Bovespa abre em forte baixa em mais um dia de preocupação com a Europa

Bovespa abre em forte baixa em mais um dia de preocupação com a Europa

A Bolsa de Valores de São Paulo opera em forte queda na manhã desta sexta-feira, dia de perdas globais, apesar da divulgação de dados positivos da economia norte-americana.

 

Nesta sessão, a Bolsa paulista volta a acompanhar as cotações externas, que por sua vez operam pessimistas em relação à situação fiscal européia.

 

Na agenda do dia, destaque para o crescimento de 0,8% da produção industrial nos EUA, e do aumento de 0,4% das vendas no varejo, ambos os resultados acima do esperado pelo mercado. Ainda hoje, investidores aguardam anúncio da confiança do cosnumidor e, em seguida, dos estoques de negócios do país.

 

No Brasil, a FGV divulgou que Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 1,11%, em maio. A taxa apurada em abril foi de 0,63%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 

Neste momento, a Bovespa perde 1,88%, aos 63568 pontos. Veja gráfico abaixo:

 

 

 



Fonte: Enfoque Informações
Financeiras
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Recebido em:
14/05/2010 10:50:59

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Chamada de Pré Abertura – Índice Futuro BM&F: -0,7%, -450 pontos aos 64.710 pontos

Chamada de Pré Abertura – Índice Futuro BM&F: -0,7%, -450 pontos aos 64.710 pontos

 

Índice Futuro Var.% Var.Ptos Valor
Chamada de pré abertura   -0,7   -450 64.710
Nossa previsão acima foi baseada na oscilação do Mini S&P futuro com criterios de análise técnicaVar.%Var.PtosValor
Variação do Mini S&P Futuro desde o fechamento da sessão anterior  -0,5   -5,0 1.149
Veja como se comportou o Mini S&P desde o fechamento da sessão anterior no gráfico intraday de 15 minutos 
Veja como se comportou o Mini S&P desde o fechamento da sessão anterior no gráfico diário

 

Analista de Valores Mobiliários responsável:

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI


Em conformidade com as disposições da Instrução CVM nº 388, eu Fausto de Arruda Botelho, analista de investimento responsável pela elaboração deste relatório declaro que:

1.       As análises e recomendações refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais, às quais foram realizadas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à (Enfoque).

2.       Não mantenho vínculo com qualquer pessoa natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliiários foram alvo de análise neste Relatório.

3.       A Enfoque não administra fundos, carteiras e clubes de investimentos

4.       A Enfoque não possui participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise neste relatório.

5.       A Enfoque não está envolvida  na aquisição , alienação ou intermediação de valores mobiliários das objeto de análise neste relatório.

6.       Não sou titular, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da(s) companhia(s) objeto da análise neste Relatório, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de meu patrimônio pessoal, e não estou envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado.

7.       Nem eu nem a Enfoque recebemos remuneração por serviços prestados e não temos relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo da análise neste relatório, ou pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse desta(s) companhia(s).

8.       Minha remuneração não está, atrelada à precificação de quaisquer dos valores mobiliários de emissão da(s) companhia(s) objeto de análise neste Relatório, nem às eventuais receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Enfoque com esta(s) companhia(s).



Fonte: Enfoque Informações
Financeiras
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Recebido em:
14/05/2010 08:44:48

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Cautela e resultados da economia dos EUA puxam queda das Bolsas nesta sessão

Cautela e resultados da economia dos EUA puxam queda das Bolsas nesta sessão

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou no vermelho na tarde desta quinta-feira, dia marcado pela instabilidade das Bolsas, que após alguns momentos de alta confirmaram posição em território negativo. Nesta sessão, incertezas sobre a situação fiscal na Europa e sobre o pacote de 750 bilhões de euros anunciados seguiram deixando investidores mais cautelosos

 

Além disso, agentes voltaram as atenções para a divulgação de dados da economia norte-americana. Entre eles, os pedidos de seguro-desemprego no país atingiram na última semana 444 mil novas solicitações. O resultado é o mesmo da medição anterior, que foi revisado para baixo, segundo informou o Departamento de Trabalho.

