia

Escrito por: Rafael Massadar em 27 de agosto de 2018

Você sabe quais são as propostas dos candidatos para a economia? Você sabe quais são os candidatos que vão concorrer à presidência nas eleições deste ano?

Se ainda não sabe, deveria saber! A disputa começa no dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, no caso de segundo turno.

Consultar as propostas dos candidatos para a economia registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é uma das maneiras de verificar seus planos de governo. Esse plano pode conter as diretrizes do que um candidato pensa em colocar em prática se for eleito.

Um programa pode ser, por exemplo, mais ou menos privatista, mais ou menos estatista. Assim, você pode avaliar ainda o horizonte de responsabilidade fiscal, de criação de empregos ou como resolver os problemas sociais do país.

Dependendo desses eixos, você terá a alma desses programas. Portanto, fique atento às propostas dos candidatos para a economia.

Você tem a oportunidade de ajudar o país a sair de uma das piores recessões econômicas com o seu voto. Suas consequências se mostram presentes em diversos aspectos do dia a dia da população.

propostas dos candidatos para a economia

Efeitos da crise econômica

Um estudo realizado em todas as capitais pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) relata bem os efeitos da crise no bolso do brasileiro. O levantamento mostra que 64% dos trabalhadores recorreram a alguma forma de trabalho extra ou bicos para complementar a renda no primeiro semestre deste ano.

Nas classes C, D e E, a proporção salta para 70% dos entrevistados. O estudo aponta ainda que em cada dez consumidores, cinco (51%) acreditam que as condições gerais da economia pioraram ao longo deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado.

Isso configura um aumento de 12 pontos percentuais em relação à pesquisa de 2017. Talvez por isso seja tão necessário saber as propostas dos candidatos para a economia.

No entanto, os números são ainda piores. Segundo dados do IBGE, no Brasil atualmente existem 27 milhões de desempregados. Deste total, ainda estão os subocupados e os que deveriam estar no mercado de trabalho.

O resultado é: a inadimplência entre a população subiu 3,5% e atinge 62 milhões de brasileiros. Números também levantados pelo SPC Brasil em parceria com a CNDL.

O estudo leva em consideração desde dívidas bancárias, como faturas atrasadas de cartão de crédito e empréstimos, a crediários abertos no comércio e dívidas com empresas que prestam serviços de telefonia, TV por assinatura e internet.

Brasileiros estão pessimistas com as eleições presidenciais

A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira”, do Ibope, revelou que 44% dos brasileiros estão pessimistas em relação às eleições presidenciais de 2018. Apenas 20% se dizem otimistas.

Alguns dos motivos apontados para o pessimismo foram:

– corrupção;

– perda de confiança no governo e nos candidatos;

– falta de opção entre os pré-candidatos;

– falta de mudança e renovação nos pretendentes aos cargos políticos.

Para 92% dos entrevistados, é importante que o controle dos gastos públicos esteja na pauta dos pretendentes ao Palácio do Planalto.

Para 44%, o foco do futuro presidente deve estar na saúde, na educação, na segurança e na redução da desigualdade social.

E você, está de olho nas propostas dos candidatos para a economia?

O cenário econômico que o próximo presidente vai herdar

propostas dos candidatos para a economiaPor que os brasileiros devem ficar atentos às propostas dos candidatos para a economia?

Além do endividamento da população e o alto nível de desemprego, o próximo presidente vai receber um país com um rombo ainda elevado nas contas públicas.

Outro ponto preocupante é o crescimento baixo do Produto Interno Bruto (PIB).

O governo vai registrar, em 2018, o quinto ano consecutivo de déficit. A meta fiscal para este ano é de um déficit primário de até R$ 159 bilhões. Isso representa uma piora frente ao patamar de 2017 em menos R$ 124 bilhões.

Com a piora das contas públicas nos últimos anos, a dívida bruta do setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) apresentou crescimento nos últimos anos.

Segundo dados do Banco Central, a dívida bruta atingiu o patamar de R$ 5,165 trilhões em junho, ou 77,2% do PIB, novo recorde histórico.

