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PNAD Contínua: taxa de desocupação fica em 11,2% no trimestre encerrado em maio de 2016


São Paulo, 29/06 (Enfoque) –

Indicador / Período

 Mar – Abr – Mai
2016
Dez – Jan – Fev
2015/2016
Mar – Abr – Mai
2015
Taxa de desocupação
11,2%
10,2%
8,1%
Rendimento real habitual
R$ 1.982
R$$ 1.972
R$ 2.037
Valor do rendimento real habitual em relação a:
estável
-2,7%

A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em maio de 2016 foi estimada em 11,2% para o Brasil, ficando acima da taxa do trimestre móvel encerrado em fevereiro (10,2%) e superando, também, a do mesmo trimestre do ano anterior (8,1%). A população desocupada (11,4 milhões de pessoas) cresceu 10,3% (aproximadamente 1,1 milhão pessoas) em relação ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 e subiu 40,3% (mais 3,3 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2015. Já a população ocupada (90,8 milhões de pessoas) apresentou estabilidade quando comparada com o trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 285 mil pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2015, foi registrada queda de 1,4% (menos 1,2 milhão de pessoas). O número de empregados com carteira assinada no setor privado apresentou queda de 1,2% frente ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 428 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 4,2% (menos 1,5 milhão de pessoas). O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.982) ficou estável frente ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (R$ 1.972) e caiu 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.037). A massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos (R$ 175,6 bilhões) ficou estável frente ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, e apresentou redução de 3,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. A publicação completa da PNAD Contínua Mensal pode ser acessada aqui.

Os indicadores da PNAD Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em maio de 2016 foi calculada a partir das informações coletadas em março/2016, abril/2016 e maio/2016. Mais informações sobre a metodologia estão disponíveis aqui.

Quadro 1 – Taxa de Desocupação – Brasil – 2012/2016
 
Trimestre móvel20122013201420152016
nov-dez-jan
7,2
6,4
6,8
9,5
dez-jan-fev
7,7
6,8
7,4
10,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
10,9
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
11,2
mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
11,2
abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
 
mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
 
jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
 
jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
 
10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
9,0
 
11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
 
12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
 
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
 

No trimestre de março a maio de 2016, havia cerca de 11,4 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Esta estimativa no trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 correspondia a 10,4 milhões de pessoas, representando um acréscimo de 10,3%, ou mais 1,0 milhão de pessoas nesse contingente. No confronto com igual trimestre do ano passado esta estimativa subiu 40,3%, significando um aumento de 3,3 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.

O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 90,8 milhões no trimestre de março a maio de 2016. Observou-se, ainda que esta população registrou estabilidade, quando comparada com o trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, apesar de ter havido uma queda de 285 mil pessoas neste contingente, mas que não é estatisticamente significativa. Em comparação com igual trimestre do ano passado foi registrada queda de 1,4%, representando aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.

O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada apresentou queda em ambos os períodos de comparação. Frente ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 houve queda de 1,2% e, na comparação com igual trimestre do ano passado, a queda foi de 4,2%. Neste período foi registrada perda de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas nessa condição. A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada apresentou acréscimo de 3,5%, frente a dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, ficando estável frente ao mesmo período do ano anterior.

O contingente de trabalhadores domésticos apresentou-se estável em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 e apresentou elevação de 5,1% frente ao mesmo período do ano anterior (mais 307 mil pessoas). A categoria das pessoas que trabalharam por conta própria registrou queda de 1,3%, em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 314 mil pessoas). Na comparação com o trimestre de março a maio de 2015, constatou-se um aumento de 4,3%, o que representou um acréscimo de 952 mil pessoas. O contingente dos empregadores apresentou estabilidade em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, e uma redução de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, menos 208 mil pessoas neste contingente.

Na análise do contingente de ocupados, segundo os grupamentos de atividade , em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, ocorreu retração de 2,9% na Construção (-227 mil pessoas) e de 1,7% na Agricultura, Pecuária, Produção florestal, Pesca e Aquicultura (-161 mil pessoas). Em contrapartida, na Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais verificou-se um aumento de 1,8% (268 mil pessoas). Nos demais grupamentos de atividade, não se observou variação estatisticamente significativa.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 1.982, registrando estabilidade frente ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (R$ 1.972), e retração de 2,7%, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.037).

Quadro 3 – Rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos
pelas pessoas ocupadas – Brasil – 2012/2016

 
Trimestre móvel20122013201420152016
nov-dez-jan
-1.954
2.009
2.052
1.989
dez-jan-fev
-1.965
2.030
2.052
1.972
jan-fev-mar
1.934
1.976
2.052
2.052
1.986
fev-mar-abr
1.948
1.983
2.050
2.042
1.974
mar-abr-mai
1.936
1.992
2.044
2.037
1.982
abr-mai-jun
1.937
2.009
2.013
2.042
 
mai-jun-jul
1.953
2.021
1.985
2.025
 
jun-jul-ago
1.956
2.029
1.995
2.014
 
jul-ago-set
1.955
2.028
2.017
2.017
 
10°
ago-set-out
1.950
2.035
2.032
2.008
 
11°
set-out-nov
1.948
2.027
2.025
1.992
 
12°
out-nov-dez
1.947
2.015
2.036
1.981
 
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
 

Na comparação com o trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, todos os grupamentos de atividade não tiveram variação estatisticamente significativa nos seus rendimentos médios. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, os grupamentos que apresentaram quedas em seus rendimentos médios foram: Outros Serviços (8,2%), Agricultura, Pecuária, Produção florestal, Pesca e Aquicultura (5,5%), e Comércio, Reparação de veículos automotores e motocicletas (3,9%).

Em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, não se observou variação do rendimento do trabalho por posição na ocupação. Na comparação com o trimestre de março a maio de 2015, somente a categoria do Conta Própria, apresentou uma retração de 3,0% no rendimento habitual real, as demais categorias apresentaram-se estáveis nos seus rendimentos médios.

A massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 175,6 bilhões de reais, mantendo-se estável em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, e apresentando queda de 3,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

(por Oscar Brandtneris)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 29/06/2016 09:21:18







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