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Indústria cai em oito dos 14 locais pesquisados em maio


São Paulo, 07/07 (Enfoque) –

Com a variação nula (0,0%) da atividade industrial nacional na passagem de abril para maio de 2016, série com ajuste sazonal, oito dos 14 locais pesquisados apontaram taxas negativas. Os recuos mais intensos ocorreram no Paraná (-3,5%), Goiás (-2,3%), Pará (-1,9%) e São Paulo (-1,6%).

Com esses resultados, o primeiro local apontou a segunda queda consecutiva, acumulando redução de 4,3%; o segundo eliminou o avanço de 1,5% registrado no mês anterior; o terceiro mostrou perda de 6,4% nos últimos três meses; e o último devolveu parte do ganho de 3,6% acumulado nos meses de março e abril. Pernambuco (-1,1%), Minas Gerais (-0,9%), Bahia (-0,3%) e Rio de Janeiro (-0,1%) completaram o conjunto de locais com índices negativos.

Amazonas (16,2%) apontou o resultado positivo mais acentuado nesse mês e eliminou a queda de 12,5% verificada no mês anterior. As demais taxas positivas foram assinaladas por Rio Grande do Sul (4,4%), Espírito Santo (3,8%), região Nordeste (1,6%), Ceará (1,4%) e Santa Catarina (0,1%).

Indicadores Conjunturais da Indústria
Resultados Regionais
Maio de 2016

Locais Variação (%)
Maio 2016/
Abril 2016*
Maio 2016/
Maio 2015
Acumulado
Janeiro-Maio
Acumulado nos
Últimos 12 Meses
Amazonas
16,2
-6,3
-18,8
-17,5
Pará
-1,9
7,8
9,6
4,7
Região Nordeste
1,6
0,3
-3,2
-2,3
Ceará
1,4
-2,3
-5,8
-8,5
Pernambuco
-1,1
-3,8
-18,7
-10,4
Bahia
-0,3
-2,9
1,2
-2
Minas Gerais
-0,9
-7,2
-9,4
-8,3
Espírito Santo
3,8
-18,9
-21,6
-11,2
Rio de Janeiro
-0,1
-7,6
-9,5
-9,1
São Paulo
-1,6
-5,8
-9,8
-11,5
Paraná
-3,5
-11
-8,9
-9,4
Santa Catarina
0,1
-6,2
-7,3
-8
Rio Grande do Sul
4,4
-3,6
-6,2
-10,2
Mato Grosso
14,6
7,4
5,5
Goiás
-2,3
-8,5
-8,1
-2,9
Brasil
0
-7,8
-9,8
-9,5
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
* Série com Ajuste Sazonal
 

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou expansão de 0,6% no trimestre encerrado em maio frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014. Em termos regionais, dez locais mostraram taxas positivas, com destaque para os avanços mais acentuados assinalados por Amazonas (6,7%), Pernambuco (3,9%), região Nordeste (2,3%), Bahia (1,4%), Rio de Janeiro (0,8%), Minas Gerais (0,7%) e São Paulo (0,7%). Pará (-2,2%) e Goiás (-1,1%) registraram os principais recuos em maio de 2016.

Em relação a maio de 2015, indústria recuou em 12 dos 15 locais pesquisados

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 7,8% em maio, com 12 dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. Maio de 2016 (21 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (20). Nesse mês, os recuos mais intensos foram registrados por Espírito Santo (-18,9%) e Paraná (-11,0%), pressionados pela queda na produção dos setores de indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleos combustíveis, óleo diesel, álcool etílico e gasolina automotiva), no segundo.

Goiás (-8,5%) também apontou resultado negativo mais acentuado do que a média nacional (-7,8%), além do Rio de Janeiro (-7,6%), Minas Gerais (-7,2%), Amazonas (-6,3%), Santa Catarina (-6,2%), São Paulo (-5,8%), Pernambuco (-3,8%), Rio Grande do Sul (-3,6%), Bahia (-2,9%) e Ceará (-2,3%).

Mato Grosso (14,6%) e Pará (7,8%) assinalaram os avanços mais elevados em maio de 2016, impulsionados pelo comportamento positivo vindo de produtos alimentícios (carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, óleo de soja em bruto e tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), no primeiro local; e de indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto), no segundo. A região Nordeste, com ligeiro acréscimo de 0,3%, completou o conjunto de locais com taxas positivas nesse mês.

No acumulado do ano, indústria recuou em 12 dos 15 locais

No indicador acumulado para o período janeiro-maio de 2016, frente a igual período do ano anterior, a redução na produção nacional alcançou 12 dos 15 locais pesquisados, com três recuando com intensidade superior à média nacional (-9,8%): Espírito Santo (-21,6%), Amazonas (-18,8%) e Pernambuco (-18,7%).

São Paulo (-9,8%), Rio de Janeiro (-9,5%), Minas Gerais (-9,4%), Paraná (-8,9%), Goiás (-8,1%), Santa Catarina (-7,3%), Rio Grande do Sul (-6,2%), Ceará (-5,8%) e região Nordeste (-3,2%) completaram o conjunto de locais com resultados negativos no índice acumulado em 2016. Nesses locais, o menor dinamismo foi influenciado por fatores relacionados à diminuição na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para equipamentos de transportes – caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias); bens intermediários (autopeças, produtos de minerais não-metálicos, produtos têxteis, produtos siderúrgicos, produtos de metal, petroquímicos básicos, resinas termoplásticas e defensivos agrícolas); bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da “linha branca” e da “linha marrom”, motocicletas e móveis); e bens de consumo semi e não-duráveis (calçados, produtos têxteis, vestuário e bebidas).

Pará (9,6%), Mato Grosso (7,4%) e Bahia (1,2%) assinalaram os avanços no índice acumulado no ano, impulsionados pelo comportamento positivo vindo de indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto), no primeiro local; de produtos alimentícios (carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, óleos de soja em bruto e tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja), no segundo; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel e gasolina automotiva) e metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre), no último.

No acumulado em 12 meses, indústria recuou em 13 dos 15 locais

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com a queda de 9,5% em maio para o total da indústria, praticamente repetiu o recuo de 9,6% registrado em março e abril últimos, quando assinalou a perda mais intensa desde outubro de 2009 (-10,3%). Em termos regionais, 13 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas em maio, mas dez apontaram maior dinamismo frente ao índice de abril.

Os principais ganhos de ritmo entre abril e maio foram registrados por Mato Grosso (de 3,6% para 5,5%), Ceará (de -9,3% para -8,5%), Rio Grande do Sul (de -10,9% para -10,2%), São Paulo (de -12,1% para -11,5%) e Pará (de 4,1% para 4,7%), enquanto Espírito Santo (de -8,6% para -11,2%) mostrou a maior perda entre os dois períodos.

(por Oscar Brandtneris)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 07/07/2016 10:01:16

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