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Ibovespa tem semana de ganhos e Wall St. fica estável

Escrito por: Redação em 12 de agosto de 2016


São Paulo, 12/08 (Enfoque) –

As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos tiveram uma semana marcada pela cautela dos investidores e, de forma geral, pouca variação nas praças. A diferença ficou para o cenário local, que avançou na quinta-feira de forma expressiva, e teve importante recuou na sexta. Dentro deste contexto, por aqui tivemos leve alta, enquanto lá fora ficou perto da estabilidade.

Por aqui, a semana foi importante na cena política com a aprovação da denúncia contra a presidente afastada, Dilma Rousseff, no Senado. No entanto, algumas derrotas de Michel Temer no Congresso acendem uma luz de alerta para os investidores, que aguardam a aprovação de medidas econômicas.

Lá fora, os índices, apesar de terem chegados a níveis recordes, praticamente andaram de lado no decorrer da semana, com a cautela marcando presença com os investidores na expectativa da ata da reunião do Fomc, que será divulgada na quarta-feira.

Mercado Externo

O primeiro indicador de destaque nos Estados Unidos foi divulgado somente na terça-feira, com o que apura a produtividade e custo do trabalho referente ao segundo trimestre do ano. A produtividade do trabalhador recuou 0,5%, sendo que a aposta era de alta de 0,5%. Já o custo do trabalho saltou 2,0%, sendo que a aposta era alta de 1,8%.

Na quinta-feira, foi a vez dos dados dos pedidos de auxílio-desemprego na semana anterior. O resultado foi de 266 mil novas solicitações, sendo que aposta dos investidores era de 265 mil e o resultado do período anterior foi revisto para 267 mi.

Os produtos importados pelos EUA tiveram em julho alta de 0,1%, sendo que o mercado apostava em queda de 0,4%. Além disso, os dados de junho foram revistos para alta de 0,6%. Já os produtos vendidos para o exterior avançaram 0,2%, ante 0,8% do mês anterior.

Finalmente, na sexta-feira, dia mais movimentado na semana, teve como principal indicador o de vendas do varejo, que ficaram estáveis em julho. A aposta dos analistas para o indicador era de alta de 0,4%.

Já o índice de preços ao produtor, também de julho, teve queda inesperada de 0,4%, com o mercado esperando alta de 0,1% e resultado de 0,5% em junho. O núcleo do indicador teve queda de 0,3%, sendo que a expectativa era de alta de 0,2%.

No caso da confiança do consumidor, apurado pela Universidade de Michigan, registrou 90,4 pontos, o que representa uma melhora ante os 90 pontos da pesquisa anterior e aposta de 91,0 pontos.

Sendo assim, depois de cinco dias, o Dow Jones acumulou alta de 0,2% aos 18.576,3 pontos, enquanto o S&P 500 teve avanço acumulado de 0,1% aos 2.184,05 pontos. Confira os gráficos:

 

 

Mercado Interno

O IPC-S de 07 de agosto de 2016 apresentou variação de 0,46%, 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,39% para 0,72%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item frutas, cuja taxa passou de -7,40% para -3,09%.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou -0,39%, em julho. A variação registrada em junho foi de 1,63%. Em julho de 2015, a variação foi de 0,58%. A taxa acumulada em 2016, até julho, é de 5,61%. Em 12 meses, o IGP-DI acumulou alta de 11,23%. O IGP-DI de julho foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou, em julho, variação de -0,81%. Em junho, a taxa foi de 2,10%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 0,03%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 2,68%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 16,07% para -3,09%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para a consumo, registrou variação de 0,47%, ante 1,24%, no mês anterior.

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda semana de julho. O documento apontou a redução da projeção do IPCA indo em 7,21% no ano de 2016 para 7,20%, enquanto a projeção para o final de 2017 caiu de 5,2% para 5,14%, descendo pela sexta semana consecutiva.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram estabilidade em R$ 3,30, sendo que há sete semana o valor era de R$ 3,60. Para o próximo ano, o valor ficou em R$ 3,50. No caso da Selic, a expectativa de 2016 a aposta mantida 13,50%, enquanto a de 2017 apresentou estabilidade e ficou em 11%.

