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Juros futuros de curto prazo têm queda moderada na 1ª sessão do mês

SÃO PAULO  –  O mercado de DI da BM&F começou outubro com variações bastante discretas, embora tenha melhorado o sinal em relação ao visto pela manhã. As taxas de curto prazo tiveram queda bem moderada, movimento “natural”, à medida que se aproximam os vencimentos dos contratos relacionados à política monetária – principalmente até o começo de 2019.

Já as taxas de prazos médios e longos ficam perto da estabilidade. Embora sem queda, os DIs desses trechos se afastaram das máximas do dia, conforme o dólar testou ao longo da tarde as mínimas do pregão.

De forma geral, o sentimento de investidores segue pautado pela percepção de que a agenda reformista do atual governo tem condições de ganhar mais adeptos, apesar da ansiedade em torno das denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB) e alguns de seus aliados e do calendário cada vez mais apertado.

Isso ajuda a explicar a relativa calma dos investidores a despeito das incertezas. O profissional de uma gestora diz que a reforma da Previdência – que nas últimas semanas voltou a ganhar mais fichas no mercado – deve ser aprovada apenas no ano que vem. Mas, por outro lado, a expectativa é que até o fim do ano medidas “paralelas” sejam anunciadas com o intuito de sinalizar o esforço do governo para reequilibrar as contas públicas.

“Apesar das pesquisas mostrando a popularidade de Temer em queda e a possibilidade de vitória de Lula [na eleição de 2018], a situação do governo parece melhor porque se espera que a denúncia contra Temer será rejeitada e que haja mais coisa a vir sobre Lula”, diz o gestor. Ele acredita que isso tiraria de vez o petista da corrida presidencial, o que melhora, em sua visão, o cenário para as reformas econômicas.

Da agenda macro desta semana, o mercado vai analisar nesta terça-feira dados das vendas no varejo referentes a agosto, que se trouxerem números positivos podem sustentar o bom humor com a atividade econômica visto recentemente. Os dados vão vir antes do principal evento da semana – a divulgação do IPCA de setembro, na sexta-feira, que poderá mexer com as expectativas de investidores sobre a dinâmica da inflação.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 7,484% (7,510% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 cedia a 7,240% (7,260% no último ajuste). O DI janeiro/2021 operava estável, a 8,780%. E o DI janeiro/2023 mostrava estabilidade, cotado a 9,470%.

Fonte: Valor Econômico







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