 

Ainda hoje, o governo anunicou que os preços dos importados pelos EUA subiram 0,9% em abril, após alta de 0,5% no mês anterior. No período, os preços dos combustíveis importados avançaram

2,3%, ao passo que os preços dos não combustíveis subiram 0,5%. Em março, essas taxas foram positivas em 1,7% e 0,2%.

 

No Brasil, o destaque desta sessão foram os balanços de bancos. O Banco do Brasil encerrou os primeiros três meses de 2010 com lucro líquido de R$ 2,35 bilhões, o que representa alta 41,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado ficou abaixo dos valores divulgados pelo Itaú Unibanco na semana passada, que foi o maior já registrado por um banco na história no Brasil em um primeiro trimestre.

 

Em seguida, a Caixa Econômica Federal anunciou lucro líquido de R$ 777,5 milhões no primeiro trimestre do ano, o que representa 72,1% a mais do que o registrado no mesmo período de 2009.

 

No final do dia, a Bolsa Paulista acompanhou os índices de Wall Street e fechou com recuo de 0,67%, aos 64788 pontos. Veja gráfico abaixo, seguido de tabela com as maiores altas e baixas do dia, bem como relação dos ativos mais negociados.

 

 

Ativo

Código

Último

Variação

TELEMAR

TNLP4

26,90

5,49%

TELEMAR

TNLP3

31,89

5,25%

BRF FOODS

BRFS3

22,95

4,56%

REDECARD

RDCD3

30,52

3,28%

BMFBOVESPA

BVMF3

11,70

2,35%

 

Ativo

Código

Último

Variação

ROSSI RESID

RSID3

12,96

-6,43%

GAFISA

GFSA3

11,40

-5,79%

LLX LOG

LLXL3

7,30

-5,19%

USIMINAS

USIM3

49,71

-4,03%

PDG REALT

PDGR3

15,45

-3,44%

 

Ativo

Código

Último

Volume

VALE

VALE5

R$ 43,70

784.233.257,00

PETROBRAS

PETR4

R$ 30,00

486.494.192,00

BMFBOVESPA

BVMF3

R$ 11,70

211.036.782,00

OGX PETROLEO

OGXP3

R$ 16,00

199.729.240,00

GERDAU

GGBR4

R$ 26,50

151.421.290,00

 

 

Nos EUA, o Dow Jones terminou com -1,05%, aos 10782 pontos. Já o Nasdaq perdeu 1,28%, aos 2394 pontos, ao passo que o S&P teve queda de 1,22%, aos 1157 pontos. Veja gráficos abaixo:

 

 

 



Fonte: Enfoque Informações
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13/05/2010 17:16:56

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Índices acentuam perdas; mini S&P futuro cai 1,09%, para mínima do dia

Índices acentuam perdas; mini S&P futuro cai 1,09%, para mínima do dia

Os principais índices financeiros opera em queda na tarde desta quinta-feira, dia de perdas globais.

Neste momento, o mini S&P futuro opera em baixa acentuada, de 1,09% aos 1158,50 pontos. Veja gráfico abaixo:

 



Fonte: Enfoque Informações
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Recebido em:
13/05/2010 16:18:52

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Bolsas europeias avançam com medidas adotadas por Portugal

Bolsas europeias avançam com medidas adotadas por Portugal

Se ontem foi a Espanha, hoje foi a vez de Portugal anunciar um plano para reduzir o déficit no orçamento até o final de 2011. Com isso, os mercados europeus tiveram mais uma sessão com ganhos.

Em Londres, o FTSE valorizou 0,93% aos 5.433,73 pontos, enquanto em Frankfurt o DAX subiu 1,11% aos 6.251,97 pontos. Confira os gráficos:



Fonte: Enfoque Informações
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Recebido em:
13/05/2010 13:10:26

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Bovespa cede 0,09% e vale 65185 pontos em dia de instabilidade

Bovespa cede 0,09% e vale 65185 pontos em dia de instabilidade

A Bolsa de Valores de São Paulo opera em leve baixa na tarde desta quinta-feira, dia de volatilidade dos mercados, que oscilam momentos de ganhos e perdas.

