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PIB recua ante o 2º tri (-0,8%) e chega a R$ 1,6 trilhão no 3º tr


São Paulo, 30/11 (Enfoque) –

PERÍODO DE COMPARAÇÃO

 
INDICADORES
PIB
AGROPEC
INDUS
SERV
FBCF
CONS. FAM
CONS. GOV
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (c/ ajuste sazonal)
-0,8%
-1,4%
-1,3%
-0,6%
-3,1%
-0,6%
-0,3%
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (s/ ajuste sazonal)
-2,9%
-6,0%
-2,9%
-2,2%
-8,4%
-3,4%
-0,8%
Acumulado em 4 trimestres / mesmo período do ano anterior (s/ ajuste sazonal)
-4,4%
-5,6%
-5,4%
-3,2%
-13,5%
-5,2%
-0,9%
Valores correntes no trimestre (R$ bilhões)
R$ 1.580,2
R$ 75,3
R$ 302,2
R$ 993,4
R$ 260,5
R$ 1.009,6
R$ 303,4
TAXA DE INVESTIMENTO (FBCF/PIB) no 3° trimestre de 2016 = 16,5%
TAXA DE POUPANÇA (POUP/PIB) no 3° trimestre de 2016 = 15,1%

O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,8% na comparação do terceiro trimestre de 2016 contra o segundo trimestre do ano na série com ajuste sazonal. É a sétima queda seguida nessa comparação. Frente a igual período de 2015, houve contração do PIB (- 2,9%) pela 10ª vez consecutiva. No acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2016, o PIB registrou queda de 4,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, sétimo resultado negativo seguido. Já no resultado acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB apresentou recuo de 4,0% em relação a igual período de 2015, a maior queda para este período desde o início da série em 1996.

Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2016 alcançou R$ 1,580 trilhão, sendo R$ 1,371 trilhão referente ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 209,3 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

Em relação ao 2º tri, PIB cai 0,8%

O PIB recuou 0,8% na comparação do terceiro contra o segundo trimestre de 2016, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. É o sétimo resultado negativo consecutivo nesta base de comparação. A agropecuária (-1,4%), a indústria (-1,3%) e os serviços (-0,6%) apresentaram queda.

Na indústria, houve crescimento de 3,8% na extrativa mineral, puxada pela extração de petróleo e gás natural. A indústria de transformação (-2,1%) e a construção (-1,7%) apresentaram queda. Já a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana registrou variação negativa de 0,2% no trimestre.

Nos serviços, transporte, armazenagem e correio (-2,6%), outros serviços (-1,0%), intermediação financeira e seguros (-0,6%) e comércio (-0,5%) apresentaram queda. Administração, saúde e educação pública (-0,1%) e atividades imobiliárias (0,0%) mantiveram-se praticamente estáveis no trimestre. Já a atividade de serviços de informação (0,5%) variou positivamente.

Pela ótica da despesa, a formação bruta de capital fixo voltou a cair (-3,1%), após ter crescido 0,5% no trimestre anterior. A despesa de consumo das famílias (-0,6%) caiu pelo sétimo trimestre seguido e a despesa de consumo do governo recuou 0,3%. No setor externo, as exportações caíram 2,8%, enquanto que as importações recuaram 3,1% em relação ao segundo trimestre de 2016.

PIB cai 2,9% em relação ao 3º trimestre de 2015

Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB sofreu contração de 2,9% no terceiro trimestre de 2016, o 10º resultado negativo consecutivo nesta base de comparação. O valor adicionado a preços básicos caiu 2,5% e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios recuaram em 4,8%.

Dentre as, a agropecuária registrou queda de 6,0% em relação a igual período do ano anterior. Algumas culturas mostraram retração na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como milho (-25,5%), algodão (-16,9%), laranja (-4,7%) e cana de açúcar (-2,0%). Café (11,0%) e mandioca (3,8%), cujas safras também são significativas nesse trimestre, apontaram crescimento na produção.

A indústria sofreu queda de 2,9%. Nesse contexto, a indústria de transformação recuou 3,5%, resultado influenciado pelo decréscimo na produção de máquinas e equipamentos; da indústria automotiva e outros equipamentos de transporte; produtos de metal; artigos do vestuário; produtos farmacêuticos; móveis e equipamentos de informática.

