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Juros compostos: o que são e como calcular?

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Você certamente já ouviu falar nos juros compostos. Contudo, você sabia que mesmo desconhecendo o seu funcionamento, acabamos sendo impactados por eles quase diariamente.

Eles são muito importantes para o mercado financeiro, em específico, e para a matemática financeira como um todo. Inclusive, a sua no dia a dia.

Por exemplo, quando você faz uma compra parcelada com juros, por exemplo, eles servem para compensar o vendedor. Outro cenário onde ele pode ser visto é quando você atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito.

Portanto, como você pôde perceber, os juros compostos podem ser inimigos de quem atrasa o pagamento do cartão de crédito ou faz empréstimos com frequência. Entretanto, apesar disso, eles também podem ser ótimos aliados para as pessoas que investem.

Contudo, é importante descartar que existe uma diferença entre os juros simples e os juros compostos. De modo geral, os juros simples são calculados de acordo com o valor total da operação e são mais comuns nas transações diárias.

Já o juros compostos, também chamado de juros sobre juros, é calculado sobre o valor total da operação mais o valor do juros simples e são comuns em investimentos de longo prazo.

Como calcular?

Para calcular os juros compostos, utiliza-se a expressão:

Juros (J) = Capital Inicial (C) x taxa de juros (i) x tempo de aplicação (t). De forma resumida: J=C.i.t.

Por ser calculado a partir de um valor inicial, há aqui uma grande diferença com relação aos juros compostos. Pois ocorre que o seu valor será constante ao longo do tempo.

Ou seja, em uma aplicação de R$1000,00, com taxa de 3%, você tem rendimento de R$30 ao mês. Ao longo de 12 meses o seu lucro chega a R$360,00, assim você parte do valor inicial para R$1360,00 reais de patrimônio.

Onde posso aplicar?

Como dito anteriormente, os juros compostos são muito utilizados para diversas finalidades. Saiba onde você pode aplicar.

1 – Investimentos:

Existem diversas formas de investimento com diferentes taxas e condições. Mas em geral, você faz o dinheiro trabalhar por você, pois ele fica rendendo os juros sobre juros. É uma opção que funciona melhor a longo prazo.

2 – Financiamentos

Se você é quem está pagando o financiamento, é preciso ter atenção. As taxas de juro composto podem ser uma armadilha para quem não entende o conceito. A não ser que seja você quem ofereça o financiamento.

3 – Empréstimos

O mesmo vale para empréstimos com base no juro composto. Como os juros se acumulam às parcelas, é preciso ter cuidado.

É nesse tipo de empréstimo que muitas pessoas criam dívidas enormes e levam quase a vida toda para pagar. Agora, se você é quem oferece o empréstimo, as chances de sair ganhando são bem maiores.

Quais investimentos utilizam os juros compostos?

Os juros compostos são excelentes como forma de remuneração em aplicações financeiras. Diversas modalidades rendem juros compostos.

Ou seja, é um jeito de fazer com que seu dinheiro trabalhe por você. Confira, logo abaixo, os investimentos que pagam dessa forma:

Os juros compostos são recorrentes nas relações comerciais, nas compras parceladas a longo prazo, nos investimentos, nos empréstimos e até mesmo no simples atraso do pagamento de contas

1 -Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto são alternativas para quem quer investir com um risco muito baixo. Na prática, é como se você emprestasse seu dinheiro para o governo em troca de uma aplicação que está atrelada à taxa Selic ou ao IPCA, por exemplo.

Existem várias opções disponíveis e as datas de vencimento variam. Então, dá para você pesquisar bem e encontrar um título público que se adeque às suas expectativas.

2 – CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título emitido por bancos que usam esse dinheiro para realizar empréstimos a outros clientes. Os juros pagos pelo CDB variam de acordo com a instituição financeira, mas normalmente estão atrelados ao CDI.

Vale lembrar que esse tipo de título é protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e, portanto, pode ressarcir quem investe até determinado valor em caso de falência e outros problemas específicos com a instituição emissora.

3 – LCI

A LCI é a Letra de Crédito Imobiliário e foi criada para fomentar as atividades desse setor. O Imposto de Renda não incide sobre esse investimento, o que pode deixar sua rentabilidade ainda mais interessante.

Também tem a proteção do FGC, mas existe um ponto de atenção: geralmente, requer uma aplicação inicial mais alta do que outras opções.

4 – LCA

Trata-se da Letra de Crédito do Agronegócio, que é bastante semelhante à LCI. A diferença é que, como o próprio nome indica, a LCA está ligada ao setor de agronegócio.

5 – Ações

No mundo das ações, e da renda variável como um todo, o funcionamento dos juros compostos é indireto. Dessa forma, não é possível prever os rendimentos que você terá na hora de investir na Bolsa de Valores.

Por isso, essa modalidade demanda análise cuidadosa e paciência, mas é uma ótima opção para fazer seu dinheiro render se você souber investir com estratégia.

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