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A história do dólar

Escrito por: Redação em 19 de dezembro de 2017

A história do dólar é bem interessante e possui algumas curiosidades. Quem hoje vê essa moeda forte e referência para os mercados do mundo todo talvez não imagine o contexto em que surgiu, há mais de 200 anos.

O dólar dos Estados Unidos (United States dollar) ou dólar estadunidense (American dollar) é a moeda emitida pelos Estados Unidos e utilizada no mundo inteiro. É a referência tanto em reservas internacionais como em livre circulação em muitos países.

Conheça as datas mais importantes na história do dólar

Desde sua origem, em 1776, passando pela criação oficial no Congresso, em 1786, até sua valorização de fato, o dólar ganhou força e se tornou hegemônico na economia mundial.
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História do dólar: como surgiu

Resumidamente, o dólar surgiu em 1776, pela necessidade de financiar a Guerra da Independência dos Estados Unidos. Dez anos depois, ele foi aprovado nas 13 colônias independentes como moeda nacional.

Nesse período, a moeda amplamente aceita era a libra esterlina, da Inglaterra. Somente depois da Primeira Guerra Mundial (de 1914 a 1918), o dólar passou a ter maior importância.

Só depois de mais de 100 anos da sua criação que o dólar passou a ser visto com bons olhos pelos demais países.

Nesse artigo, separamos algumas datas importantes ao longo da história do dólar.

1776 – Guerra da Independência dos Estados Unidos

Esse foi o ano em que, de fato, o dólar nasceu. Sua origem veio da necessidade de criação de uma moeda que fosse capaz de financiar a Guerra da Independência dos Estados Unidos e fomentar a nova nação.

1786 – Criação oficial no Congresso

Em 1786, o Congresso Continental das 13 colônias já independentes aprovou o dólar como moeda nacional.

Mas até a metade do século XIX, quando a libra esterlina era a moeda internacional, os Estados Unidos eram considerados devedores de pouca credibilidade no cenário internacional.

Ao contrário da maioria dos países europeus, não havia em sua Constituição nenhuma lei que desse ao Estado o controle exclusivo da emissão de moeda.

A falta de legislação permitia a existência sem controle de inúmeras formas de pagamento. Qualquer um podia abrir um banco e emitir moedas, sem nenhuma autorização ou controle do governo.

1792 – Lei Mint

Nesse ano, foi aprovada a Lei Mint, que regulamentava a cunhagem do dólar. Muitas moedas coloniais ainda circulavam na economia norte americana.

1861 – Guerra de Secessão e Greenbacks

Com o caos nas formas de pagamento, era preciso unificar esse sistema. A primeira tentativa de unificação veio das necessidades de financiamento da Guerra de Secessão, em 1861.

guerra de secessao

O governo passou a emitir as notas, que poderiam ser convertidas em ouro. Mas a escassez de reservas de ouro do Tesouro obrigou a suspender imediatamente a conversibilidade.

Assim, até o fim da guerra o financiamento foi feito com as notas emitidas pelo governo (US Notes), respaldadas apenas na boa-fé e reputação do Tesouro.

Essas notas eram chamadas popularmente de greenbacks (“notas verdes” ou “verdinhas”), nome até hoje dado ao dólar, de forma informal.

1864 – National Banking Act

A unificação da moeda como forma de pagamento se deu somente em 1864, com o National Banking Act. A “Lei do Banco Nacional” foi um ato aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos para estabilizar o sistema bancário do país.

A lei foi uma iniciativa de Salmon P. Chase, secretário do Tesouro no governo do presidente Abraham Lincoln. O objetivo era criar o Sistema Bancário Federal e o conceito de “Banco Nacional”, estabelecendo as bases da política bancária norte americana.

Salman P. Chase decidiu aplicar em todo o país o sistema de livre criação de bancos, que autorizava qualquer grupo de cinco pessoas a constituir uma “associação bancária nacional” e emitir notas.

1913 – Federal Reserve

O Federal Reserve foi criado em 1913 para ser o banco central dos Estados Unidos. Ele passou a emitir notas a partir do ano seguinte.

O objetivo, segundo a própria instituição, era criar um banco central independente para fornecer uma fonte de dinheiro elástica que se expandisse e contraísse em resposta às mudanças na demanda.

1929 – A crise de 29

crise de 1929

Na crise da Bolsa, em 1929, a estabilidade das taxas de câmbio foi destruída pela entrada maciça de capitais de investimento nos EUA.