O mercado melhorou a aposta do PIB de -3,24% para -3,23%. Para o ano que vem, a projeção ficou em 1,1%.

Na primeira semana de agosto, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 637 milhões, resultado de exportações de US$ 3,435 bilhões e importações de US$ 2,798 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 110,020 bilhões e as importações, US$ 81,154 bilhões, com saldo positivo de US$ 28,866 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em junho de 2016, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista nacional apresentou variações positivas de 0,1% em volume de vendas e de 0,9% para receita nominal. Com esses resultados, a média móvel trimestral para o volume de vendas, em trajetória descendente desde dezembro de 2014, mostrou variação de -0,2%, enquanto permanece no campo positivo (0,6%) para a receita nominal.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do mês de julho apresentou variação de 0,52% e ficou acima da taxa de 0,35% de junho em 0,17 ponto percentual (p.p.). Com este resultado, o acumulado no ano foi para 4,96%, bem menos do que os 6,83% registrados em igual período do ano anterior. Considerando os últimos doze meses, o índice situa-se em 8,74%, pouco abaixo dos 8,84% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2015, o IPCA registrou 0,62%.

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,20% em julho, ficando 0,82 ponto percentual abaixo da taxa de junho (1,02%). O acumulado nos últimos doze meses foi para 6,47%, resultado inferior aos 6,99% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2015 o índice havia sido 0,69%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) não registrou variação na apuração referente ao primeiro decêndio de agosto. No mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 0,55%. A apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M de agosto compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de julho.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de -0,13%, no primeiro decêndio de agosto. No mesmo período do mês de julho, o índice variou 0,47%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de 2,27% para 0,30%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,54% para 0,19%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou -0,30%, ante 0,68%, no mês anterior. A principal contribuição para este recuo partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 0,97% para -0,47%.

Em junho de 2016, o volume do setor de serviços caiu 0,5% em relação a maio, na série com ajuste sazonal, após variar 0,2% em maio e -1,3% em abril. Na comparação com junho de 2015, o setor registrou queda de 3,4%, maior variação negativa para o mês de junho da série, iniciada em janeiro de 2012. Com esses resultados, as taxas acumuladas no primeiro semestre e nos últimos 12 meses ficaram ambas em -4,9%.

Dentro deste cenário, o Ibovespa somou 1,1% aos 58.305 pontos. Confira o gráfico, além das maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana.

Maiores Altas

Ativo

Código

Último

Variação

SUZANO PAPEL

SUZB5

9,96

8,50%

WEG

WEGE3

17,16

7,99%

FIBRIA

FIBR3

19,95

7,95%

P.ACUCAR-CBD

PCAR4

52,62

6,52%

BRASIL

BBAS3

22,58

6,41%

 

Maiores Baixas

Ativo

Código

Último

Variação

CYRELA REALT

CYRE3

10,31

-10,74%

BR MALLS PAR

BRML3

13,05

-8,74%

CCR SA

CCRO3

17,60

-8,09%

MRV

MRVE3

12,60

-5,62%

EQUATORIAL

EQTL3

51,98

-5,28%

 

Mais Negociadas

Ativo

Código

Último

Volume

Segmento

PETROBRAS

PETR4

R$ 12,02

2.027.599.904,00

Exploração e/ou Refino

ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 35,87

1.390.784.384,00

Bancos

VALE

VALE5

R$ 15,44

1.324.320.752,00

Minerais Metálicos

AMBEV S/A

ABEV3

R$ 19,77

938.974.768,00

Cervejas e Refrigerantes

BRADESCO

BBDC4

R$ 29,23

880.371.536,00

Bancos

 

 

Mercado Cambial

A segunda semana de agosto foi marcada por uma maior atuação do Banco Central no mercado de câmbio em meio um cenário que estava sendo favorável à queda do dólar comercial. No entanto, na sexta-feira a moeda teve forte alta, o que levou a resultado semanal de alta de 0,6% a R$ 3,1860. Confira o gráfico:

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 12/08/2016 17:11:49

Redação

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