Dólar também é preocupação

A cotação da moeda norte-americana tem subido nos últimos anos. Recentemente subiu para um patamar próximo de R$ 4 com a corrida eleitoral.

A possibilidade de aumento dos juros nas economias mais maduras, aliada às tensões comerciais entre Estados Unidos e China e a crise na Turquia são cenários de tensão para a cotação da moeda no Brasil.

O dólar mais alto favorece as exportações, tornando-as mais rentáveis. Os brasileiros recebem mais pelas vendas externas.

No entanto, dificulta as viagens ao exterior, que ficam mais caras. A moeda norte-americana valorizada também pode ter impacto inflacionário, pois produtos e insumos importados se tornam mais onerosos.

Conheça os 13 candidatos à presidência em 2018

propostas dos candidatos para a economia

Treze políticos estão disputando a presidência em 2018. Portanto, é bom saber as propostas dos candidatos para a economia. Conheça os candidatos e seus vices, em ordem alfabética.

1 – Alvaro Dias (Podemos)

Ex-governador do Paraná e senador em terceiro mandato, Alvaro Dias (Podemos), 73 anos, concorrerá à Presidência pela primeira vez.

Seu vice na chapa é o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Paulo Rabello de Castro (PSC), de 69 anos.

Além do partido de seu companheiro de chapa, a coligação encabeçada por Dias inclui os nanicos PRP e PTC.

2 – Cabo Daciolo (Patriota)

O Patriota, antigo Partido Ecológico Nacional, oficializou o nome do deputado federal Cabo Daciolo como candidato à presidente da República.

A pedagoga Suelene Balduino Nascimento, também filiada ao partido, é a vice da chapa.

3 – Ciro Gomes (PDT)

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, 60 anos, vai concorrer à presidência pelo PDT.

Terá como aliado apenas o partido Avante. Sua vice é a senadora Kátia Abreu (TO), 56 anos, parlamentar ligada ao agronegócio.

4 – Geraldo Alckmin (PSDB)

Governador de São Paulo por quatro vezes, Geraldo Alckmin (PSDB), 65 anos, disputará pela segunda vez a Presidência da República.

Ele recebeu o apoio dos cinco que compõem o chamado Centrão (PP, DEM, PRB, PR e Solidariedade), além de PTB, PPS e PSD.

Sua vice, avalizada pelo Centrão, é a senadora Ana Amélia (PP-RS), de 73 anos.

5 – Guilherme Boulos (PSOL)

O pré-candidato do PSOL é o postulante mais novo da história brasileira: com apenas 35 anos.

Boulos tem como vice de chapa a liderança indígena Sônia Guajajara. Ele é coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o MTST, e do Povo Sem Medo.

Novatos e experientes estão na disputa

6 – Henrique Meirelles (MDB) 

O ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, 72 anos, é o escolhido pelo MDB.

Possui como aliado apenas PHS e terá como vice o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (MDB), de 68 anos.

7 – Jair Bolsonaro (PSL)

O PSL definiu por aclamação Jair Bolsonaro como candidato a presidente da República. Ele será o primeiro militar da reserva do Exército na disputa à liderança da República.

O vice na chapa é o general Hamilton Martins Mourão, do PRTB.

8 – João Amoêdo (Novo)

O empresário João Amoêdo, 55 anos, foi oficializado pelo Partido Novo como candidato à Presidência. Já foi vice-presidente do Unibanco, diretor executivo do BBA e integrou o conselho de administração do Itaú.

Seu candidato a vice na chapa é o professor universitário Christian Lohbauer.

9 – João Goulart Filho (PPL)

Filho do ex-presidente João Goulart, deposto pela ditadura militar em 1964, esta é a primeira vez que ele concorre ao cargo.

O candidato a vice na chapa é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília.

Eleição de 2018 terá o maior número de candidatos

10 – José Maria Eymael (DC)

Conhecido pelo jingle “ei, ei, Eymael, um democrata cristão”, o ex-deputado federal José Maria Eymael vai concorrer pela quinta vez ao Palácio do Planalto.

O vice na chapa este ano será o pastor Helvio Costa.

11 – Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A convenção nacional do PT escolheu, no dia 4 de agosto, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer ao Planalto.

