Gráficos e cotações de Hoje

Dólar R$ 3,256
Bovespa 74.538,54
CDI 8,14% a.a
Poupança (mês) 0,5000%
Euro R$ 3,835
Libra R$ 4,325
Conversor de Moeda
Veja a Cotação do Dólar Hoje e Euro hoje


Maioria dos acordos salariais fica abaixo da inflação em agosto, diz pesquisa


São Paulo, 21/09 (Enfoque) –

Entre as negociações salariais coletivas com início de vigência em agosto, 51,8% ficaram abaixo da inflação, mostra pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado interrompe a sequência de queda, registrada desde março, nos ajustes abaixo da inflação.

Segundo o coordenador da pesquisa Hélio Zylberstajn, o resultado desfavorável para os trabalhadores é reflexo da situação econômica atual e tem duas causas. A primeira é a inflação acumulada, que ainda está muito alta. “Uma empresa que se dispõe a repor a inflação tem que dar aumento de 9,6%, o que é muita coisa.”

O segundo fator é que o país está em plena recessão, e os sinais de recuperação ainda não se mostraram, disse Zylberstajn, que é professor da Universidade de São Paulo (USP). “Recessão e inflação alta tiram dos trabalhadores o poder de barganha.”

Zylberstajn disse que a pesquisa usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente a famílias com renda de até cinco salários mínimos (R$ 4.400), que ficou em 9,6%. Os dados para o levantamento foram extraídos do Ministério do Trabalho e Emprego.

Do total de 597 negociações, 162 trataram de reajustes e 141, de pisos salariais. Dos acordos que pediam ajustes, 17 resultaram em redução de jornada acompanhada de diminuição de salários, sendo um pelo Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

“Dois anos atrás, a gente viva quase o pleno emprego. Então, os trabalhadores conseguiram aumentos reais, acima da inflação. Hoje a situação é inversa. Quando vai se reverter essa situação? Quando a atividade econômica for retomada, o que vai demorar”, afirmou Zylberstajn.

De acordo com Zylberstajn, em tempos de recessão, o empregador que oferecer aumento aos funcionários não conseguirá repassá-lo aos preços de seus produtos e serviços, já que o mercado não tem condições de absorver aumentos.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 21/09/2016 13:04:28

Mais lidos

CDB? LCI? FGC? Aprenda as siglas do mercado financeiro.
São tantas siglas nos jornais de economia que às vezes nem lemos. Fim dos problemas, trazemos a so...
O que você precisa saber para ter uma boa aposentadoria
Desde que surgiram os rumores da Reforma da Previdência, não se fala em outra coisa: como fica a a...
Crédito imobiliário: entenda como é um financiamento
Você está pensando em recorrer ao crédito imobiliário para a compra de um imóvel? O crédito é...
Como escolher o melhor cartão de crédito para você
Se no início da história do cartão de crédito a oferta era pouca e restrita, hoje você encontra...
Seguros: conheça as principais formas
Melhor prevenir do que remediar. Esse clichê poderia até ser uma propaganda de seguros, mas repres...
O que Tesouro Direto? – Passo a passo de como investir
Entenda como funciona o programa de investimento nacional do Tesouro. O Tesouro direto é um prog...

Publicidade