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Confira como ficam os investimentos com a Selic a 9,25%

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Moedas empilhadas em cima de um gráfico
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O Banco Central (BC) elevou a taxa Selic em 1,5 ponto percentual para 9,25% ao ano. Com a alta, mudam os rendimentos das principais aplicações de renda fixa, além de alterar a regra da poupança.

Essa alta é mais um passo da autoridade monetária no combate à inflação. Afinal, o IPCA-15 de 12 meses chegou a 10,73% pela última aferição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por conta disso, entrevistamos o coordenador do MBA em gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, que explica quais são as melhores opções neste cenário de alta da taxa de juros. Leia o artigo e veja o que o especialista diz.

Renda fixa fica mais atrativa com a alta da Selic?

O professor da FGV, Ricardo Teixeira, diz que apesar da alta da taxa Selic, a renda fixa só voltará a ser atrativa quando estiver bem maior que a inflação. Hoje, segundo ele, nessa aplicação segura, você pode empatar com a inflação ou perder.

“É claro que é necessário ter uma aplicação conservadora para a reserva de emergência, mas quem quer multiplicar o dinheiro tem que ir também para o mercado onde possa ganhar mais”, frisa Teixeira.

O especialista cita que a poupança, por exemplo, neste novo cenário rende apenas 0,5% ao mês mais a TR. “O mesmo acontece com o Tesouro Selic (LFT), dos fundos DI e dos títulos bancários mais rentáveis, como os CDB, LCI e LCA pós-fixados”, destaca Teixeira.

+ 4 passos para montar uma carteira de fundos de investimentos

Contudo, Teixeira ressalta que a renda fixa pós-fixada é a que vai oferecer maior atratividade nos próximos meses.

“Vale a pena aumentar exposição, principalmente para quem tem perfil mais conservador. Uma boa aposta é o CDBs com liquidez diária”, destaca o professor da FGV.

Portanto, a renda fixa atrelada à inflação é a melhor opção, diz Teixeira. Ele, entretanto, lembra ainda que é importante diversificar em investimentos que paguem Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais uma taxa.

“Tesouro Selic e os fundos DI estão remunerando melhor que antes, é necessário fazer o cálculo da rentabilidade real”, pondera o especialista.

Vale sair da renda variável?

Não vale! Ricardo Teixeira destaca que não se deve mudar todos os investimentos para renda fixa porque pode-se acabar perdendo boas oportunidades.

De acordo com ele, fundos multimercados, por exemplo, são uma classe atemporal, continuam interessantes.

Além disso, Teixeira sugere que parte da carteira deve ser em ativos dolarizados, se tiver perfil para isso. Podem ser empresas exportadoras, fundos internacionais e BDRs.

“Ou seja, Fundos internacionais, BDRs (recibos de ações estrangeiras negociados na B3) e ETFs (fundos negociados na bolsa) são alternativas simples para você acessar investimentos fora do país”, explica.

Quando o assunto são os títulos públicos, a preferência dos especialistas é por papéis de prazo mais curto

O que esperar para 2022?

Com base em seu comunicado, o BC deve seguir elevando a taxa básica de juros nas próximas reuniões do início do ano que vem. Especialmente por conta do tom majoritariamente mais duro contra a inflação usado na comunicação.

Diante de tudo isso, é esperado que a Selic chegue em 11,50% ao ano em março de 2022. Onde deve ficar até o final do ano, quando deve haver espaço para que ela possa ser reduzida gradualmente (com a inflação cedendo).

A Ativa Investimentos também prevê uma Selic de 12,25% até pelo menos o fim de 2022. Já a MAG projeta juros de 12,25% e diz que as projeções do Focus devem subir depois do comunicado do Copom.

Em relação a inflação, a projeção do IPCA subiu de 10,15% para 10,18% para 2021, na 35ª revisão consecutiva para cima. Por conseguinte, para 2022, a estimativa avançou mais uma vez, de 5,00% para 5,02%. Para o ano seguinte, ela subiu de 3,42% para 3,50%.

Para não ter erro, antes de aplicar qualquer quantia, analise seu perfil de investidor e conheça melhor sobre o mercado financeiro com os artigos do FinanceOne.

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Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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