Índice que mede clima econômico na AL sobe no trimestre, aponta FGV

Índice que mede clima econômico na AL sobe no trimestre, aponta FGV

A Sondagem da América Latina – elaborada em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV – registrou avanço do Índice de Clima Econômico (ICE), de 5,0 para 5,2 pontos, entre janeiro e abril de 2012. O Índice da Situação Atual (ISA) registrou um pequeno recuo, mas continua na zona favorável e acima da média dos últimos dez anos. O Índice de Expectativas (IE), embora se mantenha abaixo da média histórica e numa zona de avaliação desfavorável, registrou aumento de 0,6 pontos percentuais. A região permanece na fase de declínio do ciclo econômico.
Em âmbito mundial, o ICE passou de 4,6 para 5,3 pontos. Essa melhora é devida principalmente ao IE, que aumentou de 4,6 para 5,8 pontos. Já o ISA, embora tenha registrado um pequeno aumento, continua na zona de avaliação desfavorável. Com esses resultados, o mundo saiu da fase de recessão e passou para a de recuperação.
Nos Estados Unidos, desemprego, déficit publico e falta de confiança nas políticas do governo são os principais problemas apontados pelos especialistas. Essas questões, no entanto, não impediram que os índices registrassem melhoras que mantiveram a economia na fase de recuperação. O crescimento econômico esperado para 2012 é de 2,3%. Na zona do euro e na União Européia os índices mostraram o ínício de uma recuperação econômica. O peso da economia alemã, que passa da fase de declínio no ciclo econômico para a fase de boom, influencia esse resultado. O crescimento esperado para ambas as regiões é de 0,3%.
No grupo dos BRICs, exceto a China, todos os países estão com o ICE favorável. O maior índice é o do Brasil, com 6,2 pontos,  igual ao de janeiro de 2012. Houve queda no ISA (6,3 para 5,6 pontos), que foi compensada pela melhora no IE (6,0 para 6,7 pontos).
O ICE desfavorável da China deve ser qualificado. Na tabela abaixo foram selecionados o que os especialistas consideram como “problemas econômicos muito importantes” enfrentados pelos países no momento atual. O índice vai de 51 à 100 pontos e quanto maior o índice maior a gravidade do problema.
A China, apesar do ICE desfavorável, registra apenas a inflação como um problema como grave.
Resultado dos países da América Latina
O quadro abaixo mostra as fases do ciclo econômico dos países latinos analisados. Apenas o Equador melhora de posição na fase do ciclo. O Chile, embora tenha se mantido na fase de declínio, registrou um expressivo aumento do ICE (1,3 pontos percentuais) devido a melhora no ISA (7,0 para 7,6 pontos) e do IE (2,7 para 4,7 pontos). Depois do Chile, os maiores aumentos em pontos percentuais do ICE são o do Peru (6,4 para 7,2 pontos) e do México (4,1 para 4,8 pontos).
No outro extremo, Argentina e Paraguai sofreram quedas acentuadas do ICE. No entanto, existem diferenças no comportamento dos índices. Na Argentina, a queda do ICE de 4,7 para 3,4 pontos foi puxada pela deterioração nas expectativas e da avaliação da situação atual. No Paraguai, houve melhora nas expectativas, embora ainda desfavoráveis, mas uma piora substancial no ISA (5,0 para 2,1 pontos). Logo, enquanto na Argentina a perspectiva é de recessão, no Paraguai é possível uma recuperação se forem mantidas as tendências da sondagem de abril.
A direção das setas no quadro do ciclo econômico mostra que os três países que estão na fase de boom registram avaliações distintas: Colômbia (índices permanecem iguais); Peru (todos os índices melhoram) e Brasil (ISA piora e o IE melhora).
Os principais problemas apontados pelos especialistas nos países da América do Sul foram:
1. Argentina: inflação, falta de confiança nas políticas do governo e falta de competitividade.
2. Bolívia: falta de confiança nas políticas do governo.
3. Chile: falta de mão de obra qualificada.
4. Colômbia: falta de competitividade.
5. Equador: falta de confiança nas políticas do governo e falta de competitividade.
6. Paraguai: falta de confiança nas políticas do governo, falta de competitividade e de mão de obra qualificada, desemprego e escassez de capital.
7. Peru: falta de mão de obra qualificada.
8. Uruguai: barreiras às exportações, inflação, falta de competitividade e de mão de obra qualificada.
9. Venezuela: inflação, falta de confiança nas políticas do governo, falta de competitividade e de mão de obra qualificada, barreira às exportações e déficit público.
10. Brasil: falta de competitividade e de mão de obra qualificada.
Competitividade é o problema que parece ser comum a maior parte dos países da região.
Ranking dos países
A Colômbia continua galgando posições no Ranking de Clima Econômico e ficou em primeiro lugar. O Brasil permaneceu em sexto lugar.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
16/05/2012 08:27:07

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







FMI estuda retirada da Grécia da zona do euro

FMI estuda retirada da Grécia da zona do euro

(Ag. Brasil) – A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, sinalizou nessa terça-feira (15) que a instituição analisa a possibilidade de retirar a Grécia da zona do euro. Segundo ela, a medida é tecnicamente possível, mas pode custar caro. Lagarde disse que as autoridades gregas ainda têm algum tempo para seguir as orientações relativas ao plano de contenção, definido pelo FMI e pela União Europeia (UE).

