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Europa volta a penalizar mercados e bolsas acumulam perdas na semana

Incerteza e tensão. Com estas palavras pode ser definida a última semana, que serviu para os mercados acionários do Brasil e dos Estados Unidos acumulares mais perdas. A Europa foi o principal motivo para a pressão vendedora das bolsas, com as eleições da França e da Grécia concentrando as atenções.

Na Grécia, as eleições parlamentares foi marcada pela divisão das cadeiras entre os partidos das mais diferentes tendências. Com isso, muito se discutiu e pouco se evoluiu para a formação de um governo de coalizão. Grupos de direita, esquerda radical e socialistas fracassaram nas negociações.

Na França, a vitória de François Hollande, que já anunciou que deve afrouxar as medidas de austeridade, também foram recebidas com cautela pelos investidores de todo o mundo. O novo presidente francês, que é socialista, ameaça a continuidade dos projetos desenvolvidos em conjunto com a Alemanha. 

No Brasil e nos EUA, as bolsas seguiram atentas essas tendências, o que levou os índices a somar novas perdas.

Mercado Externo

A semana começou com a informação de que os consumidores americanos ampliaram o volume de crédito contratado em US$ 21,3 bilhões em março. Os números foram divulgados pelo Federal Reserve. O resultado superou em muito a expectativa, já que o Mercado apostava em elevação de US$ 9,8 bilhões.
 
O resultado é o maior para um mês desde novembro de 2001. O maior avanço ficou por conta dos empréstimos não-rotativos, como financiamento de carros, crédito pessoal e estudantil, com alta de US$ 16,2 bilhões. Já a dívida no cartão de crédito cresceu em US$ 5,1 bilhões, após cair US$ 2,3 bilhões em fevereiro.

Na quarta-feira, foi informado que os estoques do atacado tiveram em março alta de 0,3% para um total de US$ 480,4 bilhões, com as vendas do atacado avançando 0,5% para US$ 411,1 bilhões.  A proporção estoques/vendas permaneceu inalterada em 1,17. O estoques de bens duráveis subiram 1% em março, enquanto o de não-duráveis perdeu 0,6%.

Já déficit da balança comercial norte-americana aumentou em março para US$ 51,8 bilhões, 14,1% acima do resultado de fevereiro. O saldo negativo veio ainda maior do que o esperado pelo mercado, de US$ 49,5 bilhões. No período, as importações subiram 5,2%, o passo que as exportações avançaram em 2,9%.

Na quinta-feira, foi divulgado que o preço dos produtos importados nos EUA apresentou em abril queda de 0,5%, ante alta de 1,5% revisada de março. O resultado foi divulgado pelo Departamento de Trabalho do país. O mercado apostava em queda de 0,2%. O resultado foi conseqüência da queda de 1,8% nos preços de petróleo. O índice dos combustíveis registrou queda de 2,1%. Se excluir os combustíveis, o indicador fica com queda de 0,1%.
 
No mesmo dia, Departamento de Trabalho informou que o número de americanos que entrou com pedidos de auxílio-desemprego teve uma ligeira queda nesta semana – quando comparado com o resultado revisado da semana anterior – chegando a registrar 367 mil novos pedidos. Os novos pedidos feitas na semana passada foram revistos para 368 mil, ante de 365 mil.
 
A expectativa dos analistas de mercado era de que o índice apresentaria uma leitura de 366mil novos pedidos de auxílio desemprego no período analisado. A média de novos pedidos nas últimos quatro semanas caiu em 5.250 para 379.000.


 
Finalmente, na sexta-feira, foi divulgado que a forte queda nos preços de gasolina puxou para baixo a inflação ao produtor norte-americano em abril, que registrou -0,2%. Já o núcleo do indicador, que exclui do cálculo os preços de energia e alimentos, teve alta de 0,2% no mesmo período.
 
No caso da  leitura preliminar do índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan subiu para 77,8 pontos em maio, ante 76,4 em abril. O resultado se mostrou contrário a leve queda de 0,2 pontos prevista pelos analistas de mercado.

