Câmbio – Protecionismo de Trump e presença do BC podem levar dólar a uma nova queda

Câmbio – Protecionismo de Trump e presença do BC podem levar dólar a uma nova queda


São Paulo, 24/01 (Enfoque) –

O dólar comercial manteve na segunda-feira a tendência de queda, em meio ao endurecimento das medidas protecionistas do governo dos Estados Unidos e também com a manutenção do Banco Central no mercado de câmbio. Ontem, a divisa chegou a ser negociada a R$ 5,1560, mas encerrou o dia R$ 3,1700, o que representa queda de 0,3%.

A terça-feira tem como destaque na agenda indicadores importantes da economia americana, mas são os passos que o presidente Donald Trump dá em sua política externa e econômica que deve voltar a atrair as atenções dos investidores.

Mercado Externo

A agenda econômica de terça-feira traz como destaque, além do PMI industrial do país, o indicador de vendas de casas existentes. Apesar de relevância dos índices, o mercado espera a divulgação da primeira prévia do PIB do 4º trimestre de 2016.

Mercado Interno

Com o cenário econômico praticamente acompanhando e reagindo aos dados do exterior, mais uma vez os dados do mercado brasileiro pouco devem afetar os negócios por aqui. Notícias de que o Banco Central pode reduzir os compulsórios dos bancos deve afetar, principalmente, os mercados de juros futuros.

Swap

O Banco Central irá realizar sessão de swap cambial para rolagem dos contratos que têm vencimento em 1º de fevereiro. A operação está marcada para as 11h30 e terá duração de dez minutos. Ao todo, serão rolados até 15 mil contratos, com opções de vencimento em maio e julho de 2017.

Reservas

As reservas cambiais do Brasil registraram na sexta-feira (20) posição consolidada de US$ 373,126 bilhões, sendo que quinta-feira (19) a posição era de US$ 372,989 bilhões. A variação foi positiva em US$ 137 milhões. Confira o gráfico:

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 24/01/2017 08:20:57







Exportações crescem 16% em janeiro

Exportações crescem 16% em janeiro


São Paulo, 23/01 (Enfoque) –

Na terceira semana de janeiro de 2017, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,058 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 3,837 bilhões e importações de US$ 2,779 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 9,775 bilhões e as importações, US$ 8,377 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,398 bilhão.

A média diária das exportações da terceira semana (US$ 767,4 milhões), ficou 29,2% acima da média até a segunda semana de janeiro (US$ 593,7 milhões), em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+60,7%), semimanufaturados (+8,4%) e manufaturados (+8,3%). Nas importações, houve retração de 0,7%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana, US$ 555,8 milhões sobre média até a segunda semana, US$ 559,8 milhões), explicada, principalmente, pela queda nos gastos com adubos e fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, bebidas e álcool, equipamentos eletroeletrônicos, aeronaves e peças.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de janeiro (US$ 651,6 milhões) com a de janeiro de 2016 (US$ 561,9 milhões), houve crescimento de 16%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+28,6%, por conta de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas, celulose, óleo de dendê, madeira serrada ou fendida), básicos (+24,1%, em função, principalmente, de minério de ferro, petróleo em bruto, soja em grão, farelo de soja, carnes suína, bovina e de frango) e manufaturados (+2,5%, causado, principalmente, por veículos de carga, óleos combustíveis, açúcar refinado, suco de laranja não congelado, produtos laminados planos de ferro e aço). Em relação a dezembro de 2016, houve retração de 10,1%, em virtude das quedas nas vendas de produtos manufaturados (-30%), e semimanufaturados (-1,3%), enquanto que cresceram as vendas de produtos básicos (+9,7%)

Nas importações, a média diária até a terceira semana de janeiro deste ano (US$ 558,4 milhões), ficou 8,2% acima da média de janeiro do ano passado (US$ 516,1 milhões). Neste comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+99,7%), cereais e produtos da indústria da moagem (+98,9%), combustíveis e lubrificantes (+48,6%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+40,2%), veículos automóveis e partes (+15,3%). Na comparação com dezembro de 2016, houve crescimento de 6,6%, pelos aumentos dos embarques de equipamentos elétricos e eletrônicos (+25,6%), plásticos e obras (+18,2%), químicos orgânicos/inorgânicos (+11,0%), combustíveis e lubrificantes (+7,3%) e equipamentos mecânicos (+4,9%).

