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A história do euro

Escrito por: Redação em 20 de dezembro de 2017

A história do euro engloba décadas de acordos e acontecimentos, desde a ideia inicial de uma Europa unida até o seu surgimento de fato.

O euro é a moeda comum a 19 dos 28 países da União Europeia, diariamente utilizada por cerca de 338,6 milhões de europeus. É considerada a prova mais tangível da integração europeia.

Foi praticamente meio século de negociações, tratados e discussões, que levaram à criação de uma moeda forte. O euro trouxe estabilidade e prosperidade econômica para a região.

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Conheça a história do euro, uma das moedas mais fortes do mundo

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Conheça as datas mais importantes na história do euro

A história do euro se confunde com a história da própria União Europeia.

Logo após a Segunda Guerra Mundial, a economia da região encontrava-se totalmente arrasada. Logo, surgiu a necessidade de estreitar as relações diplomáticas entre os países integrantes, unindo forças para recuperar a economia do velho continente.

O nome euro foi escolhido em 1995, mas a moeda só começou a circular em 2002. Até lá, muitos fatos marcaram a história do euro.

Nesse artigo, separamos algumas datas importantes ao longo dessa história.

1950 – Europa unificada

Depois da Segunda Guerra Mundial, todos os esforços se concentravam em evitar novos conflitos. Surgiu aí a ideia de uma Europa unificada, um continente forte e unido.

Esse processo de integração foi lançado em 1950. Com o fim da guerra e o início da Guerra Fria, a situação política no continente não era das melhores.

O relacionamento entre França e Alemanha, inimigos recentes da Segunda Grande Guerra, era o foco desse problema. Por isso, foi aí que nasceu o caminho para uma Europa unificada e pacífica.

Em 9 de maio de 1950, a França propôs oficialmente a criação de um mercado comum de aço e carvão. Um mercado administrado por países membros e sob o controle de uma autoridade independente.

1951 – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço

Em abril de 1951, foi assinado o acordo que marcou o início da integração europeia: o tratado estabelecendo a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, ou CECA (ECSC).

Primeiramente, uniram-se à essa comunidade Bélgica, Alemanha, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos. Nos 30 anos seguintes, seis outros países aderiram:

1973 – Reino Unido, Irlanda e Dinamarca

1981 – Grécia

1986 – Portugal e Espanha

1995 – Áustria, Finlândia e Suécia

O nome da comunidade foi modificado, em 1993, para União Europeia (UE).  Atualmente, a UE é composta por 27 países.

1957 – Tratado de Roma

Em 1957, o Tratado de Roma criou a Comunidade Econômica Europeia, ou CEE (EEC). O acordo estabeleceu um mercado comum europeu e criou instituições e mecanismos para tomar decisões pela região.

O Tratado de Roma, em 1957, foi um dos mais importantes na história do euro

O objetivo maior era a união dos países europeus e sua prosperidade econômica. Para isso, a comunidade deveria reduzir barreiras comerciais, aumentar o capital e a mobilidade da mão de obra e coordenar as políticas do continente.

1969 – Plano Werner

O Plano Werner, em referência ao então primeiro-ministro de Luxemburgo, Pierre Werner, visava a concretizar a União Econômica e Monetária (UEM) da Europa já em 1980. Ele foi aprovado em dezembro de 1969 pela Comunidade Europeia.

Mas, com as turbulências monetárias da década de 70, a previsão não se concretizou. Nesse período, os países contentaram-se apenas com a cooperação monetária.

1979 – Sistema Monetário Europeu

Em 1979, foi criado o Sistema Monetário Europeu, que limitava as taxas de câmbio entre as nações europeias.

Esse foi um passo muito importante na história do euro.

1986 – Ato Único Europeu

Assinado em 1986, o Ato Único Europeu complementou o Tratado de Roma. Com ele foram lançadas as bases para a União Econômica e Monetária.

Entre as novas medidas estariam a eliminação dos obstáculos entre os países-membros para a circulação de pessoas, de serviços e de capitais. A política seria comum na área da agricultura, das pescas e transportes.

