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Como o fim do auxílio emergencial impactará a economia em 2021?

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O mês de dezembro foi marcado pelo fim do auxílio emergencial, que pode trazer impactos para a economia brasileira agora em 2021.

Ao todo, foram quase R$575 bilhões do pacote de combate à Covid-19, sendo cerca de R$523 bilhões destinados a ações que impulsionaram a atividade econômica de alguma maneira, como o auxílio emergencial.

Com isso, a queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020 será menor do que o projetado quando a pandemia começou, em março do ano passado. Porém, o fim do auxílio emergencial pode ser um risco para a atividade econômica.

De acordo com Igor Lucena, economista e empresário, em meio a este cenário, criou-se um problema, pois se não continuarmos com os auxílios a economia deve afundar em 2021, porém se continuarmos o déficit público dispara. 

E o especialista ainda acrescenta: “está claro que a economia ainda não deslanchou, pois o nível de desemprego continua a subir. Isso significa que mais estímulos financeiros serão necessários no ano de 2021.”

Igor Lucena também ressaltou que na Europa e nos Estados Unidos, já há um consenso entre as autoridades monetárias e os governos federais que a economia não se recuperará no início do ano por si só. Mas devido ao dólar e o Euro serem reservas internacionais de valor, é mais fácil tomar esse tipo de decisão.

O especialista também é doutorando em Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, membro da Chatham House – The Royal Institute of International Affairs e da Associação Portuguesa de Ciência Política.

Fim do auxílio emergencial faz Brasil ficar em uma encruzilhada

De acordo com o especialista, o Brasil vive em uma encruzilhada, pois com o fim do auxílio emergencial e do programa de emprego, a economia do país pode piorar.

“Vamos tirar as pernas de sustentação da retomada, por outro lado tudo isso é muito caro e a dívida bruta pública já está pressionada pelo ‘orçamento de guerra de 2020’. A questão que se impõe é como manter esses programas sem passar a impressão de descontrole fiscal?”

Conforme o boletim Focus, o mercado projeta um crescimento de 3,46% da economia em 2021. Caso se confirme, será o maior crescimento anual desde 2011, quando houve alta de 4%.

Vale ressaltar que esse crescimento não compensa a queda de 2020. E essa alta é parcialmente puxada pelo que os economistas chamam de “carrego estatístico”. Ou seja, a alta virá mesmo se a economia não crescer nada em 2021 na comparação com os últimos meses de 2020.

Especialista comenta que país precisa avançar nas reformas estruturais

Os impactos da pandemia no Brasil e no mundo foram enormes, principalmente com o surgimento de uma segunda onda que pode elevar ainda mais os picos e quedas, tanto na arrecadação quanto na sustentação de um caixa cada vez mais instável.

Muitas medidas econômicas foram feitas para amenizar o cenário, mas elas ainda precisarão garantir uma continuidade para que o país avance nas reformas estruturais.

Igor Lucena comenta sobre os impactos da economia com o fim do auxílio emergencial

O especialista comenta que esse avanço será fundamental. Segundo ele, serão dois parâmetros de análise, dentro desse cenário.

“O primeiro é que com a continuidade das medidas fiscais e monetárias no exterior, isso de alguma maneira facilita que nós possamos ousar mais na mesma direção, porém o perigo da inflação e do descontrole fiscal aumentam.”

Ele comenta, ainda, que o aumento no número de casos de Covid-19 no país, mais precisamente em alguns estados, pode resultar na prorrogação de alguns auxílios e benefícios. Mas, como isso se dará economicamente?

“Só conseguiremos manter a credibilidade fiscal se ao mesmo tempo já avançarmos nas reformas estruturais, demonstrando ao mercado que no longo prazo nossa razão dívida/PIB deve cair e o crescimento com superávits deve voltar. Essa situação impõe ao mesmo tempo uma oportunidade para reformarmos o Estado, porém o tempo agora é curtíssimo”, diz o economista.

E aí, você concorda que deveria haver a prorrogação do auxílio emergencial ou isso prejudicaria ainda mais a economia e não deve ser levado em consideração? Deixe sua opinião e confira todos os conteúdos sobre este assunto aqui no FinanceOne.

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1 COMENTÁRIO

  1. Concordo sim que o auxilio emergencial deve ser prorrogado sim, o que quebra a economia do Brasil é essa roubalheira que vem por parte dos próprios governantes.. Que tristeza !!!

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