IPCA fica em 0,26% em outubro | FinanceOne

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IPCA fica em 0,26% em outubro


São Paulo, 09/11 (Enfoque) –

 

Período TAXA
OUTUBRO
0,26%
SETEMBRO
0,08%
Outubro de 2015
0,82%
Acumulado no ano
5,78%
Acumulado 12 meses
7,87%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA de outubro variou 0,26% e ficou acima dos 0,08% de setembro, constituindo-se no menor índice para os meses de outubro desde 2000, quando registrou 0,14%. Com isto, o acumulado no ano está em 5,78%, bem menor que os 8,52% de igual período do ano anterior. Considerando os últimos 12 meses, a taxa desceu para 7,87%, abaixo dos 8,48% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2015, o IPCA foi 0,82%.

Os dados completos do IPCA podem ser acessados aqui.

A variação mais elevada de grupo ficou com Transportes (0,75%), enquanto Alimentação e Bebidas (-0,05%) e Artigos de Residência (-0,13%) se apresentaram em queda, conforme mostra a tabela a seguir.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Setembro Outubro Setembro Outubro
Índice Geral
0,08
0,26
0,08
0,26
Alimentação e Bebidas
-0,29
-0,05
-0,07
-0,01
Habitação
0,63
0,42
0,09
0,06
Artigos de Residência
-0,23
-0,13
-0,01
0,00
Vestuário
0,43
0,45
0,02
0,03
Transportes
-0,10
0,75
-0,02
0,13
Saúde e Cuidados Pessoais
0,33
0,43
0,04
0,05
Despesas Pessoais
0,10
0,01
0,01
0,00
Educação
0,18
0,02
0,01
0,00
Comunicação
0,18
0,07
0,01
0,00

No grupo Alimentação e Bebidas, embora a queda em outubro (-0,05) tenha sido menos intensa do que em setembro (-0,29), os preços de vários produtos caíram, com destaque para o leite longa vida, que ficou 10,68% mais barato e exerceu o principal impacto para baixo, -0,13 ponto percentual (p.p). Veja na tabela a seguir as principais quedas do grupo alimentação.

Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
(%)
Setembro Outubro
Ano
12 meses
Leite longa vida
-7,89
-10,68
25,66
24,75
Feijão-carioca
-4,61
-8,79
105,85
127,41
Cebola
-3,30
-6,48
-42,99
-28,43
Feijão-mulatinho
-1,45
-4,85
112,56
130,18
Ovos
-2,52
-4,77
7,02
12,88
Hortaliças
-4,42
-4,45
-7,89
0,19
Açaí
-3,95
-3,68
3,84
7,66
Cenoura
-5,34
-3,45
-18,47
-11,56
Farinha de mandioca
3,40
-1,64
38,37
44,02
Alho
-7,45
-1,62
21,80
35,49
Feijão-preto
-3,77
-1,56
79,89
81,06
Cafezinho
2,17
-1,07
12,85
15,55
Manteiga
-0,09
-1,04
57,04
64,93
Iogurte
1,12
-1,02
11,61
10,32
Açúcar refinado
0,69
-0,88
21,22
51,16
Margarina
-0,04
-0,68
10,74
11,48
Café da manhã
1,63
-0,60
10,59
10,86
Frango em pedaços
0,24
-0,58
2,28
2,91

Em contrapartida, o item carnes, que teve variação de 2,64%, pressionou o grupo dos alimentos e exerceu o principal impacto individual no índice do mês, com 0,07 p.p. Em algumas regiões, a alta das carnes foi ainda maior, como Curitiba (4,40%), Fortaleza (4,19%), Vitória (4,18%) e Rio de Janeiro (4,09%). Salvador (0,52%) e Brasília (0,61%) apresentaram as menores variações. A seguir, os principais alimentos que tiveram aumento nos preços.

Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
(%)
Setembro Outubro
Ano
12 meses
Feijão-fradinho
-0,19
4,02
63,91
79,56
Açúcar cristal
1,58
2,87
23,17
51,90
Carnes
1,43
2,64
1,99
5,08
Pescado
0,03
2,10
2,42
7,04
Tomate
-0,09
1,74
-13,16
20,64
Refrigerante fora
0,39
1,66
8,41
10,12
Cerveja
0,76
1,61
5,58
8,71
Cerveja fora
0,35
1,56
4,61
8,03
Pão doce
0,52
1,46
7,81
9,89
Frango inteiro
1,25
1,43
3,73
8,86
Outras bebidas alcoólicas
0,80
1,29
10,32
11,81
Sorvete
0,10
1,20
10,02
9,76
Refrigerante
1,09
1,16
9,59
11,34
Farinha de trigo
0,15
1,11
6,49
10,18
Café moído
1,55
1,09
16,79
21,38
Carne seca e de sol
-0,20
1,00
2,49
4,34
Suco de frutas
0,47
0,98
6,91
7,63
Refeição fora
0,07
0,77
5,60
7,28
Batata-inglesa
-19,24
0,73
-7,76
21,64

