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Ibovespa acumula alta de 3,2% em meio a otimismo; Wall St. tem leve queda no período


São Paulo, 13/01 (Enfoque) –

As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos encerram a segunda semana do ano com rumos diferentes. Por aqui, o período foi positivo, enquanto lá fora os índices acionários acumularam perdas.

Lá fora, o clima foi de uma certa decepção com a entrevista coletiva do presidente eleito Donald Trump. O mercado esperava que o republicano passasse mais informações sobre seu governo. No entanto, a fala se resumiu a ataques a imprensa e repetição do mesmo discurso.

Por aqui, a semana foi marcada por otimismo, principalmente após o Copom anunciar uma surpreendente redução dos juros em 0,75 ponto percentual, sendo que o mercado esperava por 0,5 ponto percentual. Com isso, a expectativa do mercado agora é que a taxa Selic feche o ano abaixo de 10%.

Mercado Externo

A semana não reservou indicadores de destaque, ficando como ponto principal a coletiva de Trump. Sendo assim, o primeiro indicador de destaque da agenda americana foi o índice que mede os pedidos de auxílio-desemprego, que na semana do levantamento registrou 247 mil novas solicitações do benefícios. Os números da leitura anterior foram revistos, de 235 mil para 237 mil.

Já o índice de preços dos produtos importados pelos Estados Unidos teve em dezembro alta de 0,4%, sendo que o mercado esperava por variação de 0,7%. Os números de novembro foram revistos de-0,3% para -0,2%. Já a inflação dos exportados avançou 0,3%, diante de aposta de 0,2% e resultado anterior de -0,1%.

Na sexta-feira, foi divulgado que o índice de preços ao produtor do país teve alta de 0,3% em dezembro, sendo que a estimativa era de 0,3%. A pesquisa de novembro havia registrado 0,4%.

No caso das vendas do varejo, o avanço de dezembro foi de 0,6%, ficando abaixo dos 0,7% estimados pelos analistas. Os dados de novembro do indicador foram revistos de 0,1% para 0,2% de alta.

Pouco mais tarde, a Universidade de Michigan divulgou que seu índice de confiança do consumidor foi para 98,1 pontos, sendo que na pesquisa anterior o resultado havia sido de 98,2 pontos e a aposto do mercado era de 98,6 pontos.

Dentro deste contexto, o Dow Jones encerrou a semana acumulando queda de 0,4% aos 19.985,7 pontos, enquanto o S&P 500 somou perdas de 0,1% aos 2.274,64 pontos. Confira os gráficos:

 

O IPC-S de 07 de janeiro de 2017 apresentou variação de 0,50%. 0,17 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.

 Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (-0,67% para -0,28%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -5,87% para -3,96%.

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2016 de 6,38% para 6,35%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2017 recuou de 4,87% para 4,81%

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram estabilidade para 2017recuaram de R$ 3,47 para R$ 3,45, sendo que não foi feito ainda uma estimativa para o final de 2018. O mesmo acontece que com a Selic, com apenas a projeção de 2017, que ficou mantida em 10,25% para o final do ano.

O mercado manteve a aposta do PIB em 3,49%. Para 2017, a projeção ficou em 0,50%.

A balança comercial brasileira registrou na primeira semana de janeiro de 2017, com cinco dias úteis, superávit de US$ 222 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,021 bilhões e importações de US$ 2,799 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias da primeira semana de janeiro de 2017 (US$ 604,2 milhões) com a de janeiro de 2016 (US$ 561,9 milhões), houve crescimento de 7,5%, em razão do aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (51,4%), de US$ 92,6 milhões para US$ 140,2 milhões, por conta de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, óleo de soja em bruto, ouro em formas semimanufaturadas.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou taxa de variação de 0,86%, na apuração referente ao primeiro decêndio de janeiro. No mesmo período de apuração do mês anterior, este índice registrou taxa de 0,20%. A apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M de janeiro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de dezembro.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 1,13%, no primeiro decêndio de janeiro. No mesmo período do mês de dezembro, o índice variou 0,30%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de -0,40% para 0,64%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de    -4,97% para 1,96%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 0,90%, ante -0,01%, no mês anterior. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de -3,70% para 3,11%.

As vendas do comércio varejista do país fecharam novembro com crescimento de 2% em relação a outubro, na série livre de influências sazonais, interrompendo uma sequência de quatro taxas negativas consecutivas e que levou o setor a fechar o período janeiro-novembro com queda de 6,4%, na comparação com o mesmo período de 2015.

Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foram divulgados, hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, em novembro, a receita nominal do setor cresceu 0,9% frente a outubro.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), da Fundação Getulio Vargas, recuou 3,1 pontos, em dezembro, alcançando 90,0 pontos. Na métrica de média móveis trimestrais, o indicador recuou 1,2 ponto, a primeira queda desde outubro de 2015 (-0,2 ponto).

 Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 0,6 ponto, para 103,6 pontos, recorde da série iniciada em novembro de 2005.

“Os Indicadores de Mercado de Trabalho refletem mais uma vez a piora na percepção da situação da economia no país. O IAEmp apresenta retração pelo segundo mês seguido devido à redução do entusiasmo quanto a uma recuperação mais célere da economia brasileira tanto por parte do empresariado quanto pelos consumidores. Ao mesmo tempo, a forte elevação do ICD reflete a elevação das taxas de desemprego observadas e a maior dificuldade de se conseguir emprego na situação atual do país. ”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, Economista da FGV/IBRE.

IPCA dezembro foi o mais baixo para esse mês desde 2008 (0,28%). Em 2016, índice acumulou alta de 6,29%, ficando abaixo dos acumulados de 2015 (10,67%) e de 2014 (6,41%). O grupo Alimentação e Bebidas exerceu a maior influência sobre os índices do mês e do ano. Já o INPC variou 0,14% em dezembro e acumulou alta de 6,58% em 2016.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro subiu 0,30% e superou os 0,18% de novembro em 0,12 ponto percentual (p.p.). Mesmo assim, esse foi o IPCA mais baixo para um mês de dezembro desde 2008 (0,28%). Já em dezembro de 2015, o IPCA atingiu 0,96%, maior taxa para um mês de dezembro, desde 2002 (2,10%).

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,49% em dezembro, subindo 0,39 ponto percentual em relação à taxa de novembro (0,10%). Com isto, o ano de 2016 fechou em 6,64%. Em dezembro de 2015, o índice foi 0,06%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em novembro ficou em R$ 1.022,26, passou para R$ 1.027,30 em dezembro, sendo R$ 531,21 relativos aos materiais e R$ 496,09 à mão de obra.

Em novembro de 2016, o volume do setor de serviços cresceu 0,1% em relação a outubro (série com ajuste sazonal), após ter registrado recuo de 2,3% em outubro e de 0,4% em setembro. Na comparação com novembro de 2015, o setor registrou queda de 4,6%. Com esses resultados, as taxas acumuladas nos 11 meses de 2016 e nos últimos 12 meses ficaram ambas em -5,0%.

Por atividade, em relação a outubro de 2016, todos os segmentos apontam para crescimentos: Outros Serviços (3,3%); Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (2,1%); Serviços de informação e comunicação (1,0%); Serviços profissionais, administrativos e complementares (0,8%) e Serviços prestados às famílias (0,2%). O agregado especial das Atividades turísticas apresentou crescimento de 0,5%.

Com isso, o Ibovespa somou em cinco dias valorização de 3,2% aos 63.652 pontos. Confira o gráfico:

 

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 13/01/2017 19:37:03

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