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/01/2017 15:09:27







Inflação pelo IPC-S registra alta na terceira semana de janeiro

Inflação pelo IPC-S registra alta na terceira semana de janeiro


São Paulo, 23/01 (Enfoque) –

O IPC-S de 22 de janeiro de 2017 apresentou variação de 0,63%, 0,01 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (0,01% para 0,18%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -2,55% para -1,32%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (1,95% para 2,53%) e Comunicação (0,36% para 0,40%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: cursos formais (3,75% para 5,78%) e tarifa de telefone móvel (0,54% para 0,86%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Alimentação (0,77% para 0,64%), Transportes (1,06% para 0,88%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,56% para 0,46%), Vestuário (-0,41% para -0,49%) e Despesas Diversas (0,92% para 0,66%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: restaurantes (0,64% para 0,44%), gasolina (2,55% para 1,35%), medicamentos em geral (0,17% para 0,04%), roupas (-0,60% para -0,84%) e cigarros (1,60% para 0,84%), respectivamente.

A próxima apuração do IPC-S, com dados coletados até o dia 31.01.2017, será divulgada no dia 01.02.2017.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/01/2017 11:33:34







Chamada de Pré Abertura – Índice Futuro BMF: -0,4% – 250 pontos aos 64.780 pontos

Chamada de Pré Abertura – Índice Futuro BMF: -0,4% – 250 pontos aos 64.780 pontos


São Paulo, 23/01 (Enfoque) –

Var.%: -0,4
Var. Ptos: -250
Valor: 64.780

Nossa previsão acima foi baseada na oscilação do Mini S&P futuro com critérios de análise técnica:

– Variação do Mini S&P Futuro desde o fechamento da sessão anterior:

Var.%: -0,2
Var. Ptos:
-4,25
Valor: 2.262,50

Veja como se comportou o Mini S&P desde o fechamento da sessão anterior no gráfico intraday de 15 minutos:

 

Veja como se comportou o Mini S&P desde o fechamento da sessão anterior no gráfico diário:

 

 

Analista de Valores Mobiliários responsável:

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI

Em conformidade com as disposições da Instrução CVM nº 388, eu Fausto de Arruda Botelho, analista de investimento responsável pela elaboração deste relatório declaro que:

1.       As análises e recomendações refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais, às quais foram realizadas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à (Enfoque).

2.       Não mantenho vínculo com qualquer pessoa natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliiários foram alvo de análise neste Relatório.

3.       A Enfoque não administra fundos, carteiras e clubes de investimentos

4.       A Enfoque não possui participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise neste relatório.

5.       A Enfoque não está envolvida  na aquisição , alienação ou intermediação de valores mobiliários das objeto de análise neste relatório.

6.       Não sou titular, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da(s) companhia(s) objeto da análise neste Relatório, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de meu patrimônio pessoal, e não estou envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado.

7.       Nem eu nem a Enfoque recebemos remuneração por serviços prestados e não temos relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo da análise neste relatório, ou pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse desta(s) companhia(s).

8.       Minha remuneração não está, atrelada à precificação de quaisquer dos valores mobiliários de emissão da(s) companhia(s) objeto de análise neste Relatório, nem às eventuais receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Enfoque com esta(s) companhia(s).

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/01/2017 08:40:26







Focus: Mercado vê IPCA mais perto do centro da meta em 2017

Focus: Mercado vê IPCA mais perto do centro da meta em 2017


São Paulo, 23/01 (Enfoque) –

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017 e com dados também de 2018. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2017 de 4,80% para 4,71%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2018 foi de 4,50%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram estabilidade para 2017 em R$ 3,40. Para o próximo ano, a estimativa é de R$ 3,50 . Depois da surpreendente queda da Selic na semana anterior, o mercado estima agora que a taxa deve fechar o ano a 9,50% e não mais a 9,75%. No caso de 2018, a projeção é de juros a 9,38%.

Em relação ao Produto Interno Bruto de 2017, o mercado manteve a projeção em 0,50%, sendo que também houve manutenção da taxa de crescimento de 2018, a 2,20%.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/01/2017 08:31:58







Pauta do Dia – Protecionismo de Trump preocupa mercados globais

Pauta do Dia – Protecionismo de Trump preocupa mercados globais


São Paulo, 23/01 (Enfoque) –

Ásia

As bolsas de valores da Ásia encerram a segunda-feira sem a definição de um rumo, com os índices acionários variando pouco durante o período. Os investidores aguardam uma posição mais clara do governo dos Estados Unidos quanto aos acordos de livre comércio, como o a Parceria Trans Pacífica. A preocupação é do aumento do protecionismo americano com Donald Trump no poder.

Europa

Os mercados acionários da Europa trabalham no vermelho nesta segunda-feira, dia que deve ser o primeiro de efetivo governo de Trump nos Estados Unidos. A preocupação dos mercados é grande com a possibilidade do endurecimento das regras protecionistas americanas, o que colocaria em risco diversos acordos comerciais assinados pelo país com outros blocos econômicos.  

EUA

Os índices futuros das bolsas de valores americanas indicam que o dia deve começar no vermelho em Wall Street. A agenda econômica mais uma vez não traz muitos indicadores para a semana. No entanto, o período terá dados de fundamental importância para que o mercado consiga mensurar o atual estado da economia americana. É o caso, por exemplo, do PIB, que será divulgado na sexta-feira e também de dados do mercado imobiliário. 

