Início Notícias Carreiras Veja se funcionário que recusar vacina contra Covid-19 pode ser demitido

Veja se funcionário que recusar vacina contra Covid-19 pode ser demitido

0
Várias carteiras de trabalho empilhadas
0
(0)

Com a vacinação avançando em boa parte do país, crescem as dúvidas de funcionários, das mais variadas áreas, sobre a recusa da vacina Covid-19 como motivo para demissão.

Para alguns especialistas, as empresas são responsáveis por garantir a saúde e segurança de seus colaboradores dentro do ambiente corporativo.

Por esta razão, as instituições têm amparo legal para exigirem o comprovante de vacinação dos funcionários. Mas será que a empresa pode demitir o funcionário que não quer se vacinar? A seguir, veja o que diz o Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre isso.

+ Leis trabalhistas em 2021: tudo o que você deve saber

MPT diz que funcionários podem ser demitidos se não tomarem vacina Covid-19

De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), os trabalhadores que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19 sem apresentar razões médicas documentadas poderão ser demitidos por justa causa.

Um guia interno elaborado pela área técnica do MPT fornece aos seus membros orientações para o enfrentamento de questões relacionadas à pandemia e que geram impacto direto nas relações de trabalho.

De acordo com MPT, funcionários podem ser demitidos caso não tomem vacina contra Covid-19

A orientação do MPT é para que as empresas invistam em conscientização e negociem com seus colaboradores, mas o entendimento é de que a mera recusa individual e injustificada à imunização não poderá colocar em risco a saúde dos demais empregados.

Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, embora não se possa forçar ninguém a se vacinar, o Estado pode impor medidas restritivas para aqueles que se recusam a tomar a vacina Covid-19.

Apesar de nenhum governo até o momento ter anunciado sanções aos que não querem tomar a vacina contra Covid-19, essas medidas poderiam incluir multa, vedação a matrículas em escolas e o impedimento à entrada em determinados lugares.

Além do STF, o Ministério Público do Trabalho também concluiu que a vacinação, além de ser um direito subjetivo do cidadão, também é um dever. Ou seja, tem em vista o caráter coletivo desse direito, o qual transcende a individualidade da pessoa.

Assim, entende-se que o direito à vacinação também pode constituir um dever nas possibilidades que envolvem questões de saúde pública, como é o caso da atual pandemia.

O MPT infere, também, que as empresas são responsáveis pela saúde de seus colaboradores e demais aspectos pertinentes ao meio ambiente do trabalho, mais especificamente à saúde e segurança dos trabalhadores, conforme previsto em nossa legislação (Constituição Federal, CLT, NR’s, Lei 8.213/91, dentre outras).

Por outro lado, entende que os empregados também possuem deveres com relação a essa questão (artigo 158, da CLT e NR-1).

O que é uma demissão por justa causa?

A demissão por justa causa entende-se como a maior das penalidades para um funcionário. Neste tipo de demissão, o trabalhador é dispensado sem o pagamento de praticamente nenhuma verba rescisória.

Ou seja, o trabalhador fica sem vantagens da rescisão, com direito apenas ao recebimento do salário e das férias proporcionais ao tempo trabalhado. Por outro lado, fica impedido de receber o aviso prévio e 13º salário proporcional, por exemplo.

Além disso, o empregador não precisa pagar a multa rescisória de 40% do Fundo de Garantia, enquanto o trabalhador fica barrado de habilitar o seguro-desemprego e sacar o Fundo.

No entanto, a justa causa só pode ser aplicada em situações tidas como “gravíssimas”. Por isso, com a finalidade de se evitar excessos, a justa causa somente é permitida pela Lei em situações de extrema gravidade e que estão dispostas no art. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Algumas delas são:

  • roubo e/ou falsificação de documentos;
  • comportamento incompatível com o permitido pelas regras da sociedade, tal como conduta libidinosa ou qualquer tipo de assédio;
  • embriaguez durante o serviço: mesmo que não beba durante o trabalho, o fato de chegar ao serviço embriagado pode ter como consequência a demissão por justa causa;
  • violação ou venda do segredo da empresa para a concorrência; entre outras.

Gostou deste texto? Acha que ele pode ajudar outras pessoas? Então compartilhe em suas redes sociais!

O que achou disso?

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Seja o primeiro a avaliar este post.

O FinanceOne é um site especializado em finanças. Desde 2003, publicamos conteúdos que buscam traduzir desde a influência do mercado financeiro no seu dia a dia até a simples economia dentro de casa. Nossa missão é mostrar que qualquer pessoa pode ter controle financeiro e fazer as escolhas certas. Assim como ter no dinheiro um aliado para viver bem e conquistar seus sonhos.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui