Maioria dos acordos salariais fica abaixo da inflação em agosto, diz pesquisa | FinanceOne

Gráficos e cotações de Hoje

Dólar R$ 3,4040
Euro R$ 4,2693
Bitcoin R$ 27.820,00
Bovespa 74.538,54
CDI 6,39% a.a
Poupança (mês) 0,5000%
Libra R$ 4,874
Conversor de Moeda
Veja a Cotação do
Dólar Hoje, Euro hoje e Bitcoin hoje.


Maioria dos acordos salariais fica abaixo da inflação em agosto, diz pesquisa


São Paulo, 21/09 (Enfoque) –

Entre as negociações salariais coletivas com início de vigência em agosto, 51,8% ficaram abaixo da inflação, mostra pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado interrompe a sequência de queda, registrada desde março, nos ajustes abaixo da inflação.

Segundo o coordenador da pesquisa Hélio Zylberstajn, o resultado desfavorável para os trabalhadores é reflexo da situação econômica atual e tem duas causas. A primeira é a inflação acumulada, que ainda está muito alta. “Uma empresa que se dispõe a repor a inflação tem que dar aumento de 9,6%, o que é muita coisa.”

O segundo fator é que o país está em plena recessão, e os sinais de recuperação ainda não se mostraram, disse Zylberstajn, que é professor da Universidade de São Paulo (USP). “Recessão e inflação alta tiram dos trabalhadores o poder de barganha.”

Zylberstajn disse que a pesquisa usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente a famílias com renda de até cinco salários mínimos (R$ 4.400), que ficou em 9,6%. Os dados para o levantamento foram extraídos do Ministério do Trabalho e Emprego.

Do total de 597 negociações, 162 trataram de reajustes e 141, de pisos salariais. Dos acordos que pediam ajustes, 17 resultaram em redução de jornada acompanhada de diminuição de salários, sendo um pelo Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

“Dois anos atrás, a gente viva quase o pleno emprego. Então, os trabalhadores conseguiram aumentos reais, acima da inflação. Hoje a situação é inversa. Quando vai se reverter essa situação? Quando a atividade econômica for retomada, o que vai demorar”, afirmou Zylberstajn.

De acordo com Zylberstajn, em tempos de recessão, o empregador que oferecer aumento aos funcionários não conseguirá repassá-lo aos preços de seus produtos e serviços, já que o mercado não tem condições de absorver aumentos.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 21/09/2016 13:04:28







Mais lidos

Foi demitido? Saiba como obter o seguro desemprego
O seguro desemprego tem sido um recurso importante para os milhares de desempregados no Brasil. Os d...
Como começar a investir com R$3 mil?
Investir com pouco dinheiro é uma questão para muitas pessoas. Parece que para fazer uma aplicaç...
Restituição do Imposto de Renda 2018: veja cronograma
Em 2018, os milhares de contribuintes tiveram até 30 de abril para declarar o Imposto de Renda. Ago...
Cerca de 7 milhões de brasileiros têm FGTS atrasado
FGTS atrasado é uma realidade para cerca de 7 milhões de brasileiros. De acordo com a Procuradoria...
Brasileiros no Japão: emissão de vistos cresce 145%
Muitos brasileiros estão buscando novas oportunidades em outros países, e o motivo desse fluxo mig...
BC aumenta oferta do swap cambial e dólar fecha em queda
Após seis altas consecutivas, o dólar fechou em queda nos últimos dias esta semana. Para o alívi...




Publicidade