Gráficos e cotações de Hoje

Dólar R$ 3,256
Bovespa 74.538,54
CDI 8,14% a.a
Poupança (mês) 0,5000%
Euro R$ 3,835
Libra R$ 4,325
Conversor de Moeda
Veja a Cotação do Dólar Hoje e Euro hoje


Ibovespa e dólar recuam na semana; Wall St. fica perto da estabilidade


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos fecharam a semana que abriu fevereiro com perdas. Por aqui, o resultado foi mais expressivo, com as ações passando por ajustes após as valorizações e também reagindo ao cenário externo. Lá fora, a recuperação de sexta-feira praticamente anulou o resultado negativo.

No contexto local, destaque para a cena política, com as eleições no Congresso apontando para importantes vitórias de Michel Temer, que elegeu, sem dificuldades seus candidatos. Além disso, atenção também para a nomeação do ministro Luiz Edson Fachin para a relatoria da Lava Jato.

Na cena externa, dados econômicos mostram resultados ainda frustrantes para o mercado, o que pode fazer com que o Fomc eleve os juros em sua próxima reunião, já que no encontro da semana preferiu adotar um tom de cautela na definição da forma de governo de Donald Trump.

Mercado Externo

A semana foi recheada de indicadores de destaque, com as vendas pendentes de casas, que em dezembro tiveram alta de 1,6%, diante de uma estimativa de avanço de apenas 0,6% e resultado anterior de -2,5%.

Além disso, foi divulgado também que a renda pessoal do americano teve alta de 0,3%, diante de um cenário de expectativa de 0,4%. O resultado da pesquisa anterior apontou para alta de 0,1%, resultado que foi revisado, já que na divulgação passada o resultado era de estabilidade. Já os gastos dos consumidores subiram 0,5%, ficando dentro do esperado pelos analistas e superando os 0,2% de dezembro.

Na terça-feira foi divulgado que o índice do custo do emprego nos EUA teve alta de 0,5% no 4º trimestre do ano, resultado que ficou abaixo dos 0,6% estimados pelo mercado e do mesmo valor da pesquisa anterior.

O Chicago PMI de janeiro apontou para 50,3 pontos, sendo que o mercado esperava resultado de 55,3 pontos. Na pesquisa de dezembro do indicador de atividade mostrava 54,6 pontos, o que aponta para uma queda no resultado geral.

Ainda na terça-feira, a Conference Board relatou que seu indiciador de confiança do consumidor registrou um total de 111,8 pontos na última leitura de janeiro, diante de uma estimativa de 112,2 pontos e resultado anterior de 113,3 pontos.

Na quarta-feira, a ADP relatou que foram gerados nos EUA um total de 246 mil novos postos de trabalho no setor privado em janeiro, sendo que o mercado esperava 168 mil empregos, com os números de dezembro revistos para 151 mil.

O ISM do setor manufatureiro dos EUA indicou na pesquisa de janeiro um total de 56 pontos, sendo que a estimativa do mercado era de 55 pontos. Os números de dezembro foram revistos de 54,7 pontos para 54,5 pontos.

Já os gastos com a construção de novas casas, em dezembro, teve queda 0,2%, sendo que o mercado esperava alta de 0,2%. O resultado anterior foi de 0,9%. No mesmo período, os gastos com construção saltaram para 4,2%.

Na parte da tarde, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) decidiu pela manutenção dos juros entre 0,5% e 0,75%, sendo que o mercado esperava leve elevação. A justificativa do Fomc foi que este momento é de aguardar os próximos passos do governo de Donald Trump.

Na quinta-feira, destaque para os pedidos de auxílio-desemprego, que na semana do levantamento registrou 246 mil novas solicitações do benefício, com a expectativa do mercado de 253 mil novos pedidos. O resultado da pesquisa anterior foram revistos de 259 mil para 260 mil.

