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Empresa lança plataforma para negociar ativos de pouca liquidez

A fim de dar transparência e liquidez ao mercado de ativos de crédito, a empresa de soluções financeiras Luz criou a ferramenta Pop Trade, que funciona como uma plataforma on-line de negociação. Nela, os usuários podem acompanhar estimativas de preços de ativos ilíquidos – basicamente representados por aqueles que não são muito negociados – e fazer ofertas de compra e venda a outros cadastrados.

Em meio a um período de queda na taxa de juros, que pode afugentar investidores dos títulos públicos, a plataforma pode fazer com que o mercado de debêntures, letras de crédito e certificados de recebíveis cresça.

“Muitos títulos privados não têm referência de preço. Se as pessoas tiverem acesso a uma informação sobre o valor que seria considerado justo para aquele ativo e encontrarem facilmente quem queira comprar e vender, o volume negociado pode aumentar”, afirma Edivar Queiroz, CEO da Luz.

Embora a Pop Trade tenha sido lançada há menos de um mês, uma das ferramentas fundamentais para a existência dela já tem dois anos. O Pop (Provedor Oficial de Preços) é um instrumento da Luz que identifica aquilo que o executivo considera “o preço mais justo dos ativos”.

Segundo Queiroz, para chegar à estimativa final, o Pop reúne preços informados por clientes da ferramenta, valores de negociações registrados na B3 e estimativas de economistas. “É uma mistura de preço justo, com dados de mercado e princípios econômicos”.

Embora a bolsa divulgue o preço das negociações realizadas de debêntures, CRIs, CRAs e FIDCs, a Luz afirma que o seu diferencial é precificar todos os ativos de crédito existentes no mercado, incluindo os que não foram negociados e, por isso, não existem registros de preço em outras plataformas.

Fábio Zenaro, superintendente de produtos da B3, afirma que uma das vantagens desse tipo de ferramenta pode ser a atualização dos valores dos papéis. “Como alguns papéis são muito ilíquidos, é difícil verificar o valor deles. Imagina, se a última negociação daquele ativo aconteceu há 10 dias, qual deve ser o preço dele hoje? Com certeza teve uma oscilação”, diz. Segundo a Luz, os valores de todos os 1.800 ativos acompanhados pela empresa são atualizados com frequência diária.

A Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), no entanto, também divulga diariamente estimativas de preços de algumas debêntures, CRIs e CRAs, que são baseados em dados de negociações, em “preços avaliados como justos” por instituições e em critérios estatísticos. Mas Décio Cunha, diretor da Luz, afirma que a ferramenta da associação é diferente, já que só acompanha alguns papéis, que são precificados pelos “interessados”.

“Se sou vendedor desse ativo, posso divulgar um preço maior do que o que ele realmente vale ou do que eu estou negociando”, afirma. “A Pop nem divulga estimativas sobre todos aqueles papéis da Anbima. Nossos clientes querem o preço daqueles que eles não encontram estimativa em outro lugar”.

Depois que o usuário checa a estimativa atualizada do preço na Pop Trade, ele pode criar “grupos”, semelhantes aos de um sistema de mensagem como o WhatsApp. Neles, ele anuncia que está comprando ou vendendo determinado ativo por um certo valor. Caso considerem interessante, outros usuários podem responder à mensagem para consolidar a negociação ou fazer uma contraproposta.

Ao chegarem em um acordo, basta clicar em um botão para “fechar o negócio”. A partir daí, é criado um registro, que vai para o e-mail cadastrado e deve ser validado pelas partes na Cetip – o segmento da B3 que cuida da negociação de títulos de valores mobiliários. Essa validação é feita on-line, pelo próprio sistema da bolsa em que os players do mercado têm cadastro.

O público-alvo da plataforma são as instituições que negociam os papéis, como corretoras, assets e fundos de pensão. As corretoras, no entanto, podem resistir à ferramenta, segundo Queiroz. A justificativa é que ela expõe os preços dos ativos e, assim, pode “forçar” que essas instituições diminuam os valores que costumam praticar e, consequentemente, tenham uma redução no spread. Mesmo assim, o executivo acredita que daqui a um tempo todas elas “terão que aderir”.

“Uma corretora nos disse: ‘A Pop Trade vai tomar o meu mercado, mas tenho que entrar, porque os concorrentes vão’. Mas com o valor explícito, ao mesmo tempo em que muitas corretoras não vão conseguir colocar um spread enorme, mais clientes podem ter motivação para entrar nesse mercado. Então, elas ganham no volume”, afirma.

Para usar a Pop Trade, o cliente precisa desembolsar uma mensalidade de R$ 1 mil, que dá direito ao acesso irrestrito de um computador à plataforma, que funciona via web, como se fosse um site.

Fonte: Valor Econômico







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