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Monitor do PIB aponta para uma continuidade de retração na economia


São Paulo, 15/12 (Enfoque) –

“O Monitor do PIB-FGV de dezembro, com informações até outubro do corrente ano, mostra retração de 0,48%, no mês de outubro em comparação a setembro. Na mesma direção a taxa trimestral móvel finda em outubro recuou 0,74% contra o trimestre imediatamente anterior (mai-jun-jul). Com relação ao mesmo mês de 2015, outubro retraiu 4,5%, a pior retração mensal dos últimos sete meses. Estes resultados chamam a atenção para as dificuldades de retomada do crescimento econômico que, provavelmente, se estenderão até o primeiro semestre de 2017. ”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Neste número, o Monitor do PIB-FGV (ver apêndice com nota explicativa) detalha os seguintes resultados, conforme a tabela Excel anexa:

1) O PIB apresentou queda de 0,48% no mês de outubro quando comparado a setembro, na série com ajuste sazonal. Ainda na série livre de efeitos sazonais, o trimestre móvel findo em outubro recuou 0,74%, em comparação ao trimestre imediatamente anterior (mai-jun-jul), conforme ilustrado no Gráfico 1.

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2) Na comparação do mês de outubro com o mesmo período em 2015, o PIB apresentou queda de 4,5%. De todos os componentes do PIB, apenas três não apresentaram valores negativos nesta comparação: extrativa mineral (3,1%), eletricidade (0,9%) e serviços imobiliários (0,3%).
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3) A taxa trimestral do PIB foi de -3,1% no trimestre móvel findo em outubro quando comparada ao mesmo trimestre do ano anterior. Na série de taxas trimestrais móveis, esta é a segunda variação que indica uma ruptura na tendência de retomada da atividade econômica iniciada mais fortemente a partir de maio do corrente ano, conforme ilustrada no Gráfico 3.
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4) A taxa acumulada em 12 meses do PIB continua em sua trajetória de desaceleração alcançando -4,3% no acumulado até outubro, sendo levemente menos negativa do que a apresentada no mês anterior (-4,4%). Chama atenção o desempenho da transformação, do comércio, da formação bruta de capital fixo (FBCF) e da exportação, nesta comparação. Três componentes apresentaram taxas de variação maiores em outubro do que as apresentadas no acumulado em 12 meses até setembro: a transformação (de -8,0% para -7,3%), o comércio (de -8,5% para -7,8%) e a FBCF (de -13,5% para -12,5%). Em movimento oposto, a taxa de variação acumulada em 12 meses das exportações retraiu 2,3p.p. comparada ao dado de setembro, chegando ao valor de 4,5%.

5) Com relação ao mesmo período do ano anterior, o Consumo das Famílias recuou 4,3% no mês de outubro. Na comparação trimestral, o trimestre findo em outubro apresentou queda de 3,3% em comparação ao mesmo trimestre em 2015, conforme ilustrado no Gráfico 4. Apesar de todos os componentes apresentarem variação negativa, esta taxa é melhor que a do terceiro trimestre (-3,4%).
 

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6) A formação bruta de capital fixo (FBCF) recuou 9,3% no mês de outubro quando comparada ao mesmo mês de 2015. Na comparação trimestral, o trimestre findo em outubro recuou 8,3% em comparação ao mesmo trimestre de 2015. O componente ‘outros’ foi o que apresentou a maior variação negativa nesta comparação (-12,9%) seguido de máquinas e equipamentos (-11,6%). Já o componente ‘construção’ recuou 4,8%.
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7) A exportação recuou 15,0% no mês de outubro em comparação ao mesmo período do ano anterior. Ainda com relação ao mesmo período em 2015, o componente retraiu 2,7% no trimestre móvel findo em outubro. As únicas taxas com variação negativa entre os componentes, nesta comparação, foi a de ‘produtos agropecuários’ (-33,6%), e ‘bens intermediários’ (-3,8%).
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8) A importação retraiu 8,6% em outubro quando comparada ao mesmo mês em 2015. Ainda nesta comparação a taxa trimestral móvel finda em outubro retraiu 1,3%. Chama atenção nesta comparação o desempenho da taxa de variação trimestral móvel de setembro para outubro de dois componentes: a extrativa mineral que recuou de -26,9% para -40,7% e os bens intermediários cuja taxa cresceu de 10,2% para 24,1%.
 
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APÊNDICE – NOTA EXPLICATIVA

O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o PIB brasileiro em volume. O objetivo de sua criação foi prover a sociedade de um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE. Sua série inicia-se em 2000 e incorpora todas as informações disponíveis das Contas Nacionais do IBGE (Tabelas de Recursos e Usos, até 2014, último ano de divulgação) bem como as informações do PIB-Tri do IBGE, até o último trimestre divulgado (segundo trimestre do corrente ano).

O indicador é ajustado ao PIB-Tri do IBGE sempre que há mudanças metodológicas e a cada trimestre divulgado. Ou seja, nos trimestres calendários, as médias trimestrais dos índices de volume do Monitor do PIB-FGV serão iguais aos indicadores trimestrais, sem ajuste sazonal, do PIB-Tri do IBGE. Nos trimestres calendário, são utilizados os mesmos modelos do IBGE para calcular todas as séries desagregadas com ajuste sazonal, tanto pela ótica da oferta, como da demanda. Para o ajuste sazonal mensal é utilizado o modelo mensal do IBC-Br; para os trimestres móveis utiliza-se uma média desses ajustes mensais.

Assim, as estimativas do Monitor do PIB-FGV antecedem o PIB-Tri do IBGE nos meses em que este é divulgado. E, nos meses em que não há divulgação, o Monitor representa uma excelente antecipação para as tendências do PIB e seus componentes.

O Monitor do PIB-FGV compõe-se de um relatório descrevendo os principais resultados com ilustrações gráficas e de uma tabela Excel com informações das 12 atividades econômicas que agrupadas formam os 3 setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços). Apresenta, ainda, o Valor Adicionado a preços básicos, os impostos sobre os produtos e o PIB. Apresenta também os componentes do PIB pela ótica da demanda. Outro ponto a ser destacado é que o Monitor torna disponíveis desagregações que não são divulgadas pelo IBGE, mas que são relevantes para um melhor entendimento da absorção doméstica e da demanda externa. As desagregações disponibilizadas pelo Monitor são:

Consumo das Famílias: bens de consumo duráveis, semiduráveis, não duráveis e serviços. Adicionalmente eles são classificados em nacionais e importados;

Formação Bruta de Capital Fixo: em máquinas e equipamentos, construção e outros. Para máquinas e equipamentos e outros, há a desagregação entre nacionais e importados;

Exportações e Importações: em produtos agropecuários, produtos da extrativa mineral, produtos industrializados de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis), produtos industrializados de uso intermediário, bens de capitais e serviços.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 15/12/2016 08:42:35

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