Brasil

A semana terá início com a temperatura política em alta, com a proximidade das eleições para a presidência da Câmara e do Senado e também com a indicação de quem será o novo relator da Lava Jato no STF. A expectativa é que a corte defina isso ainda nesta semana.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/01/2017 08:16:36







BC realiza um leilão de rolagem swap nesta segunda-feira

BC realiza um leilão de rolagem swap nesta segunda-feira


São Paulo, 23/01 (Enfoque) –

O Banco Central irá realizar sessão de swap cambial para rolagem dos contratos que têm vencimento em 1º de fevereiro. A operação está marcada para as 11h30 e terá duração de dez minutos. Ao todo, serão rolados até 15 mil contratos, com opções de vencimento em maio e julho de 2017.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/01/2017 08:05:18







Reserva Cambial – Posição consolidada em 19/1: US$ 372,989 bilhões

Reserva Cambial – Posição consolidada em 19/1: US$ 372,989 bilhões


São Paulo, 23/01 (Enfoque) –

As reservas cambiais do Brasil registraram na quinta-feira (19) posição consolidada de US$ 372,989 bilhões, sendo que quarta-feira (18) a posição era de US$ 373,999 bilhões. A variação foi negativa em US$ 1,01 bilhão. Confira o gráfico:

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/01/2017 08:04:23







Câmbio – Dados dos EUA e política local definem rumos do dólar na semana

Câmbio – Dados dos EUA e política local definem rumos do dólar na semana


São Paulo, 23/01 (Enfoque) –

O dólar comercial acumulou na semana passada desvalorização de 1,2%, encerrando assim o período negociado a R$ 3,1810. O resultado foi consequência de uma semana desfavorável à moeda americana em meio ao cenário de incertezas surgido com o governo de Donald Trump.

A semana deve ser marcada pela divulgação de alguns indicadores de destaque da economia americana, como é o caso da primeira prévia do PIB do quatro trimestre de 2016. Por aqui, o período será “quebrado” com o feriado de quarta-feira na cidade de São Paulo.

Mercado Externo

A agenda econômica mais uma vez não traz muitos indicadores para a semana. No entanto, o período terá dados de fundamental importância para que o mercado consiga mensurar o atual estado da economia americana. É o caso, por exemplo, do PIB, que será divulgado na sexta-feira e também de dados do mercado imobiliário. 

Mercado Interno

A semana terá início com a temperatura política em alta, com a proximidade das eleições para a presidência da Câmara e do Senado e também com a indicação de quem será o novo relator da Lava Jato no STF. A expectativa é que a corte defina isso ainda nesta semana.

Swap

O Banco Central irá realizar sessão de swap cambial para rolagem dos contratos que têm vencimento em 1º de fevereiro. A operação está marcada para as 11h30 e terá duração de dez minutos. Ao todo, serão rolados até 15 mil contratos, com opções de vencimento em maio e julho de 2017.

Reserva Cambial                 

As reservas cambiais do Brasil registraram na quinta-feira (19) posição consolidada de US$ 372,989 bilhões, sendo que quarta-feira (18) a posição era de US$ 373,999 bilhões. A variação foi negativa em US$ 1,01 bilhão. Confira o gráfico:

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/01/2017 08:03:52







Cenário – Ibovespa acumula ganhos e Wall St. recua em semana de posse de Trump

Cenário – Ibovespa acumula ganhos e Wall St. recua em semana de posse de Trump


São Paulo, 23/01 (Enfoque) –

As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos encerram a terceira semana do ano com resultados opostos. Por aqui, o período foi marcado por ganhos, enquanto lá fora o resultado foi de perdas moderadas.

O cenário externo teve como grande destaque a posse do presidente americano Donald Trump, fato que trouxe cautela para os investidores por todo o mundo. Em seu discurso de posse, Trump manteve o tom agressivo de seu discurso, o que ajuda a manter as incertezas nos investidores.

Por aqui, o mercado ficou de olho em Wall Street e o resultado positivo lá fora foi benéfico para os investidores locais. A morte do ministro do STF Teori Zavascki chegou a afetar o Ibovespa, mas o fato logo foi deixado em segundo plano.

Mercado Externo

Com o feriado de segunda-feira nos Estados Unidos, o primeiro indicador de destaque foi divulgado apenas na terça-feira, que foi o caso do Empire State Manufacturing. O resultado da pesquisa de janeiro foi de 6,5 pontos, o que ficou abaixo dos 8 pontos estimados pelo mercado e dos 7,6 pontos da leitura anterior.

Na quarta-feira, o Departamento de Trabalho destacou que o índice de preços ao consumidor de dezembro teve alta de 0,3%, resultado que ficou dentro do esperado pelo mercado. A pesquisa anterior apontou para alta de 0,2%. O núcleo do indicador registrou avanço de 0,2%.

