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Ibovespa tem baixa e dólar testa nível de R$ 3,15 com cena externa

SÃO PAULO  –  A Bolsa paulista sucumbiu à piora de humor global provocada pela “guerra verbal” entre EUA e Coreia do Norte e interrompeu uma sequência de quatro sessões de alta. Segundo profissionais, o comportamento do mercado hoje ainda pode ser caracterizado como realização de lucros, especialmente quando se observa que as ações que mais caem hoje tiveram ganhos expressivos recentemente. De todo modo, reconhecem que o ambiente geral ficou muito mais incerto.

O presidente americano Donald Trump elevou o tom ao tratar das ameaças de bomba nuclear feitas pela Coreia do Norte, o que levou o mercado a buscar ativos mais seguros hoje. Em reação, o dólar subiu no mundo, enquanto as bolsas globais registraram queda. O Ibovespa acompanhava e, às 13h19, cedia 0,76%, para 67.380 pontos.

O noticiário corporativo também continua ocupando a atenção dos investidores, num dia carregado de balanços. Ações de companhias aéreas reagem a resultados divulgados, mas também operam à espera da votação do projeto que unifica a alíquota do ICMS incidente sobre o querosene de aviação.

Às 13h20, Gol subia 6,59%, após apresentar seu balanço, enquanto Azul ganhava 0,36%. 

Na outra ponta, chama a atenção o desempenho de companhias exportadoras, como as de papel e celulose e a Embraer, que operam em alta desde ontem. A alta do dólar contribui para a recuperação desses papéis, que foram castigados nos resultados do segundo trimestre por causa da intensa valorização do real no período.

Suzano subia 0,59% e Fibria ganhava 0,70%. Embraer se destacava entre as maiores altas do índice e aumentava 1,26%.

Câmbio

A busca global por ativos mais seguros se traduz na alta do dólar no mercado brasileiro. As divisas emergentes são as mais penalizadas na sessão desta quarta-feira. E o câmbio doméstico não é exceção, embora as variações no Brasil sejam um pouco mais moderadas. O dólar retornou brevemente ao nível de R$ 3,15 e, na máxima do dia, marcou o avanço mais acentuado em duas semanas.

O quadro geral é direcionado pelo aumento da tensão geopolítica, com o endurecimento da retórica americana contra a Coreia do Norte. Ontem, o presidente Donald Trump afirmou que Pyongyang enfrentaria “fogo e fúria como o mundo nunca viu” se as ameaças aos EUA pelo país persistirem.

O dólar comercial subiu até R$ 3,1530. Este foi o maior nível desde a sessão de 28 de agosto, quando tocou R$ 3,1602 na máxima. Já a alta também se mostrou a mais acentuada em cerca de duas semanas.

Por volta das 13h20, o dólar comercial tinha valorização de 0,57%, a R$ 3,1470.

O contrato futuro para setembro, por sua vez, ganhava 0,67%, a R$ 3,1625.

Juros

Os sinais de piora da percepção de risco global se estendem aos juros futuros. As taxas mais longas operam em alta nesta quarta-feira, num movimento alinhado às perdas em ativos de emergentes. No entanto, a ponta mais curta tem comportamento mais ameno em meio à leitura de que o Banco Central (BC) ainda tem espaço para cortar juros, apesar da aceleração da inflação em julho.

Mais cedo, foi conhecido o resultado do IPCA de julho, que subiu 0,24%, contrastando com a queda de 0,23% em junho. O resultado veio acima do esperado pelas projeções de 24 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, que previam em média alta de 0,18%.

Da cena externa, a tensão geopolítica aumentou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a Coreia do Norte enfrentaria “fogo e fúria como o mundo nunca viu” se as ameaças aos EUA pelo país persistissem. Com isso, há busca por proteção em ativos considerados seguros.

Por volta das 13h20, o DI janeiro/2018 operava a 8,160% (8,175% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 marcava 8,040% (8,020% no ajuste anterior)

O DI janeiro/2021 subia a 9,280% (9,250% no ajuste anterior).

Fonte: Valor Econômico







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