O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT. No entanto, o ex-presidente está preso em Curitiba, desde 7 de abril. Seu vice será o Fernando Haddad, da chapa.

12 – Marina Silva (Rede)

Fundadora do partido REDE, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vai concorrer pela terceira vez ao Palácio do Planalto.

O vice na chapa será Eduardo Jorge, do PV. Ex-deputado federal, ele também foi candidato à Presidência em 2014.

13 – Vera Lúcia (PSTU)

Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe, Vera Lúcia foi candidata à Prefeitura de Aracaju em 2012.

Agora, vai concorrer à presidência pelo PSTU. Como vice, terá o professor da rede pública do Maranhão Hertz Dias.

As propostas dos candidatos para a economia

Leia a seguir as propostas dos candidatos para a economia.

Álvaro Dias

propostas dos candidatos para a economiaSeu programa de governo traz um plano de 19 metas para “refundar as bases da República”. Iniciativa declaradamente inspirada no Plano de Metas do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Álvaro Dias diz que a meta central é promover um crescimento médio de 5% ao ano, através da simplificação e redução de tributos, como uma completa revisão da estrutura do gasto público.

Além disso, prevê uma reforma financeira que tem como objetivo a diminuição de juros para o setor produtivo, em especial para micro e pequenas empresas.

O senador afirma que vai buscar o desenvolvimento da indústria pela inovação. Outra meta é uma nova diplomacia brasileira voltada para a expansão vigorosa do comércio dos produtos nacionais, mediante novos acordos.

O crescimento sustentado, segundo ele, será alcançado através do estímulo ao empreendedorismo e do aumento e melhoria na qualidade da infraestrutura instalada, sem negligenciar um olhar atento à interiorização e ao meio ambiente.

O candidato do Podemos diz ainda ser “inevitável” adotar um programa de privatizações, mas é contra a venda da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa. Sobre a petrolífera, diz cogitar a venda do “entorno”, as subsidiárias da empresa.

Em relação às reformas, é a favor na Previdência. No entanto, argumenta que, antes, o governo precisará promover um grande esforço de transparência sobre o déficit e os custos do sistema. Em relação à Reforma Trabalhista, tem dito que promoverá uma avaliação dos resultados para discutir se fará a “reforma da reforma” em 2019.

Cabo Daciolo

propostas dos candidatos para a economia

No que diz respeito à economia, Cabo Daciolo diz que vai reduzir a taxa de juros. O objetivo é possibilitar ao país atrair investimentos estrangeiros e competir com mais vigor no mercado internacional.

Outra questão apontada pelo candidato do Podemos como imprescindível se refere à redução da carga tributária. Daciolo diz ainda que empresas estatais estratégicas jamais serão privatizadas pelo seu governo.

Pretende fortalecer a competitividade das commodities brasileiras no mercado internacional.

Afirma ainda que Brasil irá deixar de ser um exportador de matérias primas e importador de produto industrializado.

Ciro Gomes

propostas dos candidatos para a economiaO candidato do PDT deseja a modernização de nossa estrutura produtiva, de forma sustentável.

Ele quer que a incorporação de pessoas ao mercado de trabalho seja através da qualificação de boas políticas de educação, saúde e políticas relacionadas às demais condições de vida.

O objetivo é reduzir a pobreza e melhorar a distribuição da renda e da riqueza no país.

Ciro quer um ajuste macroeconômico, equilibrando as finanças públicas e reduzindo paulatinamente a participação de sua dívida no PIB do país. Para ele, isso fortalecerá a capacidade do governo para realizar políticas sociais e de investimento.

Seu projeto prevê também a realização da Reforma da Previdência legítima. Entre os principais pontos estão a manutenção de um tempo de contribuição menor para mulheres. Além da eliminação dos privilégios de aposentados do legislativo e judiciário.

Seu plano fala ainda na construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento. Para isso, prevê o fortalecimento de uma nova classe de empreendedores, que democratize o capital no Brasil. Para isso, pretende incentivar e diversificar os financiamentos para os microempresários.

Por fim, a estratégia do candidato afirma que realizará as reformas fiscal, tributária e orçamentária. Além da recuperação e modernização da infraestrutura do país.