 

Nesta sessão, de agenda fraca, agentes reagem à divulgação de alguns dados da economia norte-americana.

 

Entre eles, os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos atingiram na última semana 444 mil novas solicitações. O resultado é o mesmo da medição anterior, que foi revisado para baixo. Os dados foram revelados a pouco pelo Departamento de Trabalho do país.

 

Além disso, Os preços dos importados nos Estados Unidos subiram 0,9% em abril, após alta de 0,5% no mês anterior, informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho do país.

 

Desta forma, a Bovespa acompanha os índices de Wall Street e recua 0,09%, aos 65185 pontos. Veja gráfico abaixo:

 



Fonte: Enfoque Informações
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13/05/2010 12:12:24

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Wall St. inicia sessão desta quinta em baixa

Wall St. inicia sessão desta quinta em baixa

Em mais uma sessão com a agenda econômica fraca, os principais mercados acionários dos Estados Unidos operam com leve desvalorização após os primeiros 30 minutos de pregão. As atenções dos investidores estão voltadas para os indicadores de amanhã.

Entre os destaques da agenda de sexta-feira estão os dados de vendas no varejo e também da produção industrial. Além disso, a Universidade de Michigan divulgará sua mais recente pesquisa de confiança do consumidor.

Com isso, o Dow Jones recua 0,38% aos 19.854,4 pontos, enquanto o S&P 500 cai 0,38% aos 1.167,17 pontos. Confira os gráficos:





Fonte: Enfoque Informações
Financeiras
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13/05/2010 11:09:03

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BCE vê melhora do mercado imobiliário na Zona do Euro

BCE vê melhora do mercado imobiliário na Zona do Euro

De acordo com o Banco Central Europeu, o mercado imobiliário da Zona do Euro apresenta sinais de estabilização. A situação ocorre após os imóveis terem caído para o menor preço das últimas duas décadas.

“Os  preços das casas indicam que o ritmo de queda parece ter parado no fim de 2009 e início de 2010, o que pode ser um primeiro sinal que a situação possa se estabilizar em alguns países”, informa o relatório mensal da autoridade monetária.

 

No entanto, o BCE acredita que os preços de casas devem seguir em leve contração em curto prazo, mas em um ritmo mais moderado.

Na segunda metade de 2009, os preços das casas na zona do euro caíram 3,1% face ao período homólogo, a maior queda desde 1982, disse hoje o BCE.

 

Os preços das propriedades recuaram em quase todos os países que utilizam o euro como moeda em 2009, liderados pelas quedas na Irlanda, Espanha, França, Chipre, Eslovênia e Eslováquia.



Fonte: Enfoque Informações
Financeiras
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Recebido em:
13/05/2010 08:54:22

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Pauta do Dia: Mercado de Trabalho dos EUA guia mercados nesta sexta-feira

Pauta do Dia: Mercado de Trabalho dos EUA guia mercados nesta sexta-feira


São Paulo, 02/10 (Enfoque) –

Ásia

Os mercados acionários da Ásia encerra a jornada desta sexta-feira, em sua maioria, com alta. No entanto, o resultado mostrou um ritmo menor do que nos últimos dias, com os investidores preferindo adotar certa cautela com a expectativa da divulgação dos número do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Um resultado melhor do que o esperado pode sinalizar para a elevação da taxa de juros do Federal Reserve já na próxima reunião.

Europa

As bolsas europeias também operam no azul nesta sexta-feira, seguindo o fechamento das asiáticas com as atenções voltadas para os números do mercado de trabalho americano. No entanto, analistas alertam para uma série de incertezas sobre o crescimento econômico chinês, bem como um iminente aumento da taxa dos juros americanos, o que pode causar problemas à frente para os mercados.

