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Ibovespa encerra semana subindo 1,37%; dólar vale R$ 3,23, enquanto Wall Street estabiliza


São Paulo, 01/07 (Enfoque) –

Esta semana começou turbulenta após o referendo britânico confirmar o Brexit, onde a maioria decidiu que o Reino Unido deveria sair do bloco europeu. Na segunda-feira  (27), ainda era possível ver “crateras” nas bolsas mundiais, com quedas de até 10% na Ásia, enquanto a libra tinha sua maior baixa perante o dólar desde 1985. Entretanto, logo na terça-feira (28), os mercados mostraram empolgação com o indício dos Bancos Centrais de enviarem mais estímulos, e iniciou-se um processo de recuperação que deu apenas uma diminuída no ritmo hoje. No Ibovespa, crescentes de mais de 1% dominaram a semana com cenário favorável perante o dólar, que veio perdendo cada vez mais força e atingiu a maior queda dos meses de julho desde 1994. Valendo R$ 3,21 ontem, baixa se igualou com quase um ano atrás, após crise interna favorecer fortes subidas que ultrapassaram, inclusive, os R$ 4.

Nesta sexta-feira, com o pé no freio, os ganhos foram menos intensos para as bolsas, menos para o Ibovespa, que foi puxado pela Petrobras subindo 4%, enquanto ex-empresa de Eike Batista dá um salto de 42% em apenas 2 dias. As bolsas americanas encerram a semana com sintomas de recuperação, mas com números positivos mais discretos. Enquanto isso, dólar sobe novamente, mas pouco, encerrando esta sexta-feira valendo R$ 3,23

Mercado Externo

Nesta segunda-feira, o único índice norte-americano divulgado foi o da Balança Comercial referente ao mês de abril, que fechou em $ -60.6 bilhões. Déficit é maior do que foi divulgado no mês de março, atingindo a marca dos $ -57.5 bi. O resultado divulgado na manhã desta segunda-feira foi mais negativo do que era esperado na previsão de $ -59.3 bi.

O PIB norte-americano, divulgado na manhã desta terça-feira, apresentou uma crescente de 1,1%, superando a expectativa divulgada previamente, que era de 1,0% cravado. No último semestre de 2015, o Produto Interno Bruto dos EUA cresceu um pouco menos, e fechou o ano subindo 0,8%. Já o índice S&P Case-Shiller HPI dos EUA apontou um crescimento de 0,5% no mês de abril, apenas 0,1% abaixo do que era previsto e foi divulgado na prévia do resultado final. Em março, após revisão, o crescimento apontado foi de 0,8%. E superando a expectativa, o índice de Confiança do Consumidor, que era esperado fechar junho em 93.3, acabou apresentando 98.0 referente ao mês atual. Em maio, o número apresentado foi de 92.6, menor do que o divulgado.

O índice de Vendas Pendentes de Casas revelou, nesta quarta-feira, uma queda forte de 3,7% referente ao mês de maio. A previsão já era negativa, representada por -1,0%, mas acabou sendo ainda maior no resultado final. Entretanto, os valores de abril fazem com que cenário seja mais desfavorável ainda, pois, neste mês, houve um crescimento considerável de 5,1%. Os Estoques de Petróleo registraram -4,1 milhões de barris no índice referente a quarta semana de junho. A queda se intensificou se comparada com a da semana passada, que registrou menos 0,9 milhão de barris estocados de petróleo. O índice de Renda Pessoal e Gastos dos EUA apresentou um aumento de 0,2% no mês de maio, conforme divulgado na manhã desta quarta-feira. A previsão era minimamente maior, de 0,3%. No mês de abril, o crescimento, após revisão, fechou em 0,5%, mostrando que a onda de aumento perdeu um pouco de força no mês passado.

O índice Chicago PMI fechou o mês de junho com 56.8, um pouco mais da previsão divulgada, de 50.5. Na divulgação anterior, referente ao mês de maio, o número apresentado foi 49.3, um pouco abaixo do atual. Divulgado também nesta quinta, o número oficial de Pedidos de Auxílio-Desemprego nos Estados Unidos foi 268 mil na última semana de junho. A previsão foi pouco menor, divulgada na casa dos 266 mil, enquanto a semana passada apresentou menos pedidos também, atingindo 259 mil.

Nesta sexta-feira, as bolsas americanas fecharam mais estáveis do que nos últimos dias, seguindo a tendência das bolsas mundiais, que também abaixaram o nível de ganhos após dois dias subindo fortes. Dow Jones encerra a semana subindo 0,11% aos 17.949,4, enquanto SP500 ganha apenas 0,19%, pontuando 2.102,95. Veja a variação das duas nos gráficos abaixo:

Mercado Interno

Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 3,4 pontos entre maio e junho, ao passar de 67,9 para 71,3 pontos, o maior desde junho do ano passado. A alta foi inteiramente determinada pela melhora das expectativas, já que os indicadores que medem a percepção sobre a situação atual ficaram estáveis.