“Se os compromissos não forem respeitados, correções apropriadas podem ser feitas, ou seja, ou são atribuídos mais recursos e mais tempo ou são implementados mecanismos para a saída”, disse a diretora. “[A saída da Grécia da zona do euro] seria extremamente cara e representaria grandes riscos, mas faz parte das opções que somos obrigados a estudar tecnicamente”.
As dificuldades econômicas da Grécia se agravaram nos últimos dias, pois as autoridades não conseguem consenso para formar um governo de coalizão. O presidente da Grécia, Carolos Papoulias, sinalizou que devem ser promovidas eleições legislativas na tentativa de buscar um acordo em torno de nomes para a nova equipe de governo.
A instabilidade política assusta a população grega, que faz retirada dos bancos. Apenas ontem, os gregos sacaram cerca de 700 milhões de euros das contas bancárias. O ex-ministro das Finanças da Grécia Evangelos Venizélos disse que, desde 2009, mais de 16 bilhões de euros foram sacados de contas do país e enviados ao exterior, sobretudo para o Reino Unido e a Suíça.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
16/05/2012 07:58:17

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







Grécia terá novas eleições no próximo mês

Grécia terá novas eleições no próximo mês

A Grécia anunciou nesta terça-feira que irá realizar novas eleições. A decisão foi tomada após líderes políticos não conseguirem entrar em acordo para um governo de coalizão, afirmou um porta-voz do presidente grego, Karolos Papoulias.

Ele não informou de imediato uma data para as eleições, mas as regras eleitorais indicam que a votação será no meio de junho. Um governo interino será formado na quarta-feira, disse ainda o porta-voz.
 

O líder dos socialistas, Evangelos Venizelos fez uma apelo a população: “amor de Deus, vamos partir para algo melhor e não para algo pior. Nossa pátria pode encontrar o seu caminho, vamos lutar por isso.”

Pesquisas de intenção de voto colocam o partido radical de esquerda Syriza, que rejeita o pacote de ajuda e ficou em segundo lugar na eleição passada, como provável vencedor da nova votação– resultado que daria um bônus de 50 assentos no Parlamento de 300 cadeiras.
 
Líderes europeus dizem que vão cortar o financiamento à Grécia se o país recuar das promessas feitas em troca do pacote de ajuda acertado em março, o que pode significar a falência do Estado e a exclusão grega da zona do euro.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
15/05/2012 11:09:06

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







Presidente grego se reúne mais uma vez com parlamentares em busca de acordo

Presidente grego se reúne mais uma vez com parlamentares em busca de acordo

(Ag. Brasil) – Sem acordo em mais uma tentativa de encerrar o impasse político na Grécia e no esforço para impedir novas eleições em junho, o presidente grego, Carolos Papulias, propôs ontem (14) à noite que o novo governo de coalizão seja formado por “tecnocratas”. Na prática, isso significa que as nomeações não sejam políticas, mas tenham o aval do Congresso. Hoje (15), há mais uma rodada de negociações entre Papulias e parlamentares.

Com dificuldades internas para administrar os impactos da crise econômica, a Grécia enfrenta inflação elevada, aumento no desemprego, impostos altos e a indignação da população. O novo governo de coalizão tem como desafios renegociar a longo prazo as medidas de austeridade impostas ao país pela União Europeia e pelos Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional (FMI).
A ameaça que assusta os gregos é a retirada deles da União Europeia. Os líderes da zona do euro (que reúne os 17 países que adotam a moeda única) sinalizaram que se a Grécia não respeitar as condições do plano internacional de resgate, poderá sair do bloco, mesmo que isso possa desestabilizar a moeda única. Ontem, as bolsas europeias despencaram devido às incertezas na Grécia.
Papulias se reúne hoje com os líderes durante todo o dia. As conversas ocorrerão a portas fechadas. Um dos momentos mais tensos, segundo analistas, será a reunião com o conservador Panos Kammenos – cujo Partido Nacionalista Populista ganhou 33 dos 300 assentos nas eleições do dia 6 e manteve-se distante das últimas negociações.
O presidente se reunirá ainda com os integrantes do Partido Syriza, da esquerda radical, que despontou como segunda força política do país e rejeitou as últimas propostas de Papulias. No entanto, não há encontros marcados para hoje com integrantes do Partido Comunista Extremista KKE e os neonazistas do Amanhecer Dourado.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
15/05/2012 08:43:52

