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Juro futuro longo tem queda diante de alerta do BC e aprovação da TLP

SÃO PAULO  –  A diferença dos juros futuros de longo prazo para as taxas mais curtas diminuiu significativamente nesta quinta-feira. O recuo é atribuído por alguns profissionais de mercado a uma releitura sobre a estimativa do juro neutro da economia. A preocupação manifestada pelo Banco Central sobre esse movimento e os sinais de avanço da agenda econômica parecem ter servido de gatilho para ajustes nas taxas de vencimentos mais diluídos.

O Valor publicou reportagem informando que a autoridade monetária tem questionado agentes sobre o patamar dessa diferença. O mercado tem respondido citando as dúvidas fiscais e a incerteza eleitoral.

Hoje a diferença entre o DI janeiro de 2023 e o DI janeiro de 2019 caiu 0,08 ponto percentual, para 2,06 ponto. Foi a maior queda em cerca de um mês e meio, quando cedeu 0,12 ponto no fechamento de 12 de julho. Durante a sessão, o recuo chegou a 0,14 ponto no que seria a maior queda diária desde meados de maio. Embora o nível da inclinação continue elevado, o movimento desta quinta-feira chama a atenção.

“Tem uma nova leitura em cima da comunicação do Banco Central sobre o juro neutro e a inflação estrutural”, diz o executivo de uma gestora doméstica. “O BC sinalizou que o mercado estava com um movimento exagerado e que daria para trabalhar com juro estrutural bem mais baixo”, acrescenta o profissional.

O sócio e gestor na Rosenberg Investimentos, Marcos Mollica, destaca que a diferença em relação às taxas longas estava muito acentuada. “Era muito prêmio, por causa de toda a confusão política, dificuldade de aprovar as medidas da agenda de reformas e a possível necessidade de subir juros em algum momento de 2018 ou no ano seguinte”, diz. No entanto, essa preocupação pode ter recebido alento com alguns sinais de que as propostas do governo estão avançando. “O governo está caminhando, aos poucos. Já conseguiu aprovar a Taxa de Longo Prazo (TLP) na Câmara e sentimento é positivo”, acrescenta.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro de 2021 recuava para 9,170% (9,270% no ajuste de ontem). O DI janeiro de 2023 caía para 9,810% (9,910% no ajuste anterior).

O DI janeiro/2019 marcava a 7,750% (7,760% no ajuste anterior). E o DI janeiro/2018 registrava 7,800% (7,805% no ajuste anterior).

Fonte: Valor Econômico







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