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Qual impacto da Selic na poupança e investimento de renda fixa?

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A Renda Fixa voltou a brilhar os olhos dos investidores com a alta da Selic. Afinal, o Banco Central elevou mais uma vez a taxa básica de juros, que agora está em 11,75% ao ano.

Por conta disso, muitos investidores começaram a se perguntar quais são os impactos que esses aumentos podem trazer para as aplicações. Principalmente para a poupança e os investimentos de renda fixa, que estão atrelados à Selic.

Essa resposta deve levar em consideração alguns fatores. Dentre eles, que o mercado e o próprio Banco Central acreditam que a taxa continuará subindo neste ano.

Este já é o nono aumento consecutivo feito pela equipe do Banco Central. E quem está pensando que a elevação da Taxa Selic vai parar por aí está muito enganado, pois um novo aumento já está previsto. E isso deve acontecer já na próxima reunião.

Com isso, aumenta o interesse pelos títulos de Renda Fixa, uma vez que seus rendimentos são atrelados à taxa Selic, ou seja, se ela sobe o retorno das aplicações faz o mesmo.

Sendo assim, espera-se que a Renda Fixa brasileira continue atraindo investidores durante todo o ano de 2022.

Onde investir em 2022

Para o head de câmbio, assessor de investimentos e sócio da Ethimos, Lucas Brigato, os investidores mais conservadores, a tendência é de boas rentabilidades ligadas à Selic e ao CDI, além de segurança para a carteira e reserva de emergência.

Já os ativos de Renda Fixa menos conservadores – crédito privado, títulos prefixados e indexados à inflação, Lucas Brigato diz que poderão ser alternativas atraentes, uma vez que o investidor não precisa correr tanto risco.

Ainda segundo o especialista, o momento também é interessante para quem busca rentabilidade superior à dos títulos públicos. Com prêmios acima do CDI ou da remuneração das NTN-B, os títulos emitidos por bancos são uma boa alternativa.

Como fica a poupança com a alta da Selic?

Com o novo valor da taxa em 11,75% ao ano, as aplicações que estão atreladas à Selic podem voltar a ser mais atrativas. Isso significa que esses investimentos vão começar a gerar uma rentabilidade maior.

Com a Selic sofrendo aumentos constantes, o rendimento dos investimentos também acabam sofrendo alterações

A poupança não fica para trás, já que o mesmo acontece com ela.

Segundo estimativa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), ao site G1, com a Selic de 11,75% ao ano, a poupança renderá aproximadamente 0,60% ao mês — o que representa uma rentabilidade de 7,44% ao ano (já inserindo no cálculo da variação da TR).

Simulação da poupança com a nova alta da Selic

Veja abaixo simulações da Anefac para depósitos na poupança num prazo de 12 meses, considerando a manutenção da Selic no patamar de 11,75% ao ano. Os valores foram feitos de acordo com valores de aplicação. São eles:

  • 1 mil: rendimento de R$74,40 em 12 meses, totalizando R$1.074,40;

Quais os melhores investimentos de renda fixa para este cenário da Selic?

Mesmo com a poupança rendendo um pouco mais, ela ainda não é uma boa opção quando comparada com outros ativos como CDBs e Tesouro Direto, que possuem uma liquidez diária.

Um exemplo disso é que a renda pós-fixada vai começar a oferecer uma maior atratividade nos próximos meses. Por esse motivo, pode ser que passe a valer a pena aumentar a exposição no investimento. 

E a renda fixa atrelada à inflação também é uma boa alternativa de investimento. Mas é importante estar atento ao cenário, principalmente para o próximo ano.

+ Tesouro Direto: saiba qual a melhor opção para você

Mas por que motivo escolher por esse tipo de investimento? Isso porque o momento conta com várias incertezas, tal qual a eleição presidencial – que se aproxima.

Através dos indicadores de emissão de títulos pós-fixados, uma saída pode ser ir atrás de papéis que estejam ligados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso pode te ajudar a garantir que o valor investido não sofra com perda no poder de compra.

+ Tesouro Selic ou IPCA: qual a melhor opção para investir

Quais são os tipos de títulos do Tesouro Direto

Para te ajudar, saiba que existem três tipos de títulos públicos à venda no Tesouro Direto: prefixados, pós-fixados e híbridos. Confira!

  • Prefixados: no momento da compra, você sabe exatamente quanto vai receber de retorno, desde que faça o resgate apenas no vencimento do título;
  • Pós-fixados: você conhece os critérios de remuneração, mas só saberá o retorno total do investimento no momento do resgate. Isso porque os papéis são atrelados a um indexador que pode variar;
  • Híbridos: títulos que têm parte da remuneração definida no momento da compra e o restante atrelado à variação da inflação.

Os pós-fixados são aqueles indexados à taxa Selic e que podem ser impactados com todo esse cenário, ainda mais com as oscilações e cenários desfavoráveis.

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