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Entenda se fundo imobiliário é renda fixa ou variável

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Casa de miniatura com três fileiras de moedas em uma mesa de madeira
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Quem está buscando opções de investimentos para aplicar o dinheiro tem como alternativa o fundo imobiliário. Essa pode ser uma saída para quem não gosta de investir em imóveis físicos, além de contar com mais vantagens.

Mas o que é um fundo imobiliário? Vamos explicar de uma forma bem simples: é como se fosse um condomínio de investidores, onde eles reúnem os seus dinheiros para que sejam aplicados juntos no mercado imobiliário.

Esse dinheiro costuma ser utilizado na construção ou na compra de novos imóveis, para que depois sejam locados ou arrendados.

Dessa forma, os ganhos conquistados nessas operações são divididos entre os participantes, levando em consideração a proporção que cada investidor aplicou.

Porém, o que muitos investidores se perguntam é se esse tipo de investimento é renda fixa ou variável. Você também tem essa dúvida? Então continue lendo esse artigo.

Fundo imobiliário: renda fixa ou variável?

Grande parte dos fundos imobiliários realizam, de forma regular, a distribuição dos rendimentos mensalmente. É bem provável que você tenha se lembrado de algum título público, que não é considerado renda fixa.

Assim como o fundo imobiliário. E por que ele é uma renda variável? Existem duas razões. A primeira é porque não existe uma garantia de manutenção dos rendimentos a longo prazo.

Isso porque os inquilinos podem deixar de pagar o aluguel ou até mesmo deixar o imóvel em si.

Já o segundo motivo se deve por conta da oscilação das cotas na Bolsa de Valores. E essa variação pode acontecer tanto quanto uma ação, por exemplo. Mas por que isso acontece? Simples, por conta de diversos fatores, como a gestão da carteira ou as condições do mercado.

Dessa forma, não é possível ter clareza de qual será o retorno do investimento de um fundo imobiliário, isso vale desde o início do investimento. Diferentemente, do que acontece no caso de papéis que são de renda fixa.

Quais são os tipos de fundo imobiliário?

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais classifica os fundos imobiliários conforme o tipo de aplicação que realizam e a estratégia de investimento que adotam.

Para quem não conhece, ainda, as carteiras ficam agrupadas desta maneira:

-> Desenvolvimento para renda: fundos que investem acima de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento ou na incorporação de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção. O objetivo é o de gerar renda com locação ou arrendamento deles depois de prontos.

O fundo imobiliário é um investimento de renda variável

-> Desenvolvimento para venda: fundos que aplicam mais de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção. O objetivo é vendê-los no futuro.

-> Renda: fundos que investem acima de dois terços do patrimônio líquido em empreendimentos imobiliários já construídos. O objetivo é gerar renda com locação ou arrendamento.

-> Títulos e valores mobiliários: fundos que investem mais de dois terços do patrimônio líquido em títulos como ações, cotas de sociedades, fundos de participação (FIPs), recebíveis e fundos creditórios (FIDCs) – desde que sempre ligados ao mercado imobiliário.

-> Híbridos: fundos cuja estratégia de investimento não se concentra em nenhuma das anteriores.

Investir em fundo imobiliário é seguro?

Essa é uma pergunta muito comum, e até mesmo quem já conhece o fundo às vezes se pega com essa dúvida. Isso acontece pela quantidade de opções dentro da categoria e pela diversidade de investimentos dentro do mercado financeiro.

Mas, fique calmo e tenha paciência na hora de tirar qualquer conclusão se um determinado investimento é vantajoso ou não, perigoso ou não. Primeiro, você precisa avaliar o seu perfil de investidor. Aí sim você será capaz de saber se vale a pena ou é seguro.

. Saiba qual é o valor mínimo para investir em fundos imobiliários

Sobre os fundos imobiliários, eles podem ser considerados investimentos regulados e acompanhados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela B3, quando negociados no pregão. Isso, porém, não retira nenhuma possibilidade de nível de risco.

Dito isso, você precisa avaliar que uma crise econômica pode reduzir a ocupação dos imóveis do fundo. Logo, os rendimentos periódicos com aluguéis acabam caindo, ainda que temporariamente. Além disso, ainda pode haver redução no valor de avaliação dos imóveis – o que impactaria sobre as cotas do fundo.

Diante disso, avalie sempre todo o cenário para perceber se determinado investimento é seguro, vantajoso ou lhe causa risco.

Este conteúdo te ajudou? Se sim, então compartilhe com alguém que precisa entender sobre fundos imobiliários e tirar determinadas dúvidas que este artigo pode contribuir.

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Jornalista apaixonada em escutar e escrever histórias, mas que também tem uma queda pelo Marketing Digital. Com experiência em redação, social mídia e marketing ela gosta de sempre estar atualizada sobre a área da comunicação. E como uma boa carioca, não dispensa uma praia.

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