EUA

Os índices futuros das bolsas americanas sinalizam para um início de pregão positivo, com os investidores na expectativa dos números do mercado de trabalho do país. A aposta dos analistas é para a criação de 203 mil novos empregos, ante 173 mil em agosto, com a taxa de desemprego se mantendo em 5,1%. A importância do indicador aumentou após o Fed sinalizar que iria esperar a melhora de indicadores econômicos para decidir pelo aumento dos juros.

Brasil

As quedas registradas na última semana e nos primeiros dias a atual fizeram com os investidores voltassem às compras no Ibovespa, chegando até mesmo a ignorar questões da política interna. Além disso, um cenário externo atraído pelo risco contribui para a volta dos investidores, que aguardam a divulgação de dados da economia americana com ansiedade. Por aqui, o cenário político deve mais uma vez ter papel importante para os negócios.

Dólar

A moeda americana encerrou a jornada de quinta-feira com valorização, voltando a fecha acima do patamar de R$ 4,00. A volatilidade na cotação da divisa mostra um cenário especulativo e de certa cautela por uma parte dos investidores. O cenário externo é favorável, o que deixa a situação ainda mais imprevisível.

O Banco Central agendou para esta sexta-feira (2), uma sessão de leilão de rolagem de swap cambial. Ele está marcado para as 11h30, com duração de 10 minutos, vai ofertar aos mercados até 10,275 mil contratos de novembro de 2015 para dezembro de 2015 e março de 2016.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 02/10/2015 07:38:31







Produção industrial recua 1,2% em agosto

Produção industrial recua 1,2% em agosto


São Paulo, 02/10 (Enfoque) –

Agosto 2015 / Julho 2015
-1,2%
Agosto 2015 / Agosto 2014
-9,0%
Acumulado 2015
-6,9%
Acumulado 12 meses
-5,7%
Média móvel trimestral
-1,2%

Em agosto de 2015, a produção industrial nacional recuou 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 3,4%. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apontou queda de 9,0% em agosto de 2015, 18ª taxa negativa consecutiva.Assim, o setor industrial acumulou redução de 6,9% nos oito meses de 2015. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com o recuo de 5,7% em agosto de 2015, assinalou perda mais intensa do que a verificada em julho último (-5,4%) e manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2,1%).

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil – Agosto de 2015
Grandes Categorias
Econômicas
Variação (%)
Agosto 2015/
Julho 2015*
Agosto 2015/
Agosto 2014
Acumulado
Janeiro-Agosto
Acumulado nos
Últimos 12 Meses
Bens de Capital
-7,6
-33,2
-22,4
-18,4
Bens Intermediários
0,2
 
-5,5
 
-3,7
 
-3,4
 
Bens de Consumo
-0,9
 
-9,1
 
-8,8
 
-6,5
 
   Duráveis
-4,0
 
-14,6
 
-14,2
 
-12,0
 
   Semiduráveis e não Duráveis
-0,3
 
-7,6
 
-7,2
 
-4,8
 
Indústria Geral
-1,2
 
-9,0
 
-6,9
 
-5,7
 
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*Série com ajuste sazonal

Em agosto, 14 dos 24 ramos investigados tiveram queda na produção

A redução de 1,2% da atividade industrial, na passagem de julho para agosto, alcançou três das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, a principal influência negativa foi registrada por veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 9,4%, eliminando, assim, a expansão de 1,9% observada no mês anterior, quando interrompeu nove meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou perda de 27,0%. Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram das atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%), de produtos de metal (-3,0%), de metalurgia (-1,3%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-3,6%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos
(-2,5%), de outros equipamentos de transporte (-3,4%) e de produtos de minerais não-metálicos (-1,5%).