Do lado dos grupos em alta, Transporte (0,75%) apresentou a variação mais elevada, tendo em vista o aumento de 6,09% no preço do litro do etanol, que, por sua vez, levou o preço da gasolina a subir 1,22%, já que esta contém 27% de etanol em sua composição. Ademais, a alta de 10,06% nas passagens aéreas também exerceu pressão sobre o grupo.

Outros itens que também influenciaram o IPCA do mês foram: seguro de veículo (1,70%), botijão de gás (1,19%), plano de saúde (1,07%), empregado doméstico (0,87%), mão de obra para pequenos reparos (0,87%), emplacamento e licença (0,81%), taxa de água e esgoto (0,74%), telefone fixo (0,62%) e condomínio (0,52%).

Quanto aos itens em queda, os destaques foram hotel (-5,63%) e cigarro (-1,63%).

Sobre aos índices regionais, o mais elevado foi o de Campo Grande (0,53%), onde seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram taxas superiores à média nacional. O menor índice foi o da região metropolitana de Vitória (-0,16%). A seguir, tabela com os resultados mensais por região pesquisada.

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação acumulada (%)
Setembro Outubro Ano 12 meses
Campo Grande
1,51
0,48
0,53
6,32
8,68
Belém
4,65
0,31
0,51
6,71
9,54
Salvador
7,35
0,02
0,50
6,43
8,71
Fortaleza
3,49
0,43
0,39
7,55
10,50
Goiânia
3,59
0,18
0,37
5,53
7,91
Brasília
2,80
0,22
0,36
4,17
6,12
Belo Horizonte
10,86
-0,06
0,33
6,17
7,68
Recife
5,05
0,38
0,30
6,00
7,92
Porto Alegre
8,40
0,19
0,25
6,60
8,59
São Paulo
30,67
0,06
0,23
5,49
7,32
Rio de Janeiro
12,06
-0,17
0,15
6,01
8,66
Curitiba
7,79
0,14
-0,02
4,12
6,45
Vitória
1,78
-0,16
-0,16
4,14
6,03
Brasil
100,00
0,08
0,26
5,78
7,87

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2016 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de agosto a 28 de setembro de 2016 (base).

INPC varia 0,17% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC apresentou variação de 0,17% em outubro e ficou acima da taxa de 0,08% de setembro. Com este resultado, o acumulado no ano foi para 6,36%, bem menos do que os 9,07% registrados em igual período do ano anterior. Considerando os últimos 12 meses, o índice está em 8,50%, abaixo dos 9,15% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2015, o INPC registrou 0,77%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,06% em outubro enquanto no mês anterior a queda foi de 0,25%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,28%, acima da taxa de 0,23% de setembro.

Dentre os índices regionais, os maiores foram os de Belém e Campo Grande, ambos com variação de 0,43%. O menor foi o índice da região metropolitana de Vitória (-0,19%). A seguir, tabela com os resultados mensais por região pesquisada.

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação acumulada (%)
Setembro Outubro Ano 12 meses
Belém
7,03
0,31
0,43
7,01
9,74
Campo Grande
1,64
0,43
0,43
6,31
8,83
Fortaleza
6,61
0,51
0,39
7,80
10,89
Salvador
10,67
0,16
0,30
7,14
9,43
Goiânia
4,15
0,14
0,28
5,82
8,41
Porto Alegre
7,38
0,06
0,24
6,83
8,75
Brasília
1,88
0,17
0,21
3,91
5,57
Recife
7,17
0,49
0,20
6,62
8,58
Rio de Janeiro
9,51
-0,14
0,16
6,48
9,27
Belo Horizonte
10,60
-0,11
0,14
6,34
7,96
São Paulo
24,24
-0,06
0,04
6,25
7,97
Curitiba
7,29
0,01
-0,04
4,30
6,55
Vitória
1,83
-0,23
-0,19
4,98
6,54
Brasil
100,00
0,08
0,17
6,36
8,50

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado. Abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2016 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de agosto a 28 de setembro de 2016 (base).

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 09/11/2016 09:03:40

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