Na manhã desta segunda-feira, o Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus para a última semana de junho. O documento apontou para a elevação do IPCA indo de 7,25% para 7,29% no ano de 2016, enquanto a projeção para o final de 2017 se manteve, mais uma vez, em 5,50%, como tem sido há tempos. As apostas do BC para a cotação do dólar apresentou estabilidade da semana passada para cá, mantendo-se em R$ 3,60. Para o próximo ano, o valor também prossegue o mesmo, em R$ 3,80. No caso da Selic, a expectativa de 2016 subiu de 13% para 13,25%, enquanto a de 2017 apresentou uma leve queda de 11,25% para 11%. O mercado manteve a aposta do PIB em -3,44%. Para o ano que vem, a projeção continua sendo de 1%.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), crise econômica que persiste no Brasil perdeu fôlego. Mesmo reafirmando que ainda existe um longo caminho para um total recuperação, dados da indústria nacional são principais indicativos de recuperação.O órgão afirma ainda que a desvalorização ante o dólar beneficia o setor exportador do país, com foco nos setores têxtil, de calçados e madeireiro.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (27) no site do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, houve um superávit de US$ 1,1 bilhão na Balança Comercial referente à quarta semana de junho. O resultado de exportações foi de US$ 4,009 bilhões, enquanto as importações fecharam o período em US$ 2,909 bilhões.

A quarta semana de junho foi marcada pela média de exportações atingindo US$ 801,8 milhões, 5,7% mais do que na semana passada, que fechou em S$ 758,3 milhões. Tal aumentos dos valores foram alcançados em razão do aumento de exportações de produtos manufaturados (10,8%). Entre eles: automóveis, veículos de carga, óxidos e hidróxidos de alumínio, açucar refinado, laminados de ferro e aço, autopeças e tubos de ferro fundido. No caso dos produtos básicos, que representa 6,4%, estão minério de ferro, petróleo, carne de frango, fareio de soja e fumo. Sobre as quedas, estão os produtos semimanufaturados, que despencaram 9,22%. Setor é representado, principalmente, por celulose, semimanufaturados de ferro e aço, ouro, ferro-ligas, óleo de soja e catodos de cobre. Já nas importações, o crescimento apontado foi de 0,7% em relação ao período da terceira semana, passando de US$ 577,6 milhões para  581,9 milhões. O aumento efetivo se explica por conta do aumento nos gastos com equipamentos mecânicos, adubos e fertilizantes, siderúrgicos, farmacêuticos, borrachas e obras.

Deficit de R$ 15,5 bilhões do governo central (União, Banco Central e Previdência Social) foi registrado, ampliando ainda mais o deficit dos últimos 12 meses, que está agora em R$ 145 bilhões – o pior da história desde 1997. O rombo do mês de maio indoca um aumento rápido das contas públicas. Há cerca de um mês, o acumulado em 12 meses estava entre R$ 137,6 milhões. Previsão é que o valor alcance R$ 170 mi até o fim do ano de 2016.

Em entrevista coletiva, o presidente do Banco Central,  Ilan Goldfajn, afirmou que 4,5% é a meta oficial para o ano que vem em relação ao IPCA. Depreciação e alta dos preços acabou causando um choque em 2015, e desde então, segundo Goldfajn, estão indo atrás de estabelecer uma boa porcentagem em um espaço de tempo apropriado. O presidente do BC falou também sobre o Brexit, afirmando que “não sabemos a magnitude do impacto para o crescimento do Brasil”.

A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em maio de 2016 foi estimada em 11,2% para o Brasil, ficando acima da taxa do trimestre móvel encerrado em fevereiro (10,2%) e superando, também, a do mesmo trimestre do ano anterior (8,1%). A população desocupada (11,4 milhões de pessoas) cresceu 10,3% (aproximadamente 1,1 milhão pessoas) em relação ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 e subiu 40,3% (mais 3,3 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2015. Já a população ocupada (90,8 milhões de pessoas) apresentou estabilidade quando comparada com o trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 285 mil pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2015, foi registrada queda de 1,4% (menos 1,2 milhão de pessoas). O número de empregados com carteira assinada no setor privado apresentou queda de 1,2% frente ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 428 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 4,2% (menos 1,5 milhão de pessoas). O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.982) ficou estável frente ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (R$ 1.972) e caiu 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.037). A massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos (R$ 175,6 bilhões) ficou estável frente ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, e apresentou redução de 3,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas avançou 2,8 pontos entre maio e junho de 2016, ao passar de 70,9 para 73,7 pontos, o maior nível desde maio de 2015 (75,3). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 2,2 pontos, a maior alta da série iniciada em março de 2010. O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,9 ponto entre maio e junho, ao passar de 70,5 para 72,4 pontos¹. Após a quarta alta consecutiva, o índice atinge o maior nível desde junho do ano passado. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,2 ponto em junho,  a maior alta desde março de 2010.

O Ibovespa foi contra a maré de diminuir os ganhos dos mercados vizinhos, e encerrou a jornada desta sexta-feira subindo 1,37%, com 52.233 pontos. Veja a variação, logo abaixo, no gráfico demonstrativo:

Cenário Cambial

Perdendo cada vez mais força perante os países onde as commodities como petróleo e minério de ferro subiram, o dólar encerra a semana recuperando-se discretamente, mas ainda muito abaixo do que o mercado já havia se acostumado. Após atingir a maior baixa desde o meio do ano passado, a moeda americana encerra a semana subindo 0,53% perante o real, valendo, agora, R$ 3.2310. Veja a situação da moeda e suas variações de queda constante no gráfico:

(por Oscar Brandtneris)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 01/07/2016 17:17:30







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