Com isso, o Dow Jones perdeu 1,7% aos 12.819,5 pontos, enquanto o S&P 500 teve queda acumulada de 1,2% aos 1.353,34 pontos. Confira os gráficos de longo prazo:


 

Mercado Interno

O Índice de Confiança da Construção da Fundação Getulio Vargas interrompeu o movimento de melhora relativa em abril de 2012. A variação da média trimestral do indicador em relação ao mesmo período do ano anterior foi de -6,8%, em abril, contra os -6,6%, em março.
 
O Banco Central divulgou na segunda-feira sua pesquisa semanal das perspectivas de mercados para 2012 e 2013. O relatório Focus, como é conhecido, manteve a projeção da inflação oficial do país em 5,12% neste ano e elevou de 5,53% para 5,56% no próximo calendário.
 
Já a expectativa do dólar sofreu uma elevação para cima, indo de R$ 1,80 para R$ 1,81 e, 2012, mesma mudança registrada para 2013. No caso do PIB, houve a terceira alteração seguida na expectativa, indo de 3,22% na semana anterior para 3,23% na passada.
 
A grande mudança ficou para a taxa Selic. A decisão do governo de mexer na poupança fez com que o mercado reduzisse a taxa referencial de juros de 9% para 8,5% ao ano em 2012. Caso as projeções sejam atingidas, o Brasil fechará 2012 com juro real de 3,38%.

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) do mês de abril
apresentou variação de 0,59%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,84%, nos últimos 12 meses.
 
O IPC-S de 07 de maio de 2012 registrou variação de 0,57%, 0,05 ponto percentual (p.p.) acima da taxa divulgada na última apuração. Quatro das sete capitais pesquisadas registraram acréscimo em suas taxas de variação.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do mês de abril apresentou resultado de 0,64%, três vezes mais do que a taxa de 0,21% registrada em março. Foi o maior índice mensal desde abril de 2011 (0,77%).
 
O acumulado no ano ficou em 1,87%, bem abaixo da taxa de 3,23% relativa a igual período de 2011. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 5,10%, inferior aos 5,24% relativos aos doze meses imediatamente anteriores.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,89%, no primeiro decêndio do mês de maio. Para o mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 0,50%. O primeiro decêndio do IGP-M de maio compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 30 do mês de abril.

Em março de 2012, o emprego industrial variou -0,4% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após ter registrado -0,3% em janeiro e 0,1% em fevereiro. Com isso, o índice de média móvel trimestral, ao assinalar -0,2% na passagem dos trimestres encerrados em fevereiro e março, permaneceu com o comportamento predominantemente negativo presente desde outubro do ano passado.
 
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 0,2% em março de 2012, prosseguiu com a redução no ritmo de crescimento iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).


Neste cenário, o Ibovepsa teve queda de 2,3% em cinco dias fechando aos 59.445 pontos. Confira o gráfico, as maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana:

Maiores Altas

Ativo

Código

Último

Variação
V-AGRO

VAGR3

0,44

22,22%
CIELO

CIEL3

60,05

6,10%
SANTANDER BR

SANB11

16,21

5,06%
CESP

CESP6

37,29

4,77%
DURATEX

DTEX3

10,87

3,43%

 

Maiores Baixas

Ativo

Código

Último

Variação
ROSSI RESID

RSID3

7,15

-13,54%
PDG REALT

PDGR3

4,51

-8,96%
BRASKEM

BRKM5

12,24

-8,38%
B2W VAREJO

BTOW3

7,13

-8,35%
FIBRIA

FIBR3

14,30

-7,44%

Mercado Cambial

Ativo

Código

Último

Volume

Segmento
VALE

VALE5

R$ 38,09

2.435.880.896,00

Minerais Metálicos
PETROBRAS

PETR4

R$ 19,57

1.830.480.736,00

Exploração e/ou Refino
ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 28,87

1.319.730.832,00

Bancos
OGX PETROLEO

OGXP3

R$ 13,55

888.417.488,00

Exploração e/ou Refino
VALE

VALE3

R$ 39,20

724.494.576,00

Minerais Metálicos

Mercado Cambial

A exemplo das bolsas, o dólar teve uma semana de bastante instabilidade. O noticiário incerto na Europa fez com a procura pela moeda americana aumentasse consideravelmente, chegando a ser negociada a 1,9670. No entanto, o mercado corrigiu a situação e fechou com valorização de 1,6% a R$ 1,9530. Confira o gráfico:



Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
11/05/2012 17:12:55

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