Também estavam previstas a aproximação das legislações, uma política social, incentivos à criação e ao desenvolvimento de redes intereuropeias, entre outras.

1992 – Tratado da União Europeia

O Tratado da União Europeia ou Tratado de Maastricht consagrou o nome União Europeia e lançou as bases para a moeda única. Foi assinado em 1992, mas só entrou em vigor no dia 1º de novembro de 1993.

Esse foi um passo decisivo, tomado numa reunião do Conselho Europeu, expandindo o foco da Integração Europeia para além da questão puramente econômica. O acordo estabelecia uma união econômica e monetária no continente.

1994 – Instituto Monetário Europeu

O Instituto Monetário Europeu foi criado entre 1994 e 1999, período em que foi aprovado o nome euro para a moeda única.

Na ocasião, o feito foi considerado histórico pelo então chanceler federal alemão, Helmut Kohl. Ele afirmou, à época, que a União Econômica e Monetária era uma “resposta decisiva à competitividade internacional cada vez mais acirrada, não só entre países, mas entre grandes regiões no mundo”.

Na zona do euro, cerca de 300 milhões de pessoas ganhavam 20% dos rendimentos de todo o mundo.

1998 – Moeda única

A decisão de que a União Europeia teria uma moeda comum data de 2 de maio de 1998. Mas, na verdade, o feito aconteceu no dia seguinte, pois passava da meia noite, numa sessão noturna em Bruxelas.

Em 1º de junho de 1998, foi criado o Banco Central Europeu (BCE), com sede em Frankfurt (Alemanha).  O objetivo era manter a estabilidade dos preços e conduzir uma política monetária única por toda a zona do euro.

O Banco Central Europeu trabalha com os bancos centrais nacionais. Juntos, eles são conhecidos como o Sistema Europeu de Bancos Centrais (Eurosistema).

É o Eurosistema que, para manter os preços estáveis, decide e implementa políticas monetárias, conduz operações de câmbio internacional e opera sistemas de pagamento.

1999 – Taxas de câmbio

Em 1º de janeiro de 1999, as taxas de câmbio das moedas dos países participantes foram irrevogavelmente fixadas. Os membros deram início, assim, à implementação de uma política monetária comum.

O euro foi introduzido como moeda legal e as 11 moedas nacionais dos países-membros passaram a ser subdivisões dele.

Onze estados membros participavam da moeda corrente comum: Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal, Espanha e Países Baixos. Em 2001, a Grécia também entrou nesse grupo.

Em 2004 foi a vez da Eslovênia e, em 2007, Malta e Chipre. Para participar da União Econômica e Monetária, os países tiveram de obedecer a três critérios:

1) Estabilidade dos preços – A taxa média de inflação não poderia exceder mais de 1,5% do que a dos três países-membros com melhores resultados em estabilidade de preços.

2) Sustentabilidade das finanças públicas – O déficit orçamentário não poderia exceder 3% do PIB e a dívida pública não poderia ultrapassar 60% do PIB.

3) Taxas de juros – As taxas de longo prazo não poderiam exceder mais de 2% a média das taxas de juros dos três países-membros com melhores resultados em estabilidade de preços.

2002 – Moeda em circulação

Em 1º de janeiro de 2002, novas cédulas e moedas foram introduzidas fisicamente. No fim de fevereiro, já não havia mais as moedas correntes nacionais, e o euro tornou-se a moeda única.

Essa foi considerada a maior modificação monetária da história. O euro ajudou a criar uma Europa unificada, reduzindo o custo comercial entre os países-membros.

A moeda única também ajudou a criar uma Europa na qual pessoas, serviços, capital e bens podem locomover-se livremente. Hoje, o euro é forte e capaz de competir com o dólar.

Símbolo do euro

Segundo a norma ISO 4217, o código para o euro é EUR. As cédulas (de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500) apresentam uma face comum e outra que depende do país para o qual foi cunhada. Um euro é dividido em 100 cêntimos.

O símbolo gráfico do euro é a letra grega epsílon (€), escolhida por votação popular pelo fato de lembrar a primeira letra de “Europa”. As duas linhas paralelas que cortam a letra representam a estabilidade da moeda.

Redação

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