Já o indicador de produtividade do trabalhador americano no quatro trimestre do ano saltou 1,3%, diante de um cenário de estimativa de 1,2%. Os dados da pesquisa anterior apontou para alta de 3,5%. Já o custo unitário do trabalho teve alta de 1,7%, dentro do esperado, diante de um resultado anterior de 0,2%.

Finalmente, na sexta-feira, o Departamento de Trabalho dos EUA apontou para a criação de 227 mil postos de trabalho em janeiro, sendo que a aposta do mercado era de 175 mil vagas. O resultado de dezembro foi para 157 mil. Com isso, a taxa de desemprego foi de 4,7% para 4,8%.

Com isso, depois de cinco dias o Dow Jones fechou a semana praticamente estável, com queda de 0,1% aos 20.071,5 pontos, enquanto o S&P 500 somou 0,1% aos 2.297,42 pontos.

Mercado Interno

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017 e com dados também de 2018. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2017 de 4,71% para 4,70%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2018 foi de 4,50%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram estabilidade para 2017 em R$ 3,40. Para o próximo ano, a estimativa é de R$ 3,50. Depois da surpreendente queda da Selic na última reunião do Copom, o mercado estima agora que a taxa deve fechar o ano a 9,50%. No caso de 2018, a projeção é de juros a 9,00%.

Em relação ao Produto Interno Bruto de 2017, o mercado manteve a projeção em 0,50%, sendo que também houve manutenção da taxa de crescimento de 2018, a 2,20%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,64%, em janeiro. Em dezembro, o índice variou 0,54%. Em janeiro de 2016, a variação foi de 1,14%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 6,65%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,70%. No mês anterior, a taxa foi de 0,69%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,18%, em janeiro. Em dezembro, este grupo de produtos mostrou variação de -0,26%. Contribuiu para este avanço o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de -0,15% para 0,39%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,32%. Em dezembro, a taxa foi de 0,12%.

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas caiu 9,1 pontos   e atingiu 127,3 pontos em janeiro após dois meses de altas consecutivas retornando ao patamar de novembro de 2016.

 “A queda da incerteza e a volta do indicador ao patamar de novembro do último ano é um alento mas deve ser interpretado com alguma cautela no curto prazo. Observa-se, contudo, que o nível de incerteza é ainda bastante elevado e está distante do nível neutro para a economia brasileira, algo entre 95 e 105 pontos”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira da FGV\IBRE”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira da FGV\IBRE.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas subiu 4,3 pontos em janeiro, para 89,0 pontos, o maior nível desde maio de 2014 (92,2 pontos). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,0 ponto, para 86,7 pontos.

 “Com a alta expressiva de janeiro, o ICI recupera o terreno perdido após setembro, quando o desapontamento com a evolução dos negócios no segundo semestre interrompeu a tendência de alta que vinha sendo observada no ano passado. O setor parece estar reagindo a uma combinação de aceleração da produção no final do ano e do ritmo de queda dos juros a partir de janeiro”, afirma Aloisio Campelo Junior, Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 4,1 pontos em janeiro, para 80,4 pontos.  Com a alta, o indicador ultrapassa a marca dos 80 pontos pela primeira vez desde fevereiro de 2015. Na métrica de médias móveis bimestrais, a alta foi de 1,3 ponto.

 “A melhora na percepção do setor sobre as condições de negócios, tanto em relação a fatores atuais quanto em sua visão sobre as expectativas é um aspecto favorável dos resultados da Sondagem de Serviços neste início de ano. A reação representa uma redução no pessimismo das empresas uma vez que os resultados ainda se encontram em patamar historicamente muito baixo. De todo modo, esses resultados podem sinalizar o início de reação no ânimo empresarial em resposta a um contexto de inflação em queda e de uma perspectiva de melhora nas condições de crédito” avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

No 4º trimestre móvel de 2016, a taxa de desocupação para o Brasil (12,0%) mostrou estabilidade em relação ao 3º tri móvel de 2015 (11,8%) e cresceu 3,1 pontos percentuais (p.p.) frente ao 4º trimestre móvel de 2016 (9,0%). Foi a maior taxa da série, iniciada em 2012.

