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Índice de Clima Econômico da América Latina fica estável em janeiro, mostra FGV

Escrito por: Redação em 21 de fevereiro de 2011

Em janeiro de 2011, o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina – elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV – ficou estável, em 5,8 pontos, na comparação com o resultado da pesquisa anterior, realizada em outubro de 2010. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 0,1 ponto (de 5,8 para 5,9 pontos) e o Índice de Expectativas (IE) reduziu-se na mesma magnitude, ao passar de 5,8 para 5,7 pontos. Na comparação com uma base média de 1999/2008, o ICE ficou 13% acima, o ISA, 24%, e o IE, 4%.

 

No mundo, o ISA e o IE aumentaram, respectivamente, de 5,1 para 5,5 pontos e de 5,8 para 6,3 pontos, o que levou a um ICE de 5,9 pontos em janeiro de 2011 – acréscimo de 0,4 ponto em relação a outubro de 2010. Os indicadores mostram que os Estados Unidos estão em plena recuperação. O IE deste país passou de 6,8 para 7,9 pontos e da ISA de 2,9 para 4,8 pontos, levando a um aumento de 4,9 para 6,4 no ICE. Na União Européia a evolução foi mais modesta no ICE, de 5,3 para 5,6 pontos, dada a diversidade de resultados das grandes economias. Na Alemanha, por exemplo, o ICE melhorou (6,7 para 7,1 pontos) e no Reino Unido piorou (4,9 para 4,7 pontos).

 

No grupo dos BRICs, a Índia registrou queda de 1,1 ponto no ICE (7,9 para 6,8 pontos) e o Brasil de 0,1 ponto (de 6,8 para 6,7 pontos). A Rússia manteve o mesmo ICE de outubro de 2010, 5,7 pontos, e a China registou uma pequena melhora (5 para 5,2 pontos) impulsionada pelo aumento no ISA e no IE.

 

A sondagem mostrou um aumento da taxa de inflação mundial no ano de 2011 de 3,1% para 3,4% na comparação entre as previsões de outubro de 2010 e janeiro de 2011. Na comparação das regiões, o grupo de países da Comunidade dos Estados Independentes registrou a maior taxa (9,6%, sendo a da Rússia de 9,1%), seguido da América Latina (7,9%) e África (7,3%). Expectativas de aumento na taxa de juros estão associados a essa tendência.

 

No conjunto dos 11 países cujos resultados são divulgados, seis registraram aumento no índice de clima econômico (Chile, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai). No Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, a melhora foi consequência de um aumento do ISA e do IE. No Equador e México, as expectativas não mudaram em relação a outubro.

 

O ICE da Bolívia caiu em 1,4 ponto e da Venezuela, em 0,7 ponto. São os dois únicos países do conjunto aqui analisado que apresentaram ICE abaixo de 5 (situação desfavorável).

 

Na Argentina e no Brasil, o índice de expectativas ficou igual ao da sondagem anterior, 5,0 para o primeiro e 5,7 pontos para o segundo. Nos dois países, há uma queda de 0,2 ponto na situação atual. No entanto, o Brasil continua numa situação mais favorável que a Argentina. O ICE do Brasil foi de 6,7 pontos e da Argentina, de 5,8 pontos.

 

No Brasil, o ICE vem caindo desde janeiro de 2010, quando alcançou 7,8 pontos. Depois passou para 7,3 pontos (sondagens de abril e julho) e caiu novamente para 6,8 pontos, em outubro de 2010. No início de janeiro de 2011, quando foi realizada a sondagem, tomou posse um novo governo no país. A pequena queda no índice, com as expectativas inalteradas, sugere que os especialistas estão “relativamente neutros”. Vale ressaltar que a coleta de dados para a sondagem ocorreu antes do anúncio de cortes orçamentários feito pelo governo em fevereiro.

 

Apenas no México, Uruguai e Venezuela é esperada uma queda na taxa de inflação. Na Venezuela, porém, a inflação continua elevada – previsão de 30%. A Argentina é o país com a segunda maior taxa e acelerando de 24,8% para 27,1%. No Brasil, a sondagem previu um aumento de 4,9% para 5,5%.

 

No ranking realizado pela comparação dos ICEs dos últimos 4 trimestres, o Uruguai passou de segundo para pimeiro lugar, trocando de posição com o Peru. Brasil troca de posição com o Chile e cai do terceiro para o quarto lugar. Argentina, México e Bolívia permanecem na mesma posição – sétima, oitava e nona, respectivamente. Equador e Venezuela são os últimos do ranking.

 

 

Nesta edição da pesquisa, foi realizada uma enquete sobre o tema da “guerra cambial” e seus possíveis desdobramentos. Cerca de 70% dos especialistas em todas as regiões consideraram que essa questão prenuncia o risco de medidas protecionistas comerciais. Na América Latina, esse tema é avaliado com pesos diferenciados entre os países. No Brasil, Colômbia, Chile e México, 92% dos entrevistados concordam que existe um risco muito elevado de se adotar este tipo de medida.No outros países, esse percentual cai para 78%.

 



Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
21/02/2011 08:38:32

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Redação

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