Por outro lado, entre os nove ramos que ampliaram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância para a média global foi assinalado por produtos alimentícios, que avançou 2,4%, recuperando, dessa forma, parte da queda de 5,4% verificada em julho. Outros impactos positivos importantes foram observados nos setores de bebidas (4,3%), de indústrias extrativas (0,6%) e de produtos de madeira (5,1%), com o primeiro eliminando parte do recuo de 6,1% registrado no mês anterior; o segundo interrompendo três meses de taxas negativas consecutivas, período em que acumulou perda de 2,6%; e o último devolvendo parte da queda de 7,3% de julho.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de capital, ao recuar 7,6%, e bens de consumo duráveis (-4,0%) mostraram as reduções mais acentuadas em agosto de 2015, influenciadas, em grande parte, pela menor produção de caminhões, na primeira, e de automóveis e eletrodomésticos, na segunda, ainda afetadas pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas. Com os resultados de agosto, o primeiro segmento apontou a queda mais intensa desde dezembro de 2014 (-15,4%) e acumulou perda de 25,3% nos últimos sete meses de taxas negativas consecutivas; e o segundo eliminou parte do avanço de 9,4% assinalado no mês anterior, quando interrompeu nove meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou redução de 26,0%. O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,3%) também registrou taxa negativa, em agosto de 2015, após recuar 3,4% no mês anterior. Por outro lado, o segmento de bens intermediários, ao avançar 0,2%, mostrou o único resultado positivo nesse mês, interrompendo seis meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 4,0%.

Média móvel recua 1,2% no trimestre encerrado em agosto

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou recuo de 1,2% no trimestre encerrado em agosto de 2015, frente ao nível do mês anterior, e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2014. Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (-4,8%) e bens de consumo duráveis (-1,9%) mostraram as reduções mais acentuadas nesse mês, com o primeiro acumulando perda de 17,0% nos últimos cinco meses; e o segundo prosseguindo com o comportamento negativo presente desde dezembro de 2014. Os setores produtores de bens intermediários (-0,6%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%) também registraram taxas negativas nesse mês, com o primeiro mantendo a trajetória descendente iniciada em setembro do ano passado; e o segundo intensificando a magnitude de queda frente ao resultado de julho último (-0,1%).

Indústria recua 9,0% em relação a agosto de 2014

Na comparação com agosto de 2014, o setor industrial mostrou queda de 9,0%, em agosto de 2015, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 23 dos 26 ramos, 63 dos 79 grupos e 71,9% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 26,2%, exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionada, em grande parte, pela redução na produção de caminhões, automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, reboques e semirreboques, carrocerias e chassis com motor para ônibus e caminhões e autopeças. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,7%), de máquinas e equipamentos (-15,3%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-30,3%), de produtos de metal (-15,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,7%), de produtos alimentícios (-2,7%), de outros produtos químicos (-7,4%), de metalurgia (-7,3%), de produtos de borracha e de material plástico (-10,1%), de produtos de minerais não-metálicos (-9,2%), de produtos têxteis (-20,7%), de impressão e reprodução de gravações (-26,2%) e de móveis (-19,6%).

Por outro lado, ainda na comparação com agosto de 2014, entre as três atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (2,9%), impulsionado, em grande parte, pelos avanços nos itens minérios de ferro pelotizados e óleos brutos de petróleo.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (-33,2%) e bens de consumo duráveis (-14,6%) assinalaram, em agosto de 2015, as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-7,6%) e de bens intermediários (-5,5%) também mostraram resultados negativos nesse mês, mas ambos com recuos abaixo da média nacional (-9,0%).

O setor bens de capital, ao recuar 33,2% no índice mensal de agosto de 2015, assinalou a décima oitava taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde o ínicio da série histórica nesse tipo de comparação. Na formação do índice de agosto, o segmento foi influenciado pelo recuo observado em todos os seus grupamentos, com claro destaque para a redução de 39,1% de bens de capital para equipamentos de transporte, pressionado, principalmente, pela menor fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, reboques e semirreboques, embarcações, ônibus e vagões para transporte de mercadorias. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-35,1%), para construção (-56,8%), agrícola (-32,4%), para energia elétrica (-19,7%) e para fins industriais (-2,3%).

