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Indice de Preços ao Produtor (IPP) varia 0,52% em junho

Escrito por: Redação em 29 de julho de 2016


São Paulo, 29/07 (Enfoque) –

Período

 
Taxa
JUNHO 2016
0,52%
Maio 2016
0,90%
Junho 2015
0,47%
Acumulado no ano
-0,08%
Acumulado em 12 meses
5,67%

Em junho, os preços da indústria geral variaram, em média, 0,52% em relação ao mês anterior, resultado inferior ao observado em maio (0,90%). O acumulado no ano ficou em -0,08% em junho, contra -0,60% em maio. O acumulado em 12 meses ficou em 5,67%, contra 5,62% em maio. Entre as 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, 11 apresentaram variações positivas de preços, contra 10 do mês anterior.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas, ou seja, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis). A publicação completa do IPP pode ser acessada no link http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/ipp/default.shtm


Tabela 1
Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Seções – Últimos três meses

 
Indústria Geral e Seções Variação
M/M-1 Acumulado Ano M/M-12
ABR/16
MAI/16
JUN/16
ABR/16
MAI/16
JUN/16
ABR/16
MAI/16
JUN/16
Indústria Geral
-0,34
0,90
0,52
-1,49
-0,60
-0,08
4,67
5,62
5,67
B – Indústrias Extrativas
13,35
11,37
-1,72
2,88
14,58
12,62
-6,57
7,86
1,55
C – Indústrias de Transformação
-0,70
0,59
0,60
-1,62
-1,03
-0,44
5,04
5,54
5,81
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria.

Na comparação junho 2016/maio 2016, as quatro maiores variações de preços ocorreram em alimentos (2,71%), fumo (-2,35%), outros equipamentos de transporte (-2,29%) e indústrias extrativas (-1,72%). Nesse indicador, os setores de maior influência foram: alimentos (0,56 p.p.), refino de petróleo e produtos do álcool (0,16 p.p.), outros equipamentos de transporte (-0,06 p.p) e indústrias extrativas (-0,05 p.p.).

No acumulado no ano, as quatro maiores variações de preços ocorreram em indústrias extrativas (12,62%), outros produtos químicos (-7,90%), outros equipamentos de transporte (-7,12%) e minerais não-metálicos (-6,16%). Nesse indicador, os setores de maior influência foram: alimentos (1,18 p.p.), outros produtos químicos (-0,84 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-0,53 p.p.) e indústrias extrativas (0,35 p.p.).

Na comparação junho 2016/junho 2015, as quatro maiores variações de preços ocorreram em alimentos (19,63%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (14,35%), impressão (11,48%) e fumo (10,95%). Nesse indicador, os setores de maior influência foram: alimentos (3,68 p.p.), veículos automotores (0,47 p.p.), outros produtos químicos (-0,43 p.p.) e borracha e plástico (0,23 p.p.).

Em junho de 2016, a variação de preços de 0,52% frente a maio repercutiu da seguinte maneira entre as Grandes Categorias Econômicas: -0,70% em bens de capital; 0,74% em bens intermediários; e 0,49% em bens de consumo, sendo que 0,13% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 0,60% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Do resultado da indústria geral, 0,52%, a influência das Grandes Categorias Econômicas foi a seguinte: -0,06 p.p. de bens de capital, 0,41 p.p. de bens intermediários e 0,17 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,16 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,01 p.p. nos bens de consumo duráveis.


Tabela 4
Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Grandes Categorias Econômicas – Últimos três meses

 
Indústria Geral e Seções Variação (%)
M/M-1 Acumulado Ano M/M-12
ABR/16
MAI/16
JUN/16
ABR/16
MAI/16
JUN/16
ABR/16
MAI/16
JUN/16
Indústria Geral
-0,34
0,90
0,52
-1,49
-0,60
-0,08
4,67
5,62
5,67
Bens de Capital (BK)
-1,31
-0,39
-0,70
-0,34
-0,73
-1,42
7,73
6,92
5,04
Bens Intermediários (BI)
-0,09
1,20
0,74
-3,08
-1,92
-1,20
2,36
4,04
3,97
Bens de consumo(BC)
-0,50
0,76
0,49
0,83
1,59
2,09
7,73
7,87
8,65
Bens de consumo duráveis (BCD)
-0,62
0,46
0,13
1,24
1,71
1,84
3,57
3,21
3,50
Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND)
-0,46
0,85
0,60
0,71
1,56
2,17
9,07
9,38
10,32
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria.

Na perspectiva do acumulado no ano (mês atual contra dezembro do ano anterior), as variações de preços da indústria acumularam, até junho, variação de -0,08%, sendo -1,42% a variação de bens de capital (com influência de -0,12 p.p.), -1,20% de bens intermediários (-0,68 p.p.) e 2,09% de bens de consumo (0,72 p.p.). No último caso, este aumento foi influenciado em 0,15 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e 0,57 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Na taxa anual (junho 2016/junho 2015), a variação de preços da indústria alcançou, em junho, 5,67%, com as seguintes variações: bens de capital, 5,04% (0,44 p.p.); bens intermediários, 3,97% (2,26 p.p.); e bens de consumo, 8,65% (2,97 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,29 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 2,68 p.p.

11 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços

Entre as 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, 11 apresentaram variações positivas de preços, contra 10 do mês anterior. A seguir, destacamos alguns setores:

Indústrias extrativas: em junho, os preços do setor apresentaram variação negativa
(-1,72%), em relação ao observado no mês anterior. Com essa variação negativa, quebrou-se uma sequência de três meses de alta observada nos preços da atividade. Em termos de influência, foi a segunda maior influência negativa (-0,05 p.p) sobre o indicador mensal da indústria. O acumulado no ano recuou de 14,58%, em maio, para 12,62%, em junho. Ainda assim, foi a maior variação acumulada entre todas as atividades pesquisadas. A variação dos preços do setor no ano teve a segunda maior influência positiva (0,35 p.p.) observada para a indústria, em 2016. Na comparação do mês atual com o mesmo mês do ano anterior, houve variação positiva de 1,55%. A variação negativa dos preços da atividade foi motivada, principalmente, pela recente queda de preços internacionais do “minério de ferro”, após um breve período de recuperação dos mesmos em meses anteriores.