Tudo isso aliado a uma política de ciência, tecnologia e inovação, articulada com uma política industrial e educacional.

Geraldo Alckmin

propostas dos candidatos para a economiaO candidato do PSDB propõe políticas que permitam às regiões Norte e Nordeste desenvolver plenamente as suas potencialidades. Principalmente em áreas como energias renováveis, turismo, indústria, agricultura e economia criativa.

Alckmin quer abrir a economia e fazer com que o comércio exterior represente 50% do PIB. Segundo ele, isso é vital para retomarmos a agenda de competitividade do país.

Assim, pretende transformar o Brasil no país mais atrativo para empreender e investir na América Latina. Ele vai ainda dar prioridade aos investimentos em infraestrutura, em parceria com a iniciativa privada.

O ex-governador de São Paulo prevê também usar a diplomacia para firmar acordos comerciais que ajudem a expandir os mercados brasileiros no exterior.

O tucano deseja promover o desenvolvimento da indústria 4.0, da economia criativa e da indústria do conhecimento.

Para isso, vai fomentar o empreendedorismo em áreas de  inovação, da cultura e do turismo. Além de áreas onde já somos líderes, como a agroindústria.

Guilherme Boulos

propostas dos candidatos para a economiaO candidato do PSOL diz que a crise será enfrentada através da recuperação de uma trajetória de desenvolvimento.

A ideia é responder aos problemas estruturais da sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que o processo de construção nacional fornece sustentação a uma política de geração de emprego e renda.

O programa distingue-se por ser, primeiramente, um projeto de transformação da estrutura econômica nacional.

Para isso, prevê a construção de um modelo de desenvolvimento nacional com amplo envolvimento da sociedade e capaz de mobilizar os recursos e instrumentos necessários. Passa também por rediscutir o sentido desse desenvolvimento produtivo e tecnológico.

Guilherme Boulos é contra privatizações e defende que a Petrobras seja reestatizada. Defende ainda a manutenção do Bolsa Família e a criação de programas de acesso à moradia.

Além disso, propõe aumentar o imposto de renda nas faixas mais ricas da população e revogar isenções que considera indevidas, aumentando a arrecadação em valor superior ao do déficit nas contas públicas.

Ele é a favor da criação de um grande programa de Obras Públicas no Brasil. O plano tem como objetivo expandir investimentos públicos em mobilidade urbana, moradia, saneamento básico e recursos hídricos. Além do sistema de saúde, energias renováveis e desenvolvimento de biomas regionais.

Henrique Meirelles

propostas dos candidatos para a economiaMeirelles diz que vai continuar o conjunto de reformas implementadas ao longo dos dois anos em que ficou à frente do Ministério da Fazenda.

Sua principal meta será fazer o país voltar a crescer 4% ao ano. Com isso, pretende gerar de empregos e resgatar a confiança do Brasil.

Além da volta do crescimento, o ex-presidente do BC diz que o país terá de encontrar formas de facilitar a adaptação da mão de obra às novas condições de trabalho.

Para isso, prevê a facilitação da inserção dos jovens no mercado de trabalho, expandindo a oferta de vagas no ensino técnico.

Ele pretende ainda garantir a aposentadoria de quem mais precisa. Para isso, segundo o candidato, o sistema precisa de mudanças que contemplem duas questões. A adoção de uma idade mínima para se aposentar e a convergência do sistema de aposentadorias dos funcionários públicos ao sistema dos trabalhadores do setor privado.

Seu plano prevê ainda uma reforma tributária. Em relação às privatizações, ele fala em “pulverizar” a participação da União na Petrobras, no Banco do Brasil e na Caixa. No entanto, com ressalvas à privatização de bancos pelo risco de comprador ser uma das outras instituições financeiras brasileiras.

Jair Bolsonaro

propostas dos candidatos para a economiaO plano de governo de Jair Bolsonaro na área econômica diz que vai fazer os ajustes necessários para garantir crescimento com inflação baixa e geração de empregos. Ele diz que vai adotar o liberalismo econômico para que isso aconteça.

