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Juros futuros recuam, com apostas no rumo da Selic à mínima histórica

SÃO PAULO  –  O mercado financeiro deu novos passos no caminho da mínima histórica da Selic. As apostas de juros futuros negociados na B3 indica que a taxa básica cairá entre 7% e 6,75% no começo do ano que vem. As estimativas de algumas instituições, entretanto, vão além dessa aposta. Até por isso, os investidores voltaram a explorar o prêmio nas taxas e enxergam algum espaço adicional no “game” da política monetária.

O BofA, por exemplo, revisou para baixo a projeção para a Selic e agora estima que a taxa terminará o ciclo em 6,5%, ante 7% na leitura anterior. O gatilho da mudança veio com a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) que, na leitura da instituição, manteve o tom “dovish” (voltado para o afrouxamento monetário) do Banco Central. “A principal mensagem é a de que as taxas podem permanecer abaixo das neutras por mais tempo”, diz o Bofa em nota.

Nos preços de mercado, a percepção também é que há espaço para queda da Selic. Isso justifica o fato de a diferença entre os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) em janeiro de 2019 e janeiro de 2018 entrar um pouco mais em território negativo. A inclinação de curto prazo – que reflete os riscos ao longo do ano que vem – recuou a -0,26 ponto percentual, ante -0,23 ponto no fechamento de ontem.

Apesar disso, ainda há prêmio embutido nos trechos curtos e intermediários dos DIs. As apostas precificam a Selic entre 7% e 6,75% no começo de 2018, mas ainda apontam para um aperto de quase 1 ponto percentual até o fim do ano. “O prêmio de risco tem muito a ver com o cenário eleitoral ainda incerto e uma situação fiscal preocupante”, diz Rafael Vasconcellos, gestor da Truxt. Por outro lado, ele vê que, com a concretização de um cenário mais favorável para o mercado, incluindo novas surpresas inflacionárias, o mercado ganha confiança para reduzir o prêmio.

Há o risco, entretanto, de que haver entusiasmo demais com o ponto final da Selic. Essa é a leitura de Marcos de Callis, estrategista da Votorantim Asset. “A queda da Selic abaixo de 7% é possíve,l mas exige que uma conjuntura de fatores continue melhorando em relação ao que temos hoje, desde inflação até câmbio”, diz. “Prefiro apostar que taxa ficará perto de 7% ao longo de 2018 do que ficar concentrar expectativas na taxa final”, afirma.

Para o economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, o Banco Central tem algum espaço para reduzir a Selic abaixo de 7% no fim do atual ciclo de corte de juros, caso o câmbio se mantenha bem ancorado em torno de R$ 3,10 ou se fortaleça mais. A autoridade monetária teria opção ainda de levar mais tempo para normalizar a taxa de 7% para 8% ou elevar a Selic em 2019 numa magnitude menor do que os 100 pontos-base esperados pelo analistas de mercado.

Hoje, o mercado até diminuiu o prêmio de risco que tem carregado nas taxas mais longas. De acordo com profissionais de mercado, isso se deve em parte à visão de que, após um período de juros em condição acomodatícia, a taxa Selic deve voltar a subir. O que o relatório de inflação sugere é que esse aumento não deve ser tão intenso, com chances da taxa ficar perto de 8%.

A diferença entre os contratos com vencimento em janeiro/2019 e janeiro/2021 terminou a sessão regular em 1,42 ponto, ante 1,46 ponto ontem. Já a diferença entre o DI janeiro/2019 e o DI janeiro/2023 teve queda para 2,06 pontos, de 2,10 pontos.

No fim da sessão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caiu a 7,560% (7,580% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 recuou a 7,300% (7,370% no ajuste anterior). O DI janeiro/2021 cede a 8,720% (8,820% no ajuste anterior).

Entre vencimentos mais longos, o Di janeiro/2023 foi a 9,360% (9,470% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 cedeu a 9,720% (9,810% no ajuste anterior).

Fonte: Valor Econômico







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