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FGV: Clima Econômico na América Latina fica estável em abril

O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina – elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV – ficou estável, em 5,6 pontos, entre janeiro e abril de 2010. A evolução resulta da combinação de elevação do Índice da Situação Atual (ISA), de 4,0 pontos para 4,7 pontos, e de queda do Índice de Expectativas (IE), de 7,1 para 6,4 pontos. Com isso, a região permanece na fase de recuperação no relógio do ciclo econômico.

O ICE do mundo elevou-se de 5,5 para 5,8 pontos. Da mesma forma que na América Latina, houve melhora na avaliação da situação atual (de 3,6 para 4,3 pontos) e pequena piora nas expectativas (7,4 para 7,2 pontos). A crise da Grécia e as incertezas quanto ao efeito contágio para outros países da zona do euro deve ter influenciado a formação de expectativas menos favoráveis.

A melhora na avaliação da situção atual compensou a piora das expectativas nos principais países desenvolvidos. Na União Européia, o ICE passou de 5,0 para 5,1 pontos. O ISA cresceu de 2,6 para 2,9 pontos e o IE caiu somente de 7,3 para 7,2 pontos. Na zona do euro,a queda nas expectativas foi também pequena de 7,2 para 7,1 pontos. Nos Estados Unidos, o mesmo comportamento se repetiu – aumento de 2,5 para 3,4 pontos no ISA e pequena queda no IE de 7,7 para 7,5. Logo, tanto os Estados Unidos como os países da União Européia estão em fase de recuperação. Deve ser ressaltado, porém, que a sondagem foi realizada antes do agravamento da situção grega e seus reflexos nos mercados financeiros mundiais e do anúncio do pacote de auxílio para a Grécia. As previsões para o crescimento do PIB (produto interno bruto) mostram que os especialistas esperam um melhor desempenho da economia dos Estados Unidos – 2,7% – em relação a União Européia (1,3%). A mesma previsão de 1,3% foi estimada para o Japão.

Todos os BRICs, exceto a Rússia, continuam na fase de “boom” associada a um ISA e um IE favoráveis. A Índia desponta com o mais elevado ICE – 8,2 pontos – resultado de uma melhora significativa do ISA (de 6,3 para 8,3 pontos) e do IE (de 7,3 para 8,1 pontos) entre janeiro e abril. Brasil e China experimentaram queda do ICE. Em ambos os casos, a piora foi devida ao resultado do IE, que cai na China de 7,4 para 6,5 pontos e no Brasil de 7,8 para 6,4 pontos. A Rússia, embora ainda na fase de recuperação, melhorou o seu ICE.

A pesquisa especial realizada duas vezes ao ano sobre os principais problemas econômicos enfrentados pelos países mostrou que o tema do déficit público é a maior preocupação dos países desenvolvidos. Na China, a questão destacada foi a inflação. Na América Latina, falta de competitividade, seguido de desemprego foram os problemas ressaltados.

Os especialistas estimaram um crescimento de 2,7% para o mundo e uma taxa de inflção de 3,1% para o ano de 2010. O crescimento da América Latina foi previsto em 3,4% e a taxa de inflação em 8,9%.

RESULTADO DOS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA

Na sondagem de abril, houve queda do ICE em cinco países da região: Argentina, Brasil, Chile, Equador e Venezuela. No Chile, a queda decorreu da piora das avaliações sobre o presente e das expectativas para os próximos meses. No Brasil, apenas as expectativas pioraram. Esses dois países se diferenciam dos demais citados, por estarem na fase de boom do ciclo econômico. Equador e Venezuela continuam em recessão e a Argentina num processo de lenta recuperação.

Houve aumento do ICE em cinco países: Bolívia, Colômbia, México, Peru e Uruguai. Nesse caso, exceto o México todos estão na fase de boom. O desempenho não é homogêneo quando são analisados os indicadores. O ICE do Peru foi de 8,1 pontos, seguido do Uruguai (7,7 pontos), Colômbia (6,7 pontos) e Bolívia (5,4 pontos). O Paraguai manteve o ICE de janeiro e encontra-se na fase de boom.

Chamou a atenção na atual sondagem a queda generalizada dos IE. Somente a Bolívia manteve o seu índice inalterado. A maior variação ocorreu na Venezuela – o IE passou de 4,4 para 2,7 pontos – seguido do Brasil – 7,8 pontos em janeiro e 6,4 pontos em abril. No caso dos ISA, houve queda em apenas quatro países (Argentina,Chile, Equador e Venezuela). No Peru, o ISA aumentou em 2,2 pontos, na Bolívia em 2,1 pontos e na Colômbia em 1,9 ponto. No Brasil, o ISA passou de 7,7 para 8,1 pontos.

A piora nas expectativas nos países latinos seguiu o comportamento mundial. Não deve ser esperado, entretanto, uma reversão do ciclo econômico que leve os países de volta para a recessão.

RANKING DOS PAÍSES

No ranking realizado pela comparação dos ICEs dos últimos quatro trimestres, Peru e Brasil mantiveram as suas classificações em primeiro e segundo lugar, respectivamente. O Chile caiu para o quarto lugar e o Uruguai passou para terceiro. Venezuela e Equador permanecem nos últimos lugares do ranking.



Fonte: Enfoque Informações
Financeiras
Ltda.


Recebido em:
19/05/2010 08:32:01

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