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Expectativas favoráveis lideram a melhora do clima econômico na América Latina e no Brasil


São Paulo, 11/08 (Enfoque) –

 O indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) – elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES) – subiu pelo terceiro trimestre consecutivo, ao passar de 74 para 79 pontos entre abril e julho de 2016. A alta foi exclusivamente determinada pela melhora das expectativas. O Índice de Expectativas (IE) subiu 12 pontos, ao passar de 88 para 100 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2, de 60 para 58 pontos.
 
No sentido inverso da América Latina, o clima econômico mundial recuou 5 pontos, entrando na zona de classificação desfavorável do ciclo econômico, ao passar de 100 para 95 pontos. Assim como na América Latina, a trajetória das expectativas foi responsável pelo resultado do ICE Mundial, ao registrar queda de 10 pontos, para 98 pontos. Já o Índice da situação atual manteve-se estável entre o segundo e o terceiro trimestre, em 92 pontos.
 
Os indicadores agregados da Sondagem são ponderados pela participação da corrente de comércio dos países da região. México e Brasil explicam 42% e 20%, respectivamente, da corrente de comércio dos 17 países pesquisados. O Chile, terceiro colocado, explica 7%. No México, o ICE caiu 15 pontos entre as duas últimas edições da pesquisa, ao passar de 89 para 74 pontos. O Brasil caminhou no sentido oposto, ao avançar 27 pontos, de 55 para 82 pontos no mesmo período. Além do Brasil, dos 11 principais países pesquisados, houve melhora do clima econômico em outros 7 dos 11 principais países da região. 
 
A melhora no Brasil foi puxada pelas expectativas. O IE do país saltou de 90 para 144 pontos, enquanto o ISA permaneceu no patamar mínimo de 20 pontos, que vem sendo observado desde julho de 2015. Enquanto no caso brasileiro, a melhora do clima econômico decorre exclusivamente da melhora das expectativas, no Peru, o aumento do otimismo com o futuro – que ocorre desde janeiro passado – vem sendo acompanhado pela melhora das percepções sobre a situação corrente.   
 
Na edição de julho da Sondagem da América Latina, apenas Bolívia, México e, em menor grau, o Chile (queda de 2 pontos) registraram piora das expectativas, indicando que os especialistas da maioria dos países preveem melhora nas economias de seus países ao longo dos próximos seis meses. Em relação à situação econômica atual, indicadores em alta e favoráveis são observados no Paraguai, Bolívia e Peru. Chama atenção a combinação de melhora do ISA e piora no IE na Bolívia, sugerindo uma possível desaceleração da atividade econômica nos próximos meses. Já no Chile, o ISA sobe, mas permanece em nível desfavorável. Além do Brasil, houve estabilidade dos indicadores de Situação Atual na Venezuela, Equador e Colômbia. Enquanto na América Latina, as expectativas têm influenciado favoravelmente o clima econômico – movimento associado possivelmente a impactos positivos de medidas governamentais e/ou desaceleração na queda dos preços das commodities (em especial agrícolas e algumas metálicas) – no Mundo, a votação favorável à saída do Reino Unido da União Europeia teve efeito negativo nas grandes economias desse bloco.
 
Na União Europeia, o ISA avançou de 108 pontos para 112 pontos, mas o IE caiu 18 pontos, para 96 pontos. No Reino Unido, o IE despencou de 112 pontos, em abril, para 38 pontos, em julho. Nas outras principais economias europeias, o recuo foi menor: 14 pontos na Alemanha e 22 pontos na França. Nos Estados Unidos, o IE não se alterou e o ISA caiu de 110 pontos para 104 pontos, sinalizando desaceleração da atividade econômica.

Entre os BRICS, apenas a China registrou queda do ICE entre abril e julho, com piora das expectativas. O ISA chinês subiu 2 pontos mas continua desfavorável. Neste grupo de países emergentes, o Brasil ocupa agora a segunda posição em termos de clima econômico, atrás da Índia. No entanto, a diferença nos indicadores dos dois países é ainda grande: o ICE da Índia é de 132 pontos, bem superior aos 82 pontos do índice brasileiro. Como mostra a edição atual da pesquisa, as expectativas são favoráveis para o Brasil, mas faltam indicadores de efetiva melhora nas condições econômicas do país. 

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 11/08/2016 08:04:49







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