A população desocupada no Brasil (12,3 milhões de pessoas) apresentou crescimento de 2,7% frente ao trimestre de julho a setembro de 2016 (12,0 milhões) e aumentou 36,0% (ou mais 3,3 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2015.

Em dezembro de 2016, os preços indústria geral subiram 1,28% em relação a novembro, variação acima da observada entre outubro e novembro (0,80%). Das 24 atividades, 18 apresentaram alta de preços, contra 20 no mês anterior. O IPP acumulado em 2016 foi de 1,71%, contra 0,42% em 2015. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede a evolução dos preços de produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes.

O IPC-S de 31 de janeiro de 2017 apresentou variação de 0,69%, 0,06 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,04%, nos últimos 12 meses.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (2,53% para 4,15%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 5,78% para 9,80%.

Em dezembro de 2016, a produção industrial nacional cresceu 2,3% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Essa foi a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando expansão de 2,6%. No confronto com dezembro de 2015 (série sem ajuste sazonal), a variação foi de -0,1%, 34ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa da sequência.

Diante deste cenário, o Ibovespa encerrou com queda acumulada de 1,6% em cinco dias, aos 64.954 pontos.

Mercado Cambial

Mesmo em um cenário em que se desenha no fortalecimento do dólar comercial ante às moedas internacionais diante das medidas de Donald Trump, a moeda americana manteve uma tendência de queda e fechou recuando 1,3% a R$ 3,1120.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 07:50:40

Ibovespa e dólar recuam na semana; Wall St. fica perto da estabilidade


São Paulo, 03/02 (Enfoque) –

As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos fecharam a semana que abriu fevereiro com perdas. Por aqui, o resultado foi mais expressivo, com as ações passando por ajustes após as valorizações e também reagindo ao cenário externo. Lá fora, a recuperação de sexta-feira praticamente anulou o resultado negativo.

No contexto local, destaque para a cena política, com as eleições no Congresso apontando para importantes vitórias de Michel Temer, que elegeu, sem dificuldades seus candidatos. Além disso, atenção também para a nomeação do ministro Luiz Edson Fachin para a relatoria da Lava Jato.

Na cena externa, dados econômicos mostram resultados ainda frustrantes para o mercado, o que pode fazer com que o Fomc eleve os juros em sua próxima reunião, já que no encontro da semana preferiu adotar um tom de cautela na definição da forma de governo de Donald Trump.

Mercado Externo

A semana foi recheada de indicadores de destaque, com as vendas pendentes de casas, que em dezembro tiveram alta de 1,6%, diante de uma estimativa de avanço de apenas 0,6% e resultado anterior de -2,5%.

Além disso, foi divulgado também que a renda pessoal do americano teve alta de 0,3%, diante de um cenário de expectativa de 0,4%. O resultado da pesquisa anterior apontou para alta de 0,1%, resultado que foi revisado, já que na divulgação passada o resultado era de estabilidade. Já os gastos dos consumidores subiram 0,5%, ficando dentro do esperado pelos analistas e superando os 0,2% de dezembro.

Na terça-feira foi divulgado que o índice do custo do emprego nos EUA teve alta de 0,5% no 4º trimestre do ano, resultado que ficou abaixo dos 0,6% estimados pelo mercado e do mesmo valor da pesquisa anterior.

O Chicago PMI de janeiro apontou para 50,3 pontos, sendo que o mercado esperava resultado de 55,3 pontos. Na pesquisa de dezembro do indicador de atividade mostrava 54,6 pontos, o que aponta para uma queda no resultado geral.

Ainda na terça-feira, a Conference Board relatou que seu indiciador de confiança do consumidor registrou um total de 111,8 pontos na última leitura de janeiro, diante de uma estimativa de 112,2 pontos e resultado anterior de 113,3 pontos.