O segmento de bens de consumo duráveis recuou 14,6% no índice mensal de agosto de 2015, décimo oitavo resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e mais intenso do que o verificado em julho último (-13,7%). Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-12,0%), de eletrodomésticos da “linha branca” (-21,7%) e da “linha marrom” (-17,7%), influenciados, em grande parte, por reduções de jornadas de trabalho e pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas. Outros impactos negativos importantes vieram de motocicletas (-12,7%), de móveis (-18,2%) e do grupamento de outros eletrodomésticos (-8,1%).

A redução na produção de bens de consumo semi e não-duráveis (-7,6%), em agosto de 2015, foi o décimo resultado negativo consecutivo na comparação com igual mês do ano anterior, mas diminuiu a intensidade de queda frente ao verificado em julho último (-9,2%). O desempenho nesse mês foi explicado pelos recuos observados em todos os seus grupamentos: semiduráveis (-11,7%), carburantes (-11,8%), alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-4,4%) e não-duráveis (-7,0%). Nesses subsetores, os principais impactos negativos foram assinalados pelos itens telefones celulares, calças compridas, calçados de couro feminino, cds, dvds, tênis de material sintético montado, camisas, blusas e semelhantes de uso feminino e roupas de cama (colchas, cobertores, lençóis e etc.), no primeiro; de gasolina automotiva e álcool etílico, no segundo; de sucos concentrados de laranja, açúcar refinado de cana, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, bombons e chocolates em barras, refrigerantes, café torrado e moído e achocolatados em pó, no terceiro; e de medicamentos, livros, brochuras ou impressos sob encomenda e revistas periódicas (impressas sob encomendas), no último.

A produção de bens intermediários, com redução de 5,5% em agosto de 2015, assinalou a décima sétima taxa negativa consecutiva e com ritmo de queda próximo ao verificado no mês anterior (-5,6%). O resultado desse mês foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,0%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,2%), de produtos de metal (-17,9%), de outros produtos químicos (-7,5%), de metalurgia (-7,3%), de produtos de borracha e de material plástico (-10,0%), de produtos de minerais não-metálicos (-9,0%), de produtos têxteis (-20,1%) e de produtos alimentícios (-0,2%), enquanto as pressões positivas foram registradas por indústrias extrativas (2,9%), máquinas e equipamentos (10,3%) e celulose, papel e produtos de papel (1,9%). Ainda nessa categoria, vale citar também os recuos observados nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-15,2%), que marcou a décima oitava taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde o ínicio da série histórica, e de embalagens (-6,2%), que acentuou a queda de 3,4% assinalada no mês anterior.

Produção Industrial recua 6,9% no acumulado no ano

No índice acumulado para o período janeiro-agosto de 2015, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 6,9%, com perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 24 dos 26 ramos, 68 dos 79 grupos e 72,4% dos 805 produtos pesquisados apontaram recuo na produção. Entre os setores, o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-21,0%), pressionado, em grande parte, pela redução na produção de aproximadamente 92% dos produtos investigados na atividade, com destaque para os recuos registrados por automóveis, caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, autopeças, reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias e carrocerias para caminhões e ônibus.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-29,6%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,5%), de máquinas e equipamentos (-11,8%), de produtos alimentícios (-3,7%), de metalurgia (-7,5%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-14,4%), de produtos de metal (-9,6%), de produtos de borracha e de material plástico (-7,0%), de outros produtos químicos (-4,1%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-9,8%), de bebidas (-6,7%) e de produtos de minerais não-metálicos (-5,8%).

Por outro lado, entre as duas atividades que ampliaram a produção, a principal influência foi observada em indústrias extrativas (7,7%), impulsionada, em grande parte, pelos itens minérios de ferro pelotizados e em bruto e óleos brutos de petróleo.

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os oito meses de 2015 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-22,4%) e bens de consumo duráveis (-14,2%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (-28,2%), na primeira, e de automóveis (-12,9%) e eletrodomésticos (-22,2%), na segunda. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-7,2%) e de bens intermediários (-3,7%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado no ano, com o primeiro prosseguindo com recuo acima da magnitude observada na média nacional (-6,9%), e o segundo apontando a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 02/10/2015 09:02:36