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Juro futuro tem alta diante de exterior e incerteza com quadro fiscal

SÃO PAULO  –  O mercado de renda fixa do Brasil experimentou mais uma rodada de aumento de prêmios de risco, que foram às alturas numa quinta-feira que combinou piora de sentimento no exterior e persistentes incertezas com o quadro fiscal doméstico.

Analistas ainda resistem a considerar que o ambiente internacional está a passos largos na direção de uma virada de humor. As bolsas de valores americanas ainda operam próximas de máximas históricas, o VIX está em patamares que não sugerem deterioração estrutural da confiança dos agentes financeiros. E o índice DXY – que mede o valor do dólar ante uma cesta de divisas – segue distante dos picos em mais de uma década alcançados no começo do ano.

A percepção é a de que os problemas domésticos podem ganhar mais peso na dinâmica de formação dos preços, uma vez que, embora sem sinais de estresse, os mercados internacionais parecem não oferecer mais o suporte de antes.

Uma medida do grau de desconfiança do mercado com o futuro, a diferença entre os DIs janeiro/2023 e janeiro/2019 bateu hoje 200 pontos-base, 7 pontos-base acima do fechamento de ontem. É o maior “spread” desde o fim de 2013.

Essa diferença já subiu 10 pontos-base desde a terça-feira passada, data do anúncio da revisão das metas fiscais. Frente ao patamar do dia 3 de agosto – pregão seguinte à vitória dada pela Câmara dos Deputados a Michel Temer em votação de denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente –, o aumento da inclinação é ainda mais forte, de 26 pontos-base.

“O mercado parece estar se rendendo à ideia de que essa vitória na Câmara não representa maior chance de aprovação da [reforma da] Previdência neste ano”, diz o profissional de uma gestora em São Paulo. Ele lembra que foi essa a expectativa logo após o resultado favorável ao governo.

A elevação das medidas de risco não poupou sequer as taxas mais curtas – mais sensíveis ao cenário para a política monetária. Nesta quinta-feira, o spread entre os DIs janeiro/2019 e janeiro/2018 – relacionado às expectativas do mercado para os movimentos da Selic ao longo de 2018 – subiu para zero. Ontem, estava em -4 pontos-base. No começo de agosto, era de -20,5 pontos. Quanto mais negativo esse número, menos risco de elevação dos juros o mercado embute.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2023 tinha alta para 10,120% (9,960% no ajuste anterior). O DI janeiro/2021 ia a 9,510% (9,370% no ajuste de ontem).

O DI janeiro/2019 avançava a 8,120% (8,050% no último ajuste). E o DI janeiro/2018 subia a 8,120% (8,110% no ajuste anterior).

Fonte: Valor Econômico







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