Já o Federal Reserve relatou que a Produção Industrial avançou 0,8% em dezembro, diante de uma estimativa dos analistas de alta de 0,6%. A pesquisa de novembro do indiciador foi revista de queda de 0,4% para -0,7%.

No caso do índice de confiança do setor imobiliário americano, a pesquisa de janeiro apontou para 67 pontos, abaixo dos 69 pontos esperados pelo mercado e também do valor da pesquisa anterior, de 69 pontos.

Na quinta-feira, o índice de casas iniciadas no país registrou um total de 1,226 milhão de unidades, resultado que ficou acima da estimativa de 1,2 milhão. Os números de novembro do indicador foram revistos de 1,09 milhão para 1,102 milhão.

Já os pedidos de auxílio-desemprego variaram de 249 mil pedidos para 234 mil novas solicitações do benefício. A estimativa do mercado era de um total de 255 mil novos pedidos de auxílio-desemprego.

Finalmente, ainda na quinta-feira, o último indicador de destaque foi o índice do Federal Reserve da Filadélfia, que em janeiro registrou 23,6 pontos, acima dos 16 pontos da aposta do mercado. Os números de dezembro foram revistos de 21,5 pontos para 19,7 pontos.

Sendo assim, o Dow Jones acumulou queda de 0,3% aos 19.827,2pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,2% aos 2.271,30 pontos em quatro dias. Confira os gráficos:

 

Mercado Interno

O IPC-S de 15 de janeiro de 2017 apresentou variação de 0,62%, 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,78% para 1,95%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 1,17% para 3,75%.

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017 e com dados  também de 2018. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2017 de 4,81% para 4,80%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2018 foi de 4,50%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram queda para 2017 recuaram de R$ 3,45 para R$ 3,40. Para o próximo ano, a estimativa é de R$ 3,50 . Depois da surpreendente queda da Selic na última semana, o mercado estima agora que a taxa deve fechar o ano a 9,75% e não mais a 10,25%. No caso de 2018, a projeção é de juros a 9,50%.

Em relação ao Produto Interno Bruto de 2017, o mercado manteve a projeção em 0,50%, sendo que também houve manutenção da taxa de crescimento de 2018, a 2,10%.

Com exportações de US$ 2,919 bilhões e importações de US$ 2,799 bilhões a segunda semana de janeiro teve superávit de US$ 120 milhões. No acumulado do mês, as vendas ao exterior totalizaram US$ 5,939 bilhões e as compras externas foram de US$ 5,598 bilhões, com saldo positivo de US$ 341 milhões.

Na segunda semana, a média das exportações chegou a US$ 583,9 milhões, o que significou uma queda de 3,3% em relação à média de US$ 603,9 milhões registrada na primeira semana de janeiro. O motivo foram as quedas nas exportações de produtos semimanufaturados (-34,7%, em razão de açúcar em bruto, celulose, ouro em formas semimanufaturadas, ferro-ligas e ferro fundido bruto) e de produtos manufaturados (-3,1%, em função, principalmente, de produtos laminados de ferro e aço, automóveis de passageiros, suco de laranja não congelado, veículos de carga, hidrocarbonetos e derivados halogenados). Já as vendas de produtos básicos cresceram 12,8%, por conta de petróleo em bruto, café em grão, soja em grão, minérios de ferro, trigo em grão.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,88%, em janeiro. A taxa apurada em dezembro foi de 0,20%. Em janeiro de 2016, a variação foi de 0,69%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou alta de 7,15%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 1,08%, em janeiro. Em dezembro, a variação foi de 0,22%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 0,53%, em janeiro, ante -0,44%, em dezembro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,52% para -0,74%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de 0,32%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,17%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de janeiro, variação de 0,76%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,41%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de 0,91%, no segundo decêndio de janeiro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,53%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de -0,28% para 0,56%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,49% para -0,94%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,31% em janeiro e ficou 0,12 ponto percentual (p.p) acima da taxa de dezembro (0,19%). Este foi o IPCA-15 mais baixo para os meses de janeiro desde 1994, quando foi criado o Plano Real. No acumulado dos últimos doze meses, o índice desceu para 5,94%, ficando abaixo dos 6,58% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2016 a taxa foi 0,92%.

Diante deste contexto, o Ibovespa somou na semana alta de 1,3% aos 64.521 pontos. Confira o gráfico:

Mercado Cambial

A semana foi marcada pela volta do Banco Central ao mercado de câmbio, realizado leilões para rolagem dos contratos de fevereiro de swap cambial. Com isso, e em um cenário de desvalorização global do dólar, a moeda americana perdeu 1,2% a R$ 3,1810. Confira o gráfico:

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/01/2017 07:51:35