Diversos fatores levarem a isso, como o crescimento rápido da atividade econômica e do mercado acionário, e as elevadas taxas de juros aplicadas para acabar com a especulação em Wall Street.

Houve um número grande de falências bancárias e veio à tona a generalização da fraude bancária. Provava-se aí a deficiência da Reserva Federal, que não tinha como regular a política monetária nem proteger os bancos da falência.

Depois disso, foram tomadas várias medidas para criar um sistema mais seguro. Entre elas a nacionalização do ouro e a desvalorização do dólar (35 dólares a onça de ouro).

A partir daí, os EUA se prepararam para superar Londres no sistema monetário internacional. Com a 2ª Guerra Mundial, o Reino Unido passou da posição de credor a devedor internacional.

No pós-guerra, os EUA se tornaram os maiores credores do mundo, financiando a reconstrução de países destruídos. A moeda norte-americana tornava-se a primeira moeda internacional.

1944 – Conferência de Bretton Woods

Na ocasião, foi estabelecido que todos os países deveriam atrelar suas moedas ao dólar, de maneira fixa, com uma variação de 1% para mais ou menos.

O dólar, por sua vez, estaria relacionado ao ouro: uma onça troy equivalia a 35 dólares.

1946 –  Produção interrompida

Até 1946, ainda se imprimia notas acima de US$100. A produção parou neste ano e as notas foram tiradas de circulação em 1969.

1969 – Notas tiradas de circulação

Retiradas de circulação nesse ano, as notas acima de US$100 eram usadas em transações entre bancos ou pelo crime organizado. Por causa desse uso ilícito, o presidente Richard Nixon proibiu seu uso.

As notas com valor acima de US$100 eram de US$500, US$1.000, US$5.000, US$10.000 e US$100.000. Com a chegada das transações eletrônicas, essas notas tornaram-se desnecessárias.

1971 – Câmbio flutuante

As cotações do dólar se baseavam nas reservas em ouro dos países. O ouro era o parâmetro universal.

Até o início da década de 1970, os EUA já eram a maior potência mundial. Por isso, o parâmetro para o valor do grama de ouro era estabelecido como um valor fixo em dólares.

Mas depois desse período, a moeda norte americana ficou seriamente desvalorizada em relação ao valor acordado originalmente.

Os avanços tecnológicos e a possibilidade de negociações rápidas e em grandes volumes permitiram que, em 1971, o dólar deixasse de ser diretamente conversível em ouro. Surgiu então o câmbio flutuante, englobando vários pares de moedas.

De onde vem o nome dólar

A palavra dollar deriva de thaler, uma conhecida moeda de prata que circulava na Europa durante o século XV.

Thaler é a abreviação de Joachimsthaler, moeda cunhada pela primeira vez em 1518, com prata extraída das minas da cidade de Joachimsthal (Vale de São Joaquim), atual Jáchymov, na Boêmia.

Símbolo do dólar

dolar simboloO código ISO 4217 para o dólar dos Estados Unidos é USD (United States Dollar). O Fundo Monetário Internacional refere-se ao dólar como US$, mas também é usado o símbolo $, geralmente escrito antes do valor.

Há mais de uma história em relação à origem desse símbolo. Uma delas diz que esse sinal foi o resultado de uma evolução, no fim do século XVIII, da sigla “ps”, referente ao peso. O P e o S eram escritos um sobre o outro, dando origem ao $.

Outro significado popular é que o $ vem das Colunas de Hércules no brasão espanhol da moeda espanhola. As Colunas de Hércules assumiram a forma de duas barras verticais (||) com uma faixa de pano balançando na forma de um S.

E uma terceira explicação indica que o sinal do dólar foi formado a partir das letras maiúsculas U e S escritas ou impressas uma em cima da outra. A teoria existe mas é infundada, pois ignora o fato de que o símbolo já estava em uso antes da formação dos Estados Unidos.

Moeda referência mundial

O dólar é a moeda de reserva mais importante do mundo. Sua história não começou assim mas, ao longo dos anos, ele construiu uma hegemonia mundial.

Hoje, o dólar é usado nas reservas internacionais de Bancos Centrais de vários países, como referência em negócios com nível global.

É utilizado como unidade padrão de moeda nos mercados internacionais de commodities como ouro e petróleo, além de ser o padrão de preços inclusive de empresas de fora dos EUA, que trabalham no mercado globalizado.

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Redação

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