Com essa estratégia, o candidato prevê elevar a confiança e os investimentos para gerar crescimento, emprego e oportunidades.

Seu plano também vislumbra atingir um superávit primário já em 2020. Sua estratégia será adotar as mesmas ações que funcionam nos países com crescimento econômico.

O objetivo de Bolsonaro é diminuir a concentração e a arrecadação de tributos do Governo Federal em prol de estados e municípios. Segundo ele, os recursos serão liberados automaticamente e sem intermediários para os prefeitos e governadores.

Além disso, seu projeto quer privatizar as estatais e fazer concessões de serviços públicos. Propõe também a redução dos privilégios do funcionalismo.

Por fim, prevê a ampliação da reforma previdenciária e a criação de um sistema de capitalização, com contas individuais, para novos participantes.

João Amoêdo

propostas dos candidatos para a economiaO candidato do partido NOVO deseja o equilíbrio das contas públicas com corte de gastos, privilégios, privatizações, revisão de desonerações fiscais e definição das prioridades.

Amoêdo pretende facilitar a abertura de empresas e contratação de funcionários.

Seu plano fala sobre a simplificação da carga tributária com a adoção do IVA (Imposto de Valor Agregado). Além da ampliação dos acordos comerciais e abertura da economia com redução das tarifas alfandegárias.

O candidato é a favor da privatização de todas as estatais e o controle da inflação com o Banco Central independente. Outra proposta é a profissionalização e despolitização das agências reguladoras.

Defende ainda a reforma trabalhista aprovada pelo governo Temer, mas acha que ela pode ser “melhorada”. É a favor de reformar da Previdência e considera o atual sistema inviável.

Para ele, não basta ajustar os benefícios e privilégios concedidos aos servidores públicos e militares. Por fim, considera o congelamento dos gastos aprovado pelo governo Temer uma medida positiva.

José Maria Eymael

propostas dos candidatos para a economiaO candidato tem como meta a formulação e aplicação político-econômica orientada para o desenvolvimento e geração de empregos.

Eymael pretende incentivar a construção civil, através de política tributária específica. Além de políticas de desenvolvimento urbano e saneamento básico.

Seu plano prevê ainda uma política oficial de apoio ao empreendedorismo e incentivo para a criação e desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas.

Vai incentivar também a formação de mão de obra através de cursos profissionalizantes.

O candidato do DC diz que vai gerenciar de forma eficaz os gastos públicos. Possibilitando assim novos investimentos do governo federal em obras públicas prioritárias.

Sua política macro econômica será orientada para diminuição do custo do crédito para o setor produtivo. Eymael quer também realizar uma reforma tributária.

Por fim, deseja valorizar o agronegócio e apoiá-lo com ações de governo específicas, valorizando e apoiando ao mesmo tempo os pequenos e médios produtores rurais.

Lula

propostas dos candidatos para a economiaLula diz que implantará o Plano Emergencial de Empregos como primeiro passo de governo. O ex-presidente pretende valorizar novamente o salário mínimo e impulsionar a economia popular.

Vai fazer investimentos públicos em retomada de obras paralisadas. Além do estímulo ao crédito acessível para combater a inadimplência das famílias e empresas, num círculo virtuoso que ative a produção, o consumo e a economia nacional.

O candidato do PT quer recuperar a capacidade de nossa indústria num amplo esforço de reindustrialização. Para isso, promete diversificar as matrizes produtivas e energéticas de forma sustentável, ampliar o empreendedorismo e o crédito cooperado.

Vai propor uma Reforma Tributária e a revogação da PEC dos Gastos e da reforma trabalhista. Além disso, vai interromper as privatizações.

Em caso de um novo governo, Lula afirma que vai enfrentar o alto custo do crédito e a especulação financeira por meio da reforma bancária. Segundo seu plano, mantendo o equilíbrio fiscal.

Será prioridade, de acordo com o plano do ex-presidente, baixar os altíssimos spreads bancários, as altas taxas de juros pagas diretamente pelo consumidor e pelo produtor para o sistema financeiro.

Além de permitir que esses recursos sejam canalizados para reativar a economia, o consumo e os investimentos produtivos.