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







Mantega reafirma que governo não vai intervir no câmbio

Mantega reafirma que governo não vai intervir no câmbio

A desvalorização do real “não preocupa” o governo brasileiro, que “nunca estabeleceu e nem vai estabelecer” um parâmetro de preço para o dólar. “O dólar é flutuante ele vai flutuar de acordo com o mercado”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A moeda norte-americana abriu hoje (14) em alta. No início da tarde, o dólar ultrapassou a barreira dos R$ 2,00.
Mantega preferiu olhar a valorização da moeda-norte americana pela ótica das exportações, lembrando os efeitos benéficos da desvalorização cambial para a indústria do país. “O dólar alto beneficia a economia brasileira, porque dá mais competitividade para os produtos. Significa que a indústria brasileira pode competir melhor com os produtos importados, que ficam mais caros, e pode exportar mais barato, portanto, não preocupa.”
A alta do dólar é atribuída à crise econômica que atinge a zona do euro, em especial, à situação da Grécia. O país enfrenta uma grave crise fiscal, aliada à instabilidade política. Desde as eleições parlamentares do início do mês, quando nenhum partido conseguiu maioria, o governo grego não consegue formar um governo. Ontem (13), o presidente da Grécia, Karolos Papoulias, e os líderes dos três principais partidos do país fracassaram em mais uma tentativa de montar um governo de coalizão. Diante da situaçãogrega, analistas já cogitam a hipótese de a Grécia deixar o grupo de países que adotou o euro como moeda única.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
14/05/2012 15:21:44

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







Doe Jones e SP500 recuam nesta segunda-feira devido a crise política na Europa

Doe Jones e SP500 recuam nesta segunda-feira devido a crise política na Europa

Os principais índices acionários de wall street operam em queda no início da tarde desta segunda-feira de agenda vazia e temores em relação à situação política européia.
 
As atenções do mercado seguem voltadas para a continuidade da indefinição política grega. O país acumula insucessos no processo de formação de um governo de coalizão, fato que suscita a possibilidade de saída da Grécia da Zona do Euro e preocupa o mercado. Os três partidos mais votados – Nova Democracia, Syriza e o Pasok, nesta ordem -, tiveram três dias cada para tentar criar uma coligação, mas fracassaram.
Ainda no Velho Continente, repercute a derrota histórica do partido da chanceler alemã Angela Merkel no pleito regional na Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso da Alemanha. Dados preliminares indicam que o partido de Merkel recebeu menos de 26% dos votos e já traz preocupações sobre o impacto no cenário eleitoral do ano que vem.
No começo desta tarde, o índice Dow Jones recuava 0,75% com 12.724 pontos e o SP500 caia 0,78% aos 1.343,52 pontos.
 
Confira os gráficos:
 

 


Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
14/05/2012 12:28:10

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







Bovespa atinge os 58 mil pontos na manhã desta segunda-feira

Bovespa atinge os 58 mil pontos na manhã desta segunda-feira

A Bolsa de Valores de São Paulo iniciou as negociações desta segunda-feira em forte queda atingindo os 58 mil pontos, seguindo a tendência negativa apresentada semana passada devido ao iminente colapso na zona do euro.
O final de semana foi marcado por um novo fracasso na tentativa grega de costurar um governo de coalizão entre os líderes partidários e deixando as portas abertas para uma saída do país da zona do euro.
As negociações em Atenas, encabeçadas pelo presidente grego, Karolos Papoulias, prosseguem nesta segunda-feira, e os investidores já se preparam para uma “falência selvagem” do país, conforme palavras do vice-primeiro-ministro, Theodoros Pangalos. Para piorar a situação política na Europa, a chanceler alemã, Angela Merkel, sofreu, segundo ela própria, uma “derrota amarga” nas eleições regionais do domingo, durante a eleição no Estado mais populoso da Alemanha.
No cenário local, O Banco Central divulgou a pesquisa semanal das perspectivas da economia brasileira realizada com analistas de mercado. O relatório Focus, como é conhecido, apontou para uma elevação no IPCA de 5,12% para 5,22% no final de 2012.

Assim como já havia acontecido na semana passada, os economistas ouvidos pelo BC reduziram a projeção da taxa Selic de 8,5% ao ano para 8% já em 2012. No caso do próximo ano, a nova projeção é de 9,75% ao ano.