A construção também apresentou redução no volume do valor adicionado (-4,9%). Já a extrativa mineral caiu 1,3% em relação ao terceiro trimestre de 2015, puxada principalmente pela queda da extração de minérios ferrosos. A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana registrou expansão de 4,3%, influenciada pelo efeito-base proveniente do desligamento de termelétricas no 3º trimestre de 2015 e no 1º e 2º trimestres de 2016.

Os serviços caíram 2,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para a queda de 7,4% em transporte, armazenagem e correio e de 4,4% no comércio (atacadista e varejista). Também apresentaram resultado negativo as atividades de intermediação financeira e seguros (-3,3%), outros serviços (-2,5%) e serviços de informação (-1,5%). Administração, saúde e educação pública (0,1%) e as atividades imobiliárias (0,1%) mantiveram-se praticamente estáveis no período.

Pelo sexto trimestre seguido, todos os componentes da demanda apresentaram resultado negativo na comparação com igual período do ano anterior. A despesa de consumo das famílias caiu 3,4%. Este resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período.

A formação bruta de capital fixo sofreu contração de 8,4% no terceiro trimestre de 2016, a 10ª consecutiva. Este recuo é justificado pela queda das importações e da produção interna de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo desempenho negativo da construção. A despesa de consumo do governo caiu 0,8% frente ao terceiro trimestre de 2015.

No setor externo, as exportações variaram 0,2% (após terem crescido 4,0% no trimestre anterior), enquanto que as importações caíram em 6,8% no terceiro trimestre de 2016, ambas influenciadas pela valorização de 8,5% na taxa de câmbio e pelo desempenho da atividade econômica registrados no período.

Dentre as exportações, as maiores quedas ocorreram na agropecuária, siderurgia e extrativa mineral. Nas importações, as maiores quedas ocorreram em máquinas e equipamentos, siderurgia, indústria automotiva, borracha, plástico, eletroeletrônicos, confecções e calçados.

De janeiro a setembro, PIB acumula queda de 4,0%

O PIB no acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2016 recuou 4,0% em relação a igual período de 2015. É a maior queda acumulada para o período de janeiro a setembro desde o início da série histórica iniciada em 1996. Nesta base de comparação, agropecuária (-6,9%), indústria (-4,3%) e serviços (-2,8%) acumulam queda.

Na análise da demanda interna, houve queda de 11,6% da formação bruta de capital fixo. A despesa de consumo das famílias (-4,7%) e a despesa de consumo do governo (-0,7%) também acumulam queda no ano. Analisando-se o setor externo, as importações caíram 13,1%, enquanto que as exportações cresceram 5,2%.

PIB acumulados em quatro trimestres cai 4,4%

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em setembro de 2016 recuou 4,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da contração de 3,8% do valor adicionado a preços básicos e do recuo de 8,3% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O resultado do valor adicionado neste tipo de comparação decorreu das quedas na agropecuária (-5,6%), indústria (-5,4%) e serviços (-3,2%).

Sob a ótica da despesa, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo pelo sexto trimestre consecutivo. A formação bruta de capital fixo sofreu contração de 13,5%. A despesa de consumo das famílias (-5,2%) e a despesa de consumo do governo (-0,9%) também apresentaram queda.

Já no âmbito do setor externo, as exportações cresceram 6,8%, enquanto que as importações recuaram 14,8%.

PIB no 3º tri de 2016 chega a R$ 1,6 trilhão

O PIB no terceiro trimestre de 2016 totalizou R$ 1,580 trilhão, sendo R$ 1,371 trilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 209,3 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2016 foi de 16,5% do PIB, abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (18,2%). A taxa de poupança foi de 15,1% no terceiro trimestre de 2016 (ante 15,3% no mesmo período de 2015).

Revisão das séries das Contas Trimestrais

As Contas Nacionais Trimestrais têm a rotina de, na divulgação do terceiro trimestre de cada ano, realizar uma revisão mais abrangente que incorpora os novos pesos das Contas Nacionais Anuais de dois anos antes.

 

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 30/11/2016 09:12:18

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