Home office: 30% das empresas devem manter regime remoto

Escrito por: Rafael Massadar em 2 de junho de 2020

Estudo aponta que o home office deve aumentar em 30% após o final da pandemia do novo coronavírus. O responsável é o diretor-executivo da Infobase, André Miceli.

Para que o cenário seja factível, na análise de Miceli, é fundamental que os líderes de negócios pensem, testem e compreendam que a tecnologia é, cada vez mais, um ativo humano.

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Segundo ele, diante desse novo cenário, torna-se necessário entender que o passado não é mais um guia para o futuro.

“O primeiro passo para navegar em um ambiente de mudança é elaborar uma estratégia de crise para resolver prioridades, depois preparar uma estratégia de recuperação e esboçar uma estratégia pós-crise”, explica o especialista.

Home office deve mudar as relações de trabalho

André Miceli ressalta que a adoção emergencial do home office vai mudar as culturas organizacionais. Para ele, a modalidade é um caminho sem volta.

O diretor da Infobase ressalta que o home office já se mostra efetivo. Aliado a isso, você tira carros da rua, você desafoga o transporte público, você mobiliza a economia de outra forma.

“E você faz com que as pessoas tenham mais tempo para cuidar da saúde delas e que elas possam usufruir de coisas que lhe dão prazer. Sem que você tenha uma redução das entregas e do faturamento”, frisa o professor da FGV.

Para isso, a comunicação, de acordo o responsável pelo estudo, deve ser centralizada em canais específicos. De acordo com Miceli para que instruções claras sobre procedimentos continuem na rotina dos clientes, consumidores e colaboradores.

“A adoção de metodologias ágeis também permite uma resposta mais rápida aos novos desafios do dia a dia. O processo de análise, reorganização e tomada de decisão precisa acompanhar o ritmo das mudanças”, destaca André Miceli.

80% das empresas devem rever suas estratégias

Outro estudo de André Miceli, dessa vez em parceria com a pesquisadora Luciara Duque, aponta que 80% das empresas devem repensar suas estratégias para vencer os impactos econômicos da crise do novo coronavírus.

Tal conclusão deve-se após ambos analisarem o antes e depois de Black Swans. Ou seja, eventos raros, imprevisíveis e de alto impacto nos mercados financeiros – como é o caso da Covid-19.

Miceli revela que muitas empresas estabeleceram acordos trabalhistas e home office, porém não planejaram um cenário e não estabeleceram uma visão do futuro.

“O estudo mostra que as empresas que adotaram ferramentas estratégicas ao invés de seguirem a nova vida usando velhos conceitos tiveram resultados financeiros melhores depois de Black Swans”, revela André Miceli.

A pesquisadora Luciara Duque pondera, no entanto, que as ferramentas estratégicas sem bons métodos de execução e gestão dos planos de implementação tendem a não funcionar.

“A ferramenta estratégica que apresentou os melhores resultados foi a de Construção de Cenários. Já os métodos ágeis se apresentaram como um fator de impacto positivo na implementação dos projetos definidos pela gestão da empresa”, explica a professora.

Por fim, André Miceli lembra que com o avanço da Inteligência Artificial (IA), a técnica de análise de cenários deverá ficar ainda mais relevante.

“Quando associadas, as duas práticas serão capazes de gerar avaliações mais precisas e sofisticadas além de ser possível que proponham alternativas com maior probabilidade de sucesso”, ressalta Miceli.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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