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IPCA tem leve queda e varia 0,80% em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve variação de 0,80% em fevereiro, resultado inferior ao de janeiro (0,83%). Com isso, o índice acumulado no ano é de 1,64%, acima da taxa de 1,54% relativa a igual período de 2010. Considerando os últimos 12 meses, situou-se em 6,01%, próximo dos 12 meses imediatamente anteriores (5,99%). Em fevereiro de 2010, a taxa havia ficado em 0,78%.

 

O grupo educação, com alta de 5,81% e contribuição de 0,41 ponto percentual, foi responsável por 51% do índice de fevereiro. Refletindo os reajustes típicos do início do ano, o aumento de 6,41% nas mensalidades dos cursos de ensino formal, com 0,31 ponto percentual, constituiu-se na maior contribuição individual do mês. Os demais grupos, com exceção de artigos de residência, despesas pessoais e comunicação, apresentaram taxas inferiores às de janeiro.

 

A variação do agrupamento dos produtos não alimentícios, incluindo o grupo educação, além daqueles que se apresentaram em alta no mês, se elevou para 0,98%, enquanto havia ficado em 0,73% em janeiro.

 

A alta no grupo das despesas pessoais (de 0,83% para 1,43%) foi decorrente do aumento nos preços dos cigarros (de 0,00% para 3,64%), além dos jogos de azar (de 0,86% para 9,72%) e dos salários dos empregados domésticos (0,91% tanto em janeiro quanto em fevereiro).

 

Já o grupo Transporte (de 1,55% para 0,46%) teve a taxa reduzida de um mês para o outro, sob influência da menor variação de preços em itens importantes na despesa das famílias. O principal deles, as tarifas dos ônibus urbanos, passou de 4,13% para 1,30%, refletindo a complementação de reajustes ocorridos em janeiro e parte de reajuste em vigor em fevereiro.

 

Os ônibus intermunicipais também apresentaram taxas menores entre janeiro e fevereiro (de 2,50% para 0,88%), reflexo das variações ocorridas em São Paulo (3,41%), Recife (0,86%) e Goiânia (0,24%). Quanto às tarifas dos interestaduais, a queda de foi de 2,04%. Já as passagens aéreas tiveram redução de 11,43%.

Ainda no grupo transportes, os combustíveis passaram de 0,84% para 0,66%. A gasolina havia registrado 0,62% em janeiro e ficou com 0,50% em fevereiro em função do menor ritmo de crescimento de preços do etanol, cuja variação foi de 2,55% ante 3,78% em janeiro.

 

No grupo habitação (de 0,61% para 0,32%), vários itens tiveram a taxa de crescimento reduzida de janeiro para fevereiro, a exemplo da mão-de-obra para pequenos reparos (de 1,43% para 0,47%), condomínio (de 1,27% para -0,90%) e artigos de limpeza (de 0,81% para 0,08%). Vestuário (de 0,12% para -0,25%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,47% para 0,31%) também ficaram inferiores a janeiro.

 

Nos alimentos (de 1,16% para 0,23%) foi forte a redução na taxa de crescimento, com vários produtos em queda de um mês para o outro. É o caso das carnes (de -0,19% para -2,81%), que ficaram com a principal contribuição negativa: -0,07 ponto percentual.

Dentre os índices regionais, o maior foi o de São Paulo (1,00%), influenciado, especialmente, pelos grupos alimentação e bebidas (0,39%) e transportes (0,96%), com resultados acima da média. Fortaleza, cujo reajuste nas mensalidades escolares ainda não foi apropriado, constituiu-se na região de menor resultado (0,22%).

 

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,54% em fevereiro, abaixo em 0,40 ponto percentual em relação ao resultado de 0,94% de janeiro. Com isto, o acumulado do ano fechou em 1,49%, abaixo da taxa de 1,59% relativa a igual período de 2010. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 6,36%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6,53%). Em fevereiro de 2010, o INPC havia ficado em 0,70%.

 

Os produtos alimentícios não apresentaram variação em fevereiro, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,78%. Em janeiro os resultados ficaram em 1,02% e 0,90%, respectivamente.

 

Dentre os índices regionais, Porto Alegre (0,88%) foi o maior, sob pressão dos alimentos (1,03%), além das tarifas dos ônibus urbanos (6,12%). Fortaleza, cujo reajuste nas mensalidades escolares ainda não foi apropriado, constituiu-se na região de menor resultado (0,20%).

 

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 06 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

Comunicação Social



Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
04/03/2011 09:04:01

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