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Ibovespa acumula ganhos e Wall St. recua em semana de posse de Trump


São Paulo, 20/01 (Enfoque) –

As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos encerram a terceira semana do ano com resultados opostos. Por aqui, o período foi marcado por ganhos, enquanto lá fora o resultado foi de perdas moderadas.

O cenário externo teve como grande destaque a posse do presidente americano Donald Trump, fato que trouxe cautela para os investidores por todo o mundo. Em seu discurso de posse, Trump manteve o tom agressivo de seu discurso, o que ajuda a manter as incertezas nos investidores.

Por aqui, o mercado ficou de olho em Wall Street e o resultado positivo lá fora foi benéfico para os investidores locais. A morte do ministro do STF Teori Zavascki chegou a afetar o Ibovespa, mas o fato logo foi deixado em segundo plano.

Mercado Externo

Com o feriado de segunda-feira nos Estados Unidos, o primeiro indicador de destaque foi divulgado apenas na terça-feira, que foi o caso do Empire State Manufacturing. O resultado da pesquisa de janeiro foi de 6,5 pontos, o que ficou abaixo dos 8 pontos estimados pelo mercado e dos 7,6 pontos da leitura anterior.

Na quarta-feira, o Departamento de Trabalho destacou que o índice de preços ao consumidor de dezembro teve alta de 0,3%, resultado que ficou dentro do esperado pelo mercado. A pesquisa anterior apontou para alta de 0,2%. O núcleo do indicador registrou avanço de 0,2%.

Já o Federal Reserve relatou que a Produção Industrial avançou 0,8% em dezembro, diante de uma estimativa dos analistas de alta de 0,6%. A pesquisa de novembro do indiciador foi revista de queda de 0,4% para -0,7%.

No caso do índice de confiança do setor imobiliário americano, a pesquisa de janeiro apontou para 67 pontos, abaixo dos 69 pontos esperados pelo mercado e também do valor da pesquisa anterior, de 69 pontos.

Na quinta-feira, o índice de casas iniciadas no país registrou um total de 1,226 milhão de unidades, resultado que ficou acima da estimativa de 1,2 milhão. Os números de novembro do indicador foram revistos de 1,09 milhão para 1,102 milhão.

Já os pedidos de auxílio-desemprego variaram de 249 mil pedidos para 234 mil novas solicitações do benefício. A estimativa do mercado era de um total de 255 mil novos pedidos de auxílio-desemprego.

Finalmente, ainda na quinta-feira, o último indicador de destaque foi o índice do Federal Reserve da Filadélfia, que em janeiro registrou 23,6 pontos, acima dos 16 pontos da aposta do mercado. Os números de dezembro foram revistos de 21,5 pontos para 19,7 pontos.

Sendo assim, o Dow Jones, até às 18 horas, acumulava queda de 0,4% aos 19.804,5 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,3% aos 2.265,57 pontos em quatro dias.

Mercado Interno

O IPC-S de 15 de janeiro de 2017 apresentou variação de 0,62%, 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,78% para 1,95%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 1,17% para 3,75%.

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017 e com dados  também de 2018. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2017 de 4,81% para 4,80%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2018 foi de 4,50%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram queda para 2017 recuaram de R$ 3,45 para R$ 3,40. Para o próximo ano, a estimativa é de R$ 3,50 . Depois da surpreendente queda da Selic na última semana, o mercado estima agora que a taxa deve fechar o ano a 9,75% e não mais a 10,25%. No caso de 2018, a projeção é de juros a 9,50%.

Em relação ao Produto Interno Bruto de 2017, o mercado manteve a projeção em 0,50%, sendo que também houve manutenção da taxa de crescimento de 2018, a 2,10%.

Com exportações de US$ 2,919 bilhões e importações de US$ 2,799 bilhões a segunda semana de janeiro teve superávit de US$ 120 milhões. No acumulado do mês, as vendas ao exterior totalizaram US$ 5,939 bilhões e as compras externas foram de US$ 5,598 bilhões, com saldo positivo de US$ 341 milhões.

Na segunda semana, a média das exportações chegou a US$ 583,9 milhões, o que significou uma queda de 3,3% em relação à média de US$ 603,9 milhões registrada na primeira semana de janeiro. O motivo foram as quedas nas exportações de produtos semimanufaturados (-34,7%, em razão de açúcar em bruto, celulose, ouro em formas semimanufaturadas, ferro-ligas e ferro fundido bruto) e de produtos manufaturados (-3,1%, em função, principalmente, de produtos laminados de ferro e aço, automóveis de passageiros, suco de laranja não congelado, veículos de carga, hidrocarbonetos e derivados halogenados). Já as vendas de produtos básicos cresceram 12,8%, por conta de petróleo em bruto, café em grão, soja em grão, minérios de ferro, trigo em grão.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,88%, em janeiro. A taxa apurada em dezembro foi de 0,20%. Em janeiro de 2016, a variação foi de 0,69%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou alta de 7,15%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 1,08%, em janeiro. Em dezembro, a variação foi de 0,22%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 0,53%, em janeiro, ante -0,44%, em dezembro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,52% para -0,74%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de 0,32%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,17%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de janeiro, variação de 0,76%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,41%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de 0,91%, no segundo decêndio de janeiro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,53%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de -0,28% para 0,56%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,49% para -0,94%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,31% em janeiro e ficou 0,12 ponto percentual (p.p) acima da taxa de dezembro (0,19%). Este foi o IPCA-15 mais baixo para os meses de janeiro desde 1994, quando foi criado o Plano Real. No acumulado dos últimos doze meses, o índice desceu para 5,94%, ficando abaixo dos 6,58% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2016 a taxa foi 0,92%.

Diante deste contexto, o Ibovespa somou na semana alta de 1,4% aos 64.552 pontos. Confira o gráfico:

Mercado Cambial

A semana foi marcada pela volta do Banco Central ao mercado de câmbio, realizado leilões para rolagem dos contratos de fevereiro de swap cambial. Com isso, e em um cenário de desvalorização global do dólar, a moeda americana perdeu 1,2% a R$ 3,1810. Confira o gráfico:

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 20/01/2017 18:08:54

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