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Investimentos sustentáveis: o que são e por que considerá-los?

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Os investimentos sustentáveis se destacam cada vez mais no mercado financeiro. Reflexo do aumento com as preocupações sociais a respeito da preservação dos recursos naturais.

Afinal, eles são feitos em empresas que trabalham com foco em responsabilidade social e sustentabilidade. Para tanto, os negócios precisam seguir as premissas de Environmental, Social e Governance (ESG), ou ambiental, social e governança (ASG).

Isso aumenta a atração de consumidores, que observam as condições da companhia antes de comprar. Consequentemente, aumentam o potencial da empresa. Seguindo a mesma tendência, muitos investidores preferem se vincular a esse tipo de companhia.

O segmento de já chega a US$31 trilhões, o que representa 36% do total de ativos financeiros sob gestão no mundo, segundo o Global Sustainable Investment Alliance.

No Brasil, dados mostram que startups brasileiras com soluções para as melhores práticas ambientais, sociais e de governança receberam investimentos da ordem de US$991 milhões desde 2011.

Dados do estudo Inside ESG Tech Report, produzido pela plataforma de inovação aberta Distrito.

Quais são as características do ESG?

Os investimentos sustentáveis devem contar com características que cumpram os requisitos ESG. Então é importante compreender como elas funcionam para conseguir identificar as alternativas que cumprem as exigências. São elas:

  • meio ambiente: redução de exploração de matérias-primas ou eliminação de poluentes, desenvolvimento de políticas de proteção, investimentos no cuidado com a natureza, etc;
  • social: preocupação com segurança do trabalho, remuneração adequada para os profissionais, atenção ao bem-estar profissional, entre outros;
  • governança: transparência na apresentação de informações, gestão qualificada, diversidade e representatividade no conselho administrativo, por exemplo.

Como funcionam os investimentos ESG?

Os investimentos sustentáveis funcionam como via de mão-dupla no mercado financeiro.

Ao mesmo tempo que sua existência impõe certa pressão para que as empresas de capital aberto se preocupem com fatores além do lucro, também serve de ponteiro para direcionar os investimentos dos acionistas.

Um exemplo da dimensão que o ESG vem tomando pode ser demonstrado em números. De acordo com a Forbes, existem mais de 500 fundos de índice focados em sustentabilidade apenas nos EUA, com mais de US$250 bilhões em ativos.

Impulsionada, em especial, pela pandemia da Covid-19, estima-se ainda que, a nível mundial, os ativos globais em fundos ESG ultrapassem a barreira dos US$53 trilhões até 2022.

Cresce em todo o mundo interesse por investimentos sustentáveis

Quais os principais índices dos investimentos sustentáveis na B3?

Na B3, existem alguns índices que buscam efetivamente reunir apenas as empresas que aplicam boas práticas e políticas de sustentabilidade, além de se posicionarem sobre questões sociais e que também investem em melhores ações de governança corporativa.

Outro fator que vale a pena destacar é que, no Brasil, existem fundos ESG passivos, conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds).

São fundos com uma missão semelhante: direcionar capital para empresas engajadas em boas práticas ambientais, sociais e de governança.

Os principais índices ESG da bolsa:

1 – Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3)

O ISE B3 é uma das iniciativas pioneiras na América Latina e um dos primeiros índices criados no mundo para a perspectiva da sustentabilidade.

O índice é operado pela B3. Trata-se de uma ferramenta que analisa dados de performance sustentável de uma empresa, tendo como base quatro pilares: eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

2 – Índice de Governança Corporativa (IGCT)

O IGCT tem como objetivo reunir empresas mais engajadas com o pilar de governança corporativa. Ou seja, players que efetivamente buscam melhorar sua gestão de modo a impactar positivamente a sociedade, seus acionistas, seus consumidores e colaboradores.

São empresas comprometidas a serem mais transparentes, que fazem parte da B3 e estão listadas em alguns segmentos específicos, como Novo Mercado ou nos Níveis 1 ou 2.

3 – Índice S&P/B3 Brasil ESG

Lançado em 2020 pela B3, o Índice S&P/B3 Brasil ESG reúne empresas que fazem parte do S&P Brazil BMI (Broad Market Index).

Para que a organização seja incluída, ela deve ser elegível para investimentos estrangeiros, não podendo fazer parte do setor tabagista, carvoeiro ou armamentista. Além disso, precisam aderir ao Pacto Global estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

É talvez um dos índices mais completos na questão ESG, pois as empresas recebem uma pontuação relacionada às atuações em cada um dos pilares. Os critérios de análise são estabelecidos pela S&P Dow Jones Indices.

4 – Índice Carbono Eficiente (ICO2)

O ICO2 foi criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o objetivo de reunir empresas engajadas com questões de aquecimento global.

As empresas presentes no Índice Carbono Eficiente fazem parte do IBrX-50, um conjunto de organizações comprometidas com a redução da emissão de gases estufa na atmosfera.

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