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Investimentos para profissionais liberais ou autônomos

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Com a veia empreendedora cada vez mais aflorada no mundo atual, o número de profissionais que trabalham por conta própria só aumenta. E não ter a carteira assinada não é motivo para não ter uma aplicação ou poupar. Pelo contrário, você tem ainda mais motivos para ter a sua reserva de segurança. Investimentos para profissionais liberais ou autônomos vão depender de um planejamento financeiro e, claro, do seu perfil de investidor.

Segundo a Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL), a explicação amplamente utilizada para profissional liberal é a de profissionais que trabalham por conta própria, sem patrões. Exemplos seriam médicos, advogados, engenheiros, entre outros profissionais que teriam seus consultórios e escritórios próprios.

A CNPL, entretanto, diz que está mais de acordo com outra definição. Nesse caso, diz respeito aos profissionais:

“que podem exercer com liberdade e autonomia a sua profissão, decorrente de formação técnica ou superior específica, legalmente reconhecida, formação essa advinda de estudos e de conhecimentos técnicos e científicos. O exercício de sua profissão pode ser dado com ou sem vínculo empregatício específico, mas sempre regulamentado por organismos fiscalizadores do exercício profissional”.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) realizou de julho de 2015 a abril de 2016, a “Pesquisa sobre Conhecimento Financeiro, Perfil de Investimento e Fatores de Personalidade”, em que traça possíveis relações entre traços de personalidade, perfil de investimentos e conhecimento financeiro.

Dos 3.305 indivíduos entrevistados, o profissional liberal apareceu em 7º lugar em Ocupação, correspondendo a 3,7% dessa base de respondentes. Outro dado curioso, e que permanece verdadeiro ainda hoje, é a preferência pela renda fixa. Do total, 59% aplica na poupança, seguido por 20,5% na previdência privada e 16,7% nos fundos de investimento.

investimentos para profissionais liberais
Investimentos para profissionais liberais vão depender do perfil de investidor e o planejamento financeiro

Como escolher um investimento?

A Anbima, em seu site educativo Como Investir, divide o processo em Planeje, Entenda, Escolha e Acompanhe. Como falamos acima, a parte de planejamento é essencial para qualquer pessoa que quer começar a investir. Planejar o orçamento é o primeiro passo para decidir quais são os melhores investimentos para profissionais liberais ou autônomos.

Seguindo as dicas da Anbima, em primeiro lugar você deve fazer um mapeamento. Para entender suas finanças, deve listar todas as receitas e todos os gastos e subtrair, para chegar ao total da sua saúde financeira.

Se você ganha mais do que gasta, já pode começar a planejar seu investimento. Se a receita é igual ao valor dos gastos, precisa ficar atento em como ter um resultado positivo. Se o caso é o saldo vermelho, precisa reestruturar-se antes de tudo.

Na parte de reestruturação, você deve considerar os gastos fixos, os variáveis que vêm todo mês em valores diferentes, os extras e os livres. Veja o que você pode reduzir de gastos fixos e variáveis. Depois parta para os livres, que costumam ser pequenos custos de lazer. No aperto, o melhor a fazer é ajustar onde você puder.

Agora parta para o planejamento em si. Estabeleça um valor para cada despesa, programe-se para gastos extras e então defina o valor mensal para ser aplicado. A dica da Anbima pé não esperar sobrar dinheiro para guardar. Ao contrário disso, assim que receber já destine parte do valor para os investimentos.

Agora que você planejou e destinou os valores necessários para cada gasto e o investimento, qual é o seu objetivo financeiro? Isso influencia também em qual investimento escolher mesmo sendo um profissional liberal. O investimento precisa ser a curto prazo ou você pode aplicar por mais algum tempo e tentar ter uma rentabilidade maior? Pense nisso.

Quais são os investimentos para profissionais liberais?

Definir o seu perfil de investidor é o próximo passo: conservador, moderado ou agressivo. Agora, se você não dispõe de muito dinheiro para aplicar, talvez ir mesmo na opção da renda fixa possa ser a opção mais indicada, por oferecer menos riscos. Entenda que não necessariamente são os maiores rendimentos, mas são os mais seguros.

Segundo a Anbima, há três tipos de riscos que você deve considerar ao escolher um investimento.

– Risco de mercado: inclui perder dinheiro ou receber menos do que poderia ter recebido em outro investimento.
– Risco de crédito: relacionados à capacidade da instituição financeira pagar os rendimentos.
– Risco de liquidez: relacionados à rapidez com a qual a instituição conseguirá devolver o dinheiro, quando for solicitada.

Embora a poupança seja ainda a principal modalidade escolhida pelos brasileiros, investir em renda fixa ainda é uma opção mais segura que pode oferecer uma rentabilidade um pouco maior. Lembre-se que você deve conhecer os produtos do mercado financeiro antes de escolher em qual vai aplicar.

Para ganhar dinheiro com a renda fixa, você precisa ficar por dentro do que envolve essa modalidade. Esse é um investimento mais previsível e você pode se planejar melhor. Isso porque no momento da contratação, você já consegue dimensionar a remuneração final. Esse valor será composto pelo valor investido e os juros do período em que você manteve seu dinheiro aplicado.

Os exemplos de renda fixa são CDB (Certificado de Depósito Bancário), CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), Debêntures, LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LF (Letra Financeira).

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Redação
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