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Quer investir em startups? Entenda como funciona

Escrito por: Redação em 15 de dezembro de 2017

Investir em startups não é mais uma novidade. Muitos investidores já despertaram para esse novo negócio, e o mercado sofre um verdadeiro boom de investimentos.

As primeiras empresas a seguir o modelo startup começaram a aparecer no Brasil no começo do século XXI. Mas, só a partir de 2010 foi que esse ramo apresentou um crescimento acelerado, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

Já pensou em fazer parte de um mercado jovem e inovador? Para ajudar melhor você a mergulhar de cabeça nesse mundo, fomos atrás de quem entende do assunto.

como investir em startups
Entenda como funciona o investimento em startups

Ana Julia é fundadora e CEO da AbeLLha, uma incubadora de negócios de impacto social. Ela capacita empreendedores e oferece sua metodologia para proporcionar inovação dentro das empresas. Ana também fez parte do time que fundou o Bom Negócio, que depois se fundiu à OLX.

Você sabe o que é uma startup?

No conceito nu e cru, startups são empresas jovens que buscam explorar atividades inovadoras no mercado, em qualquer área. Elas procuram desenvolver um modelo de negócio escalável e que seja repetível.

Mas, para Ana Julia, vai muito além disso.

“Uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócio repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.”

Segundo ela, as startups têm o potencial de resolver problemas ou gerar oportunidades nunca antes pensadas. E com a tecnologia, isso tem o potencial de exponencializar escala e receita.

Formas de investir em startups

Ana Julia é fundadora e CEO da incubadora AbeLLha

A startup tem uma jornada, que vai desde as validações iniciais do negócio até a solidificação da operação para ganho de escala. Você, como investidor, pode entrar em diferentes momentos do negócio.

“A lógica é que no começo existe mais risco. Assim, menos aporte financeiro no começo dará ao investidor uma maior porcentagem do negócio. Quanto mais o negócio cresce e valida seu modelo, mais ele vale e, assim, o risco de investimento se reduz à medida que cada porcentagem fica mais cara.”

Geralmente, o primeiro investimento é o do investidor anjo, seguido por aportes semente, séries A, B, e por aí vai. Já existem empresas que estão utilizando o crowdfunding como aporte anjo, conhecido como equity-crowdfunding: várias pessoas colocam um valor menor para se chegar ao valor desejado.

Mas, não existe uma fórmula do sucesso nem uma melhor maneira de investir em startups. Ana Julia diz que isso vai depender de cada caso, do modelo do negócio e do que querem os empreendedores, entre outros fatores.

A seguir, veremos as principais formas de investir em startups.

Bootstrapping

O bootstrapping é o primeiro passo do investimento. O empreendedor, ou grupo de empreendedores, coloca dinheiro do próprio bolso na empresa.

Essa é a forma mais comum no início, usada por praticamente todas as startups, até conseguirem maiores investimentos.

Investidor Anjo

O investidor anjo é uma pessoa física que tem como objetivo investir seu dinheiro em negócios com alto potencial de crescimento. O “anjo” vem da ideia de que o investimento não é somente de capital.

Esse tipo de investidor costuma apoiar o empreendedor e compartilhar seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamento, para aumentar as chances de sucesso do negócio.

Capital semente

O capital semente ajuda, entre outras funções, na capacitação gerencial e financeira da startup. É uma boa fonte de capital para empresas que ainda não deslancharam, mas que já possuem produtos ou serviços no mercado e algum faturamento.

O capital semente apoia startups em fase de implementação e organização, principalmente empresas nascidas em incubadoras.

Venture Capital

Nesse tipo, é feita a compra de uma participação acionária, normalmente minoritária, com objetivo de ter as ações valorizadas, para posterior saída da empresa.

É uma forma de apostar em empresas com potencial de valorização elevado. O retorno esperado é idêntico ao risco que os investidores querem correr.

Incubadora

O conceito de incubadora já era usado, por exemplo, em universidades. Mas ganhou força com a chegada das startups.

As incubadoras são o modelo mais tradicional de investimento. Elas têm como objetivo a criação ou o desenvolvimento de pequenas empresas, apoiando nas primeiras etapas do negócio.

Aceleradora

As aceleradoras são um tipo de incubadora, mas com uma metodologia mais complexa. Basicamente, elas oferecem um time de apoio por um período específico.

Esse apoio vai desde ajuda financeira, consultoria e treinamento, até a participação em eventos. Mas, em troca, as aceleradoras recebem uma participação acionária.

Venture Building

Esse modelo mescla características das incubadoras, aceleradoras e venture capital. Nesse caso, é oferecido todo o planejamento estratégico, captação de recursos financeiros e humanos, além da estrutura física.

O investidor venture builder não quer apenas criar um produto, mas construir um negócio completo. Nessa modalidade, geralmente, a participação é alta, chegando a 80% da startup na fase inicial.

Perfil do investidor e smart money

Há vários perfis de investidor. Existe quem investe pouco em muitas startups, quem investe em uma e acompanha de perto, quem investe e entra para a equipe para operar, quem investe e entra no conselho.

“No geral, qualquer investidor de startups está apostando com risco alto pois sabe que existe o potencial grande de ganhar muito lá na frente. Quanto maior a startup vale, menor o risco”, indica Ana.

Mas, fora o dinheiro, ela acredita que é preciso muito mais para se tornar um bom investidor.

“Eu sou da opinião que um investidor que só coloca o dinheiro para ter o potencial de receber X% a mais lá na frente não vai agregar valor para a startup. O chamado ‘smart money’, que nada mais é que o investidor que também agrega inteligência e questionamentos pertinentes, é sempre aconselhável.”

Para as startups, a especialista sempre recomenda que procurem investidores que acreditem, usem, se identifiquem com a equipe e o negócio, e que complementem a empresa.

Uma dica importante: a relação entre os fundadores da startup e o investidor deve ser de total transparência e abertura. “Quando mais o investidor puder agregar e complementar a equipe, melhor.”

Riscos de investir em startups

Já falamos aqui que as startups são empresas novas, jovens, inovadoras. E é por isso mesmo que seus riscos costumam ser elevados.

É famosa a história de que o cantor Bono Vox teria ganho mais dinheiro no IPO do Facebook do que em toda sua carreira como líder da banda U2. Em seis anos, seu fundo, o Elevation Partners, teria ganho cerca de US$1,5 bilhão com a rede social mais famosa do mundo ou 50% a mais do que seu patrimônio ganho com a música.

Mas, nem sempre o retorno é assim. “Pela própria definição do que é uma startup o risco já está implícito. O quão grande é o risco vai variar de acordo com o estágio de desenvolvimento da empresa.”

Funciona assim: se uma empresa está começando, o risco é maior pois existem inúmeras variáveis a serem validadas; quanto mais estabelecidas e validadas as hipóteses de crescimento e monetização, o risco vai diminuindo.

“É importante também sempre observar o potencial de execução, gestão e visão a longo prazo dos fundadores. Todos sabem que, no fim do dia, se a equipe é forte, os ajustes e crescimento virão.”

5 dicas para investir em startups

Pedimos à fundadora da incubadora AbeLLha que elencasse cinco dicas para quem deseja investir em startups. Se você quer entrar para esse ramo e ainda tem dúvidas, fique de olho nas dicas!

dicas Investir em Startups

Pensando em investir em startups? Ou quer outro tipo de investimento? Conheça 15 negócios em alta para você já pensar em 2018 e os melhores investimentos para o ano que vem!

Redação

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