Na quarta-feira, a ADP relatou que foram gerados nos EUA um total de 246 mil novos postos de trabalho no setor privado em janeiro, sendo que o mercado esperava 168 mil empregos, com os números de dezembro revistos para 151 mil.

O ISM do setor manufatureiro dos EUA indicou na pesquisa de janeiro um total de 56 pontos, sendo que a estimativa do mercado era de 55 pontos. Os números de dezembro foram revistos de 54,7 pontos para 54,5 pontos.

Já os gastos com a construção de novas casas, em dezembro, teve queda 0,2%, sendo que o mercado esperava alta de 0,2%. O resultado anterior foi de 0,9%. No mesmo período, os gastos com construção saltaram para 4,2%.

Na parte da tarde, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) decidiu pela manutenção dos juros entre 0,5% e 0,75%, sendo que o mercado esperava leve elevação. A justificativa do Fomc foi que este momento é de aguardar os próximos passos do governo de Donald Trump.

Na quinta-feira, destaque para os pedidos de auxílio-desemprego, que na semana do levantamento registrou 246 mil novas solicitações do benefício, com a expectativa do mercado de 253 mil novos pedidos. O resultado da pesquisa anterior foram revistos de 259 mil para 260 mil.

Já o indicador de produtividade do trabalhador americano no quatro trimestre do ano saltou 1,3%, diante de um cenário de estimativa de 1,2%. Os dados da pesquisa anterior apontou para alta de 3,5%. Já o custo unitário do trabalho teve alta de 1,7%, dentro do esperado, diante de um resultado anterior de 0,2%.

Finalmente, na sexta-feira, o Departamento de Trabalho dos EUA apontou para a criação de 227 mil postos de trabalho em janeiro, sendo que a aposta do mercado era de 175 mil vagas. O resultado de dezembro foi para 157 mil. Com isso, a taxa de desemprego foi de 4,7% para 4,8%.

Com isso, depois de cinco dias o Dow Jones fechou a semana praticamente estável, com queda de 0,1% aos 20.071,5 pontos, enquanto o S&P 500 somou 0,1% aos 2.297,42 pontos.

Mercado Interno

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017 e com dados também de 2018. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2017 de 4,71% para 4,70%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2018 foi de 4,50%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram estabilidade para 2017 em R$ 3,40. Para o próximo ano, a estimativa é de R$ 3,50. Depois da surpreendente queda da Selic na última reunião do Copom, o mercado estima agora que a taxa deve fechar o ano a 9,50%. No caso de 2018, a projeção é de juros a 9,00%.

Em relação ao Produto Interno Bruto de 2017, o mercado manteve a projeção em 0,50%, sendo que também houve manutenção da taxa de crescimento de 2018, a 2,20%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,64%, em janeiro. Em dezembro, o índice variou 0,54%. Em janeiro de 2016, a variação foi de 1,14%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 6,65%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,70%. No mês anterior, a taxa foi de 0,69%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,18%, em janeiro. Em dezembro, este grupo de produtos mostrou variação de -0,26%. Contribuiu para este avanço o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de -0,15% para 0,39%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,32%. Em dezembro, a taxa foi de 0,12%.

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas caiu 9,1 pontos   e atingiu 127,3 pontos em janeiro após dois meses de altas consecutivas retornando ao patamar de novembro de 2016.

 “A queda da incerteza e a volta do indicador ao patamar de novembro do último ano é um alento mas deve ser interpretado com alguma cautela no curto prazo. Observa-se, contudo, que o nível de incerteza é ainda bastante elevado e está distante do nível neutro para a economia brasileira, algo entre 95 e 105 pontos”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira da FGV\IBRE”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira da FGV\IBRE.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas subiu 4,3 pontos em janeiro, para 89,0 pontos, o maior nível desde maio de 2014 (92,2 pontos). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,0 ponto, para 86,7 pontos.

