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Ibovespa atinge novo recorde de 78 mil pontos

SÃO PAULO  –  Em mais um dia de mercado local bastante animado, o Ibovespa volta a consolidar no pregão desta quinta-feira um ritmo positivo, rumo aos 78 mil pontos, com a continuidade das expectativas positivas com o Brasil em termos econômicos.

Às 14h02, o Ibovespa operava com alta de 1,19%, aos 77.502 pontos. Na máxima intradia, o índice chegou a atingir os 78.024 pontos, demonstrando intenso interesse dos investidores locais e estrangeiros por ativos de renda variável.

A ênfase no movimento do dia continua com a Usiminas PNA (4,43%), maior alta do Ibovespa, seguida de perto por papéis do setor de energia, como Taesa (3,87%), Engie Brasil Energia (3,77%).

Notícia importante envolvendo o setor é a de que Eletropaulo e Eletrobras assinaram ontem um memorando de entendimentos para encerrar uma disputa judicial entre as elétricas que persiste desde 1998, referente a um empréstimo tomado por elas em 1986. 

“O Brasil continua chamando a atenção dos investidores locais e estrangeiros, porque o otimismo com a economia do país persiste”, afirma Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos. “Com recordes das bolsas americanas, temos um mercado local também buscando essa tendência, que não é só interna, mas mundial.”

Em relatório publicado hoje, o Itaú BBA destaca que a tendência do índice agora é para cima, depois que ele rompeu o patamar dos 77 mil pontos. “Após renovar a máxima, o índice segue em direção ao próximo objetivo 82.000 pontos”, diz a análise.

Entre as quedas mais expressivas do dia, estão Rumo (-2,77%), Kroton (-2,26%) e Estácio (-2,07%).

Dólar

Sem direção clara, o sinal do dólar se alterna entre pequenos ganhos e ligeiras baixas na sessão desta quinta-feira. A movimentação no mercado local reflete a falta de consenso entre os papéis globais, num dia repleto de pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve (Fed).

Dentre as autoridades que já falaram hoje, apenas o presidente da distrital de São Francisco, John William, comentou sobre política monetária. Ele defendeu novo aumento da taxa de juros em 2017 e outros três movimentos em 2018, mas destacou que o ritmo de aperto é “muito gradual”.

Tendo em vista o comportamento recente dos fluxos cambiais, o Itaú revisou a projeção de taxa de câmbio no fim de 2017. Agora, a instituição estima que o dólar terminará o ano em R$ 3,25, em comparação com R$ 3,35 anteriormente. No curto prazo, a instituição vê uma depreciação menos intensa do real “em razão da boa perspectiva acerca do andamento da agenda de reformas microeconômicas e suas consequências sobre os fluxos de capital”.

Até por causa da entrada de recursos no país, os efeitos negativos das preocupações com a reforma da Previdência são atenuados no câmbio. “A expectativa de fluxo, sem dúvida, contribui para deixar preocupações com a reforma da Previdência de lado no momento”, pondera o estrategista-chefe do banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno. 

Por volta das 14h14, o dólar comercial subia 0,39%, a R$ 3,1446. O contrato futuro para novembro, por sua vez, caía 0,06%, a R$ 3,1485.

Juros

 

Na contramão da alta na Bolsa e do sinal comportado do dólar, os juros futuros de longo prazo operam alta firme nesta quinta-feira. O movimento é atribuído por profissionais de mercado aos riscos que ainda permeiam o ambiente local, principalmente aqueles vindos de Brasília.

 

Os ruídos políticos não passam despercebidos pelo mercado, apesar da perspectiva de que o cenário ainda é favorável. Para o sócio e gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, o ambiente “tão tranquilo e óbvio” que vinha se desenhado para a tramitação da segunda denúncia da PGR contra Michel Temer agora é relativizado.

 

Entre os pontos de atenção, está o alerta que teria sido deixado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que Temer terá dificuldades para barrar a nova denúncia. Também segue no radar a tramitação do novo Refis, que pelo projeto aprovado na Câmara traria mais benefícios para as empresas que os desejados pela equipe econômica. “Todos os esforços de Temer se voltam para barrar a denúncia e não no que deveria fazer para as reformas”, diz Petrassi. “A política não está tão positiva quanto parecida e o mercado fica mais reticente”, diz.

 

O efeito da cautela seria observado na alta dos juros futuros de longo prazo, afetados hoje também pelo leilão de títulos públicos e pela migração de aplicações para renda variável. Por volta das 14h30, o DI janeiro/2021 registava taxa de 9,000% (8,880% no ajuste anterior).

 

Entre vértices mais diluídos, o DI janeiro/2023 ganhava a 9,710% (9,580% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 era negociado a 10,050% (9,920% no ajuste anterior).

 

 

O DI janeiro/2018 caía a 7,448% (7,469% no ajuste anterior) e DI janeiro/2019 marcava 7,350% (7,310% no ajuste anterior).

Fonte: Valor Econômico







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