Para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o mercado reduziu a expectativa de 3,23% para 3,20% em 2012 e manteve em 4,30% para 2013.
No final desta tarde, o Ibovespa registrava queda de 2,02% com 58.247 pontos.
Confira o gráfico:


Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
14/05/2012 11:36:24

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







Krugman prevê que Grécia deixará zona do euro no próximo mês

Krugman prevê que Grécia deixará zona do euro no próximo mês

Para o prêmio Nobel de economia, Paul Krugman, é bem possível que a Grécia deixe a zona do euro já no próximo mês. A previsão foi feita em seu blog no site do jornal americano New York Times.

O artigo de Krugman  Krugman foi Eurodämmerung (Crepúsculo do euro, em português), onde ele estima que a zona do euro vai assistir a uma saída maciça de depósitos dos bancos espanhóis e italianos, com os depositantes transferindo seu dinheiro para a Alemanha.

Com este cenário, Krugman diz que o Banco Central Europeu (BCE) terá que intervir para fornecer liquidez aos bancos.
 
A “receita” de Krugman para evitar o colapso do euro é a Alemanha aceitar injetar, de forma indireta, créditos públicos nos “gigantes” da Itália e de Espanha, com garantias para a dívida dos países ou, caso contrário, será o fim do euro.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
14/05/2012 09:20:10

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







Presidente da Grécia tenta acordo com partidos menores para formar governo de coalizão

Presidente da Grécia tenta acordo com partidos menores para formar governo de coalizão

(Ag. Brasil) – O presidente da Grécia, Karolos Papoulias, iniciou mais uma reunião neste domingo, desta vez com os líderes dos partidos menores do país para tentar encerrar a crise política iniciada depois das eleições parlamentares da semana passada.

Mais cedo, Papoulias se reuniu com líderes dos três maiores partidos do país para tentar formar um governo de coalizão.
Na última semana, após as eleições de domingo passado, cada um dos três partidos foi convidado a tentar liderar um governo de coalizão, mas todos fracassaram nas negociações.
Na reunião de Papoulias com os três partidos neste domingo, o líder do partido esquerdista Syriza, Alexis Tsipras, rejeitou o acordo e voltou a afirmar que não vai apoiar nenhuma coalizão de governo que dê apoio às medidas de austeridades associadas ao pacote de ajuda econômica internacional.
O correspondente da BBC em Atenas afirma que estas negociações com partidos menores representam a última chance de evitar a convocação de uma nova eleição, que poderia levar ao poder um partido que é contra o pacote de ajuda econômica internacional e colocar em risco a permanência da Grécia na zona do euro.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
14/05/2012 06:55:01

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







Mantega avalia que alta recente do dólar pode beneficiar indústria brasileira

Mantega avalia que alta recente do dólar pode beneficiar indústria brasileira

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avalia que a recente alta do dólar, hoje em R$ 1,95, vai beneficiar a indústria brasileira e não é motivo de preocupação para o governo. Ele também não vê problema em relação ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que teve alta de 0,64%.
“Nós tivemos uma elevação em abril em relação ao mês anterior, porém foi inferior ao mesmo mês do ano passado. Continuamos com inflação bem menor em 2011. Existem razões, como a elevação do preço do cigarro, do feijão, [do salário da] empregada doméstica. Alguns itens que elevaram [o índice]”, disse.
Para o ministro, o resultado não preocupa pois ele acredita que a inflação continuará em uma trajetória menor do que no ano passado, quando registrou 6,5% [IPCA]. Segundo ele, o que mais preocupa o governo ainda é a situação internacional, principalmente no continente europeu.
“Estão [os europeus] se defrontando com o agravamento da crise que não conseguiram resolver. A estratégia de só fazer ajuste fiscal, com corte de gasto, demissão de pessoas e corte de salários, não funciona”, destacou. De acordo com Mantega, existe na zona do euro uma “dura realidade, que derrubou primeiros-ministros e presidentes”, sem mencionar diretamente o presidente Nicolas Sarkozy que, no último fim de semana, perdeu as eleições na França.
Mantega defende que haja uma mudança de estratégia dos países europeus para combater a crise, pois o desemprego continua grande na região e os problemas econômicos não foram resolvidos, inclusive na Espanha e na Grécia. “As políticas de austeridade não funcionam. Austeridade só levou à mais austeridade. Não levou à mais recuperação. A dívida desses países, em vez de cair, subiu”, observou.
O ministro comentou o posicionamento do socialista François Hollande, vitorioso nas eleições presidenciais francesas, avaliando-o como correto por defender que não basta fazer ajustes fiscais e reduzir despesas sem dar estímulos à economia para enfrentar a crise, como vem sendo feito no Brasil.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
10/05/2012 15:52:25

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras