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10 profissões com maior ganho salarial na pandemia

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Durante abril e junho de 2020, a renda do trabalhador brasileiro caiu, em média, 20,1%. Esse período foi caracterizado pelo auge da pandemia do Coronavírus no Brasil.

Os dados são de uma pesquisa publicada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social).

A FGV revela que no 2º trimestre desde ano, a renda do trabalhado teve queda de R$ 1.118 para R$ 893, em comparação com o trimestre anterior.

Porém, segundo o Banco Nacional de Empregos (BNE), algumas carreiras até tiveram ganho salarial neste período.

Esse movimento, de acordo com o BNE, deve-se pela alta demanda de alguns profissionais, principalmente na área de saúde.

“É evidente que se tornou necessário cada vez mais profissionais de saúde, por exemplo, nos postos de atendimento no combate a Covid-19. Além disso, com o isolamento social, as empresas precisaram migrar seus serviços para o atendimento on-line, o que justifica aumento de vagas nesses setores e aumento salarial desses profissionais”, ressalta o CEO do BNE, Marcelo de Abreu e Silva.

Quais profissões tiveram ganho salarial durante a pandemia?

As profissões beneficiadas desses setores com os respectivos percentuais de ganho salarial são:

1 – Técnico de bioquímico: 25,23%;
2 – Gerente de TI: 15%;
3 – Médico: 14,91%;
4 – Engenheiro de software: 12,91%;
5 – Farmacêutico: 9,81%;
6 – Supervisor farmacêutico: 9,81%;
7 – Arquiteto de software: 8,33%;
8 – Desenvolvedor: 7,15%;
9 – Enfermeiro: 7%;
10 – Gerente de projetos: 6,79%.

Técnico de bioquímico é a profissão com maior ganho salarial, de acordo com o BNE

No levantamento realizado pelo BNE também foram divulgadas as profissões com maior aumento de contratações.

O CEO explica que houve uma mudança brusca para a valorização do e-commerce, delivery e serviços digitais. Confira:

Desenvolvedor: 168,5%;
Entregador: 73,44%;
Ajudante geral: 28,81%;
Motoboy: 17,80%;
Analista de marketing digital: 15,91%

Quem perdeu mais com a pandemia do Coronavírus?

Alguns tiveram ganho salarial. No entanto, o BNE apontou a redução salarial de 10 profissões como consequência da pandemia do coronavírus.

Entre as profissões apontadas pelo relatório da instituição, estão: auxiliar de cinema, comissário de bordo, fotógrafo e babá.

As profissões com maiores reduções salariais com os respectivos percentuais são:

1 – Gerente de fast food: -1,47%;
2 – Supervisor de loja: -2,11%;
3 – Auxiliar de cinema: -2,61%;
4 – Taxista: -3,76%;
5 – Comissário de voo: -4,06%;
6 – Operador de xerox: -4,26%;
7 – Babá: -4,95%;
8 – Floricultor: -5,98%;
9 – Panfleteiro: -6,14%;
10 – Fotógrafo: -8,74%.

Mulheres foram as mais afetadas com a crise

Dados da FGV apontam que as mulheres foram mais afetadas pela pandemia, com 20,54% de queda na renda, contra 19,56% dos homens. O estudo da instituição afirma que a situação pesou mais entre indígenas, analfabetos e jovens de 20 a 24 anos.

Enquanto os mais pobres viram a renda encolher 27,9% – de R$ 199 para R$ 144 -, o impacto foi de 17,5% – de R$ 5.428 para 4.476 -, entre os 10% mais ricos do país.

Todos os estados e o Distrito Federal, assim como suas capitais, tiveram queda na renda do trabalho no segundo trimestre. A maior queda foi em Pernambuco, com recuo médio de 26,9%.

“De maneira geral, no topo das perdas temos estados nordestinos, como Alagoas (-25,92%), Bahia (-22,59%) e Piauí (-22.16%). São Paulo (-23,16%) se encontra neste grupo, impactando sobremaneira a média nacional dado o seu peso populacional e econômico”, diz a pesquisa.

As menores perdas foram nos estados da região Norte e Centro-Oeste, como Acre (-5,36%), Amazonas (-9,39%), Tocantins (-10,87%) e Mato Grosso (-11%).

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