João Goulart Filho

propostas dos candidatos para a economiaO candidato do Partido Pátria Livre quer dobrar o salário mínimo real em quatro anos. Acabar com o desemprego, promover a melhoria geral dos salários e aposentadorias. Além de revogar a Reforma da CLT no primeiro dia de governo.

João Goulart Filho pretende reduzir ao patamar internacional os juros reais. Vai fortalecer os bancos públicos, especialmente o BNDES, Banco do Brasil e Caixa.

Extinguirá ainda a TLP e restabelecerá a TJLP para financiamentos públicos de longo prazo.

Como principal alavanca do desenvolvimento econômico, o investimento público será elevado. O objetivo é a canalização para este fim da renda petroleira, hídrica, eólica e outras modalidades de renda da terra.

O terceiro pilar do seu plano é a ampliação da capacidade de investimento do Estado e suprimir as isenções distribuídas irresponsavelmente. O quarto pilar é a ampliação do investimento público e o combate sistemático à corrupção.

Para elevar o investimento público, vai estimular o investimento privado no país. Outro ponto do seu plano é a retomada do processo de substituição de importações, de reindustrialização do país e a construção de uma economia nacional independente.

Marina Silva

Marina SilvaA candidata da REDE diz em seu plano que é necessário implementar uma agenda para dinamizar a economia brasileira. Para isso, pretende, por meio da inovação, melhorar o ambiente de negócios, reduzindo a insegurança jurídica e as incertezas regulatórias.

Marina Silva afirma que a criação de empregos dignos será o foco central da sua política econômica e social. Ela propõe uma revisão das prioridades de intervenção do Estado, privilegiando as atividades que de fato geram mais empregos.

Diz ainda que vai atuar para recuperar a capacidade de investimentos do Estado, priorizando obras de infraestrutura. Em relação às privatizações, relata que não será tratada com posições dogmáticas e que usará critérios de custo para a sociedade e eficiência.

Vai incentivar ainda o aumento de nossa capacidade de exportação. Tanto da indústria como de serviços e de commodities, com a reforma e atualização do regime de comércio exterior. Estimulará ainda o empreendedorismo e o turismo.

É crítica da reforma trabalhista proposta pelo governo Temer e contra o teto de gastos. Por fim, ressalta que o déficit na Previdência é inegável. Contudo, argumenta que o diálogo para um novo modelo tem que ser feito com toda a sociedade e não apenas com a elite econômica.

Vera Lúcia

propostas dos candidatos para a economiaA candidata do PSTU diz em seu plano de governo que a primeira tarefa será a revogação de todas as reformas. Segundo ela, as medidas retiraram direitos da classe trabalhadora nos últimos anos.

Ela pretende revogar ainda a lei das terceirizações e a PEC do teto dos gastos, que congela investimentos públicos por 20 anos.

Vera Lúcia deseja reduzir a jornada de trabalho sem redução dos salários. Outra medida que pretende implementar é o plano de obras públicas sob o controle dos trabalhadores.

De acordo com seu projeto, vai gerar empregos e resolverá problemas estruturais como o déficit de saneamento básico, escolas e hospitais.

Defende o aumento geral dos salários e aposentadorias, estabelecendo como mínimo o salário de R$ 3.804,06.

Outra medida é a estatização das 100 maiores empresas brasileiras, que têm o faturamento igual a 40% de tudo o que o Brasil produz. Além da reestatização das empresas privatizadas.

A representante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados também pretende suspender o pagamento da dívida e realizar uma auditoria. Por fim, deseja a proibição das remessas de lucro e a estatização do sistema financeiro.

A importância do voto

Em uma democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância. Além de representar um ato de cidadania, elas possibilitam a escolha de representantes que irão executar leis que interferem diretamente em nossas vidas.

Escolher um péssimo governante pode representar uma queda na qualidade de vida. Desta forma, precisamos dar mais valor à política e acompanharmos com atenção as propostas dos candidatos para a economia.

Seu voto deve ser valorizado e ocorrer de forma consciente. Lembre-se de votar em políticos com um passado limpo e com propostas voltadas para a melhoria de vida da coletividade.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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