Alimentos: Os preços do setor, na passagem de maio para junho, tiveram variação positiva de 2,71%, um pouco abaixo da observada entre abril e maio (2,84%). Com esse resultado, o acumulado saltou de 3,09% (maio) para 5,89% (junho). Na comparação entre junho de 2016 e junho de 2015, os preços atuais são 19,63% maiores que os do ano passado – resultado que, para o mês de junho, é o maior da série (que teve início em dezembro de 2010). Na comparação junho/maio, há um destaque para o leite, sendo que, entre as quatro maiores variações, três produtos são derivados do leite in natura (“leite esterilizado / UHT / Longa Vida”, “leite em pó, blocos ou grânulos” e “leite pasteurizado, inclusive desnatado”). Desses três produtos, “leite esterilizado / UHT / Longa Vida” sobressai entre as maiores influências, acompanhado, na lista das quatro maiores influências, por “resíduos da extração de soja” (o quarto produto entre as maiores variações), “açúcar cristal” e “arroz descascado branqueado, parbolizado ou não”. A influência desses quatro produtos foi de 2,66 p.p., na variação de 2,71%, o que significa que a influência dos outros 39 produtos selecionados para o setor foi de 0,05 p.p. Vale pontuar que a variação observada em junho faz com que o setor de alimentos figure como a maior variação positiva de preços entre todos os setores das indústrias extrativas e de transformação e também seja a maior influência nos três indicadores calculados nessa análise (0,56 p.p. em 0,52% na perspectiva do M/M-1; 1,18 p.p. em -0,08%, no acumulado; e 3,68 p.p. em 5,67%, no M/M-12).

Refino de petróleo e produtos de álcool: em junho, depois de seis resultados negativos na comparação M/M-1, os preços do setor tiveram variação de 1,61%. Mesmo assim, observa-se uma variação acumulada negativa até junho, -5,02% (contra -6,55% em maio). Por fim, na perspectiva do M/M-12, os preços de junho de 2016 estão maiores em 1,27% aos de junho de 2015 – nessas comparações entre o mês de 2016 e o mesmo mês de 2015, o resultado de junho é o segundo menor (em maio havia sido 0,09%). As variações de preços observadas no setor se explicam por um lado pelo aumento do preço de “álcool etílico (anidro ou hidratado)” – entresssafra em um ambiente em que o preço internacional do açúcar está em alta – e por outro pelo aumento de preços de produtos de menor peso no cálculo do índice do setor (“naftas”, que é o quarto produto de maior peso, “querosenes de aviação” e “óleos lubrificantes básicos”

Outros produtos químicos: a indústria química registrou no mês de junho uma variação positiva de preços de 0,25% em relação a maio, mantendo pelo segundo mês consecutivo uma situação de elevação de preços, mas que mesmo assim não foi suficiente para reverter a variação acumulada de preços no ano de -7,90% e de -3,98%, nos últimos 12 meses. O cenário da indústria química dos produtos petroquímicos básicos e intermediários para plastificantes, resinas e fibras é ligado aos valores internacionais, aos custos associados à energia elétrica, à compra de matérias-primas importadas, à cotação do dólar (depreciação da moeda americana frente ao Real de 11,5% no acumulado do ano) e aos preços da nafta, produto com queda de preços no acumulado do ano e na comparação maio de 2016 contra maio de 2015, o que também explica em parte a redução dos preços do setor nestes períodos.

Borracha e plástico: o destaque dado ao setor nessa análise se deve ao fato de, na perspectiva do M/M-12, a variação observada a coloca como a quarta maior influência (0,23 p.p. em 5,67%) entre todas as atividades das indústrias extrativas e de transformação. Na comparação junho 2016/junho 2015, os preços do setor variaram em média em 6,80%. Não sendo destaque, a variação dos preços na passagem de maio para junho foi de 0,02%, com o que o setor acumula 0,27% de aumento médio de preços.

Veículos automotores: Em junho, na comparação com maio, os preços do setor tiveram variação de -0,01% e, com isso, o acumulado chegou a 1,36%. O motivo de se dar destaque ao setor nessa análise – além de ser um dos setores de maior peso no conjunto das indústrias extrativas e de transformação – está no fato de ser a segunda maior influência no M/M-12 (0,47 p.p. em 3,68%). Essa influência é derivada da variação de 4,30% ocorrida entre junho de 2015 e junho de 2016, explicada em grande parte pelos aumentos observados em setembro de 2015 (1,14%) e janeiro de 2016 (2,13%, a maior da série). Não por coincidência, já que é o produto de maior peso, a variação de preços de “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência” é o maior destaque da influência na perspectiva do M/M-12.

Outros equipamentos de transporte: em junho, os preços de outros equipamentos de transporte apresentaram variação negativa (-2,29%) em relação ao mês anterior. Com esse resultado, o indicador mensal completou cinco meses consecutivos de variação negativa. O acumulado do ano ficou em -7,12%. Com relação aos últimos 12 meses (M/M-12), o indicador ficou em 9,01%. A variação mensal dos preços do setor teve a maior influência negativa (-0,06 p.p.) observada para a indústria geral. Destacaram-se sobre o indicador mensal “aviões de peso superior a 2.000 kg”.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 29/07/2016 09:02:39

Redação

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