 “Com a alta expressiva de janeiro, o ICI recupera o terreno perdido após setembro, quando o desapontamento com a evolução dos negócios no segundo semestre interrompeu a tendência de alta que vinha sendo observada no ano passado. O setor parece estar reagindo a uma combinação de aceleração da produção no final do ano e do ritmo de queda dos juros a partir de janeiro”, afirma Aloisio Campelo Junior, Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 4,1 pontos em janeiro, para 80,4 pontos.  Com a alta, o indicador ultrapassa a marca dos 80 pontos pela primeira vez desde fevereiro de 2015. Na métrica de médias móveis bimestrais, a alta foi de 1,3 ponto.

 “A melhora na percepção do setor sobre as condições de negócios, tanto em relação a fatores atuais quanto em sua visão sobre as expectativas é um aspecto favorável dos resultados da Sondagem de Serviços neste início de ano. A reação representa uma redução no pessimismo das empresas uma vez que os resultados ainda se encontram em patamar historicamente muito baixo. De todo modo, esses resultados podem sinalizar o início de reação no ânimo empresarial em resposta a um contexto de inflação em queda e de uma perspectiva de melhora nas condições de crédito” avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

No 4º trimestre móvel de 2016, a taxa de desocupação para o Brasil (12,0%) mostrou estabilidade em relação ao 3º tri móvel de 2015 (11,8%) e cresceu 3,1 pontos percentuais (p.p.) frente ao 4º trimestre móvel de 2016 (9,0%). Foi a maior taxa da série, iniciada em 2012.

A população desocupada no Brasil (12,3 milhões de pessoas) apresentou crescimento de 2,7% frente ao trimestre de julho a setembro de 2016 (12,0 milhões) e aumentou 36,0% (ou mais 3,3 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2015.

Em dezembro de 2016, os preços indústria geral subiram 1,28% em relação a novembro, variação acima da observada entre outubro e novembro (0,80%). Das 24 atividades, 18 apresentaram alta de preços, contra 20 no mês anterior. O IPP acumulado em 2016 foi de 1,71%, contra 0,42% em 2015. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede a evolução dos preços de produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes.

O IPC-S de 31 de janeiro de 2017 apresentou variação de 0,69%, 0,06 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,04%, nos últimos 12 meses.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (2,53% para 4,15%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 5,78% para 9,80%.

Em dezembro de 2016, a produção industrial nacional cresceu 2,3% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Essa foi a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando expansão de 2,6%. No confronto com dezembro de 2015 (série sem ajuste sazonal), a variação foi de -0,1%, 34ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa da sequência.

Diante deste cenário, o Ibovespa encerrou com queda acumulada de 1,6% em cinco dias, aos 64.954 pontos.

Mercado Cambial

Mesmo em um cenário em que se desenha no fortalecimento do dólar comercial ante às moedas internacionais diante das medidas de Donald Trump, a moeda americana manteve uma tendência de queda e fechou recuando 1,3% a R$ 3,1120

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 03/02/2017 20:06:18

Mais lidos

CDB? LCI? FGC? Aprenda as siglas do mercado financeiro.
São tantas siglas nos jornais de economia que às vezes nem lemos. Fim dos problemas, trazemos a so...
O que você precisa saber para ter uma boa aposentadoria
Desde que surgiram os rumores da Reforma da Previdência, não se fala em outra coisa: como fica a a...
Crédito imobiliário: entenda como é um financiamento
Você está pensando em recorrer ao crédito imobiliário para a compra de um imóvel? O crédito é...
Como escolher o melhor cartão de crédito para você
Se no início da história do cartão de crédito a oferta era pouca e restrita, hoje você encontra...
Seguros: conheça as principais formas
Melhor prevenir do que remediar. Esse clichê poderia até ser uma propaganda de seguros, mas repres...
O que Tesouro Direto? – Passo a passo de como investir
Entenda como funciona o programa de investimento nacional do Tesouro. O Tesouro direto é um prog...

Publicidade