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Inflação derruba poder de compra de 90% das profissões. O que isso significa?

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Pessoa colocando lâmpada em cima de uma pilha de moedas
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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou um estudo em que concluiu que a inflação impactou negativamente 90% das profissões no que se refere ao seu poder de compra. Você sabe o que isso significa?

O poder de compra é o potencial de aquisição que determinada pessoa possui em dado momento. Um exemplo muito básico para entender isso é considerar o preço de um produto há, por exemplo, dez anos. Você conseguiria comprá-lo pelo mesmo valor hoje em dia?

Se não, significa que você perdeu o poder de compra. Porém, isso não depende exclusivamente de um fator – e muito menos do trabalhador. Existem uma série de variáveis que impactam as possibilidades de aquisição.

Uma delas é a inflação. Vamos entender melhor esse processo!

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A influência da inflação e da deflação

Como vimos anteriormente, o poder de compra é a relação entre o dinheiro e o valor dos produtos.

E, assim, sabemos que o valor dos produtos é impactado pela inflação. Basicamente, a inflação se dá pelo excesso de dinheiro na economia. E qual é o problema disso? O aumento da demanda em relação a oferta e o aumento dos preços de bens e serviços.

Em resumo: os produtos ficam mais caros por conta do aumento de pessoas que precisam adquiri-lo. E, com isso, perde-se o poder de compra.

O aumento da inflação diminui o poder de compra da população

Vale destacar que, apesar de incomum, o contrário também pode acontecer. Ou seja, a deflação, que é um processo em que há diminuição de capital circulando e, consequentemente, os preços dos produtos caem. Isso faz com que o poder de compra aumente.

Outra questão importante é que a inflação e a deflação mudam de acordo com o local e os padrões de consumo de sua população. Além disso, as diretrizes desses índices e outros fatores da política monetária são de competência do Banco Central do Brasil (Bacen).

Mas ter um alto poder de compra também não significa que a economia de um país está em ordem. Ambas situações podem representar um desequilíbrio que precisa ser acertado. Veja, também, outros fatores que influenciam na volatilidade dos preços:

  • Crises econômicas e políticas;
  • Desvalorização da moeda;
  • Decisões do Bacen;
  • Política monetária.
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Profissões perdem o poder de compra

O estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que mencionamos anteriormente, levou em consideração 140 profissões que mais estão em atuação no Brasil.

Entre elas, as que mais perderam o poder de compra foram a de faxineiro (16%) e motorista de ônibus (3,9%). Entre as causas desses dados, estão a precariedades das condições que já afetavam esses ofícios e os impactos que a pandemia de Covid-19 acabou causando nesses âmbitos.

E ainda considerando os impactos da pandemia, as profissões que menos foram prejudicadas são as que justamente foram mais requisitadas nos últimos tempos. Assim, destacam-se os médicos – e outros componentes da área de saúde – e os profissionais de T.I.

Porém, apesar da inflação ser uma métrica particular de cada país, estamos presenciando um aumento sistêmico no cenário internacional. Dessa maneira, as expectativas para além deste ano é que esse índice continue crescendo, por conta dos problemas na oferta e produção.

Um dos causadores dessas questões é o conflito na Ucrânia. Ou seja, pode continuar causando aumento no preço da energia, alimentos e outras commodities. A pandemia, mais uma vez, segue sustentando a instabilidade do cenário, uma vez que pode causar novos lockdowns, adicionando mais problemas nas cadeias globais de produção.

Dessa maneira, a problemática seria o aumento da inflação se tornar tão recorrente que aconteça uma mudança de regime inflacionário. Isso significa que sairíamos do período que ficou conhecido como “grande moderação”, que corresponde a um momento de redução da volatilidade das flutuações do ciclo de negócios.

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Estudante de Letras que tem muita curiosidade por tudo o que tem a ver com Tecnologia e Inovação. Cria da Baixada Fluminense e vascaína de coração. Adora suspense policial, mas a maior paixão de todas é escrever: seja sobre